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Semana Motor1.com: Novo Hyundai i20, BYD Atto 2 é lançado e mais

Ainda tivemos a chegada do Haval H6 flex, aumento de preço dos CAOA Chery Tiggo 7 e 8, produção de motos, vendas do Aion UT e mais

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10:27

Nesta edição do Semana Motor1.com Brasil, o destaque ficou para a Hyundai, que apresentou oficialmente o novo i20, hatch inédito que inaugura uma nova geração de produtos nacionais da marca. Com mais tecnologia, dimensões ampliadas e posicionamento superior, o modelo passa a enfrentar não apenas Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Honda City Hatchback, mas também SUVs compactos de entrada.

A semana também foi movimentada para os eletrificados. A BYD estreou mundialmente no Brasil o Atto 2 DM-i Flex, primeiro híbrido plug-in flex da fabricante chinesa, enquanto a GWM iniciou as vendas da linha Haval H6 Flex produzida em Iracemápolis (SP). Já a CAOA Chery reajustou os preços dos renovados Tiggo 7 e Tiggo 8 PHEV poucos dias após o lançamento. Entre as motos, a Abraciclo confirmou novos recordes de produção e vendas, enquanto o Momento InsideEVs a GAC comemorou os primeiros resultados comerciais do hatch elétrico Aion UT.

Galeria: Hyundai i20 Ultimate 1.0 TGDI AT6

Hyundai i20 2027 inaugura nova fase da marca no Brasil

A Hyundai finalmente apresentou o aguardado i20 nacional, modelo que chega para abrir uma nova família de compactos produzidos em Piracicaba (SP). Com preços entre R$ 99.990 e R$ 139.990, o hatch estreia em uma faixa de mercado tradicionalmente dominada por Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Honda City Hatchback, mas também pretende atrair consumidores que atualmente consideram SUVs compactos de entrada.

Mais do que um simples novo HB20, o i20 representa uma mudança de posicionamento para a fabricante sul-coreana. O modelo utiliza uma arquitetura mais moderna, cresce em dimensões e incorpora tecnologias até então inéditas entre os compactos nacionais da marca. Com 4,13 metros de comprimento e 2,58 metros de entre-eixos, supera diversos rivais diretos em espaço interno e oferece porta-malas de 346 litros.

A cabine é um dos principais destaques. Dependendo da versão, o hatch traz painel com duas telas integradas de até 12,3", atualizações remotas OTA, sistema Bluelink, espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, freio de estacionamento eletrônico e pacote de assistências à condução SmartSense. Entre os recursos disponíveis estão frenagem autônoma, controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e assistente de permanência em faixa.

Na mecânica, a Hyundai manteve os conhecidos motores da família HB20. As versões de entrada utilizam o 1.0 aspirado flex de 80 cv com câmbio manual, enquanto as configurações mais completas recebem o 1.0 TGDI turbo flex de 115 cv e 17,5 kgfm associado à transmissão automática de seis marchas. O lançamento reforça a estratégia da marca em um momento de crescente pressão das fabricantes chinesas e da expansão dos SUVs compactos no mercado brasileiro.

Galeria: BYD Atto 2 DM-i Flex

BYD Atto 2 DM-i Flex estreia tecnologia inédita no mundo

A BYD escolheu o Brasil para apresentar o primeiro híbrido plug-in flex de sua história. Batizado de Atto 2 DM-i Flex, o SUV combina eletrificação, e sistema flexível para mercados como o brasileiro, onde os biocombustíveis continuam desempenhando papel importante na matriz energética.

Com preços a partir de R$ 149.990, o modelo inaugura uma estratégia que busca aproximar a tecnologia híbrida plug-in de consumidores que normalmente comprariam SUVs compactos convencionais. Posicionado entre Tracker, T-Cross, HR-V, Creta e Yaris Cross, o lançamento também amplia a ofensiva da BYD no segmento de utilitários esportivos produzidos localmente.

O sistema DM-i prioriza a propulsão elétrica durante a maior parte do uso. O motor 1.5 flex atua predominantemente como gerador de energia, enquanto o motor elétrico é responsável pela movimentação do veículo em boa parte das situações. A fabricante afirma que a nova geração do sistema alcança eficiência térmica superior a 46%, um dos índices mais elevados da indústria.

São duas versões disponíveis. A configuração GL entrega 177 cv combinados e até 45 km de autonomia elétrica pelo ciclo NEDC. Já a GS eleva a potência para 197 cv e amplia a autonomia para até 110 km em modo elétrico. Segundo a marca, a autonomia total pode chegar a 1.045 quilômetros com tanque cheio e bateria carregada, reforçando a proposta de unir eletrificação e etanol em um único produto.

GWM Haval H6 2027 adota motorização flex

Outro movimento importante envolvendo eletrificação e biocombustíveis veio da GWM. A fabricante iniciou as vendas da linha Haval H6 2027 com motorização flex em todas as versões híbridas e híbridas plug-in produzidas em Iracemápolis (SP), ampliando o processo de nacionalização iniciado nos últimos anos.

Para viabilizar o uso de etanol, o motor 1.5 turbo recebeu uma série de modificações, incluindo novos bicos injetores, velas, filtros, bombas de combustível e sensor específico para identificar a mistura presente no tanque. Além disso, a linha passa a utilizar uma nova transmissão DHT de quatro marchas, derivada do SUV Wey 07.

As versões HEV agora entregam 248 cv e 53,5 kgfm de torque, enquanto a PHEV19 chega a 326 cv. No topo da gama, as configurações PHEV35 e GT alcançam 393 cv e 65,5 kgfm. A autonomia elétrica varia entre 77 km e 126 km conforme a versão, enquanto os números de consumo também evoluíram em relação à linha anterior.

A estratégia comercial foi manter preços próximos aos praticados anteriormente. A gama parte de R$ 199.900 e chega a R$ 326.000. Outro benefício importante é a elegibilidade de parte da linha para a isenção de IPVA no estado de São Paulo.

CAOA Chery reajusta preços dos Tiggo 7 e 8 PHEV

Poucos dias após lançar os renovados Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV 2027 com preços reduzidos, a CAOA Chery promoveu um reajuste de R$ 10 mil em ambos os modelos. Com isso, os SUVs passam a custar R$ 199.990 e R$ 239.990, respectivamente.

Apesar do aumento, os modelos continuam significativamente mais baratos do que os equivalentes da linha anterior. A renovação trouxe mudanças importantes na motorização, com a adoção de um novo motor 1.5 Turbo GDI associado a dois motores elétricos e uma transmissão híbrida dedicada de última geração.

O conjunto entrega 279 cv e 37,2 kgfm de torque, enquanto a autonomia combinada pode alcançar até 1.200 quilômetros. As novidades também incluem baterias de 18,4 kWh, autonomia elétrica de até 70 km e, pela primeira vez, compatibilidade com carregamento rápido em corrente contínua de até 50 kW.

As mudanças se estendem ao design, à cabine e aos equipamentos. Os SUVs passaram a incorporar a nova identidade global da Chery, receberam painéis digitais maiores, novos sistemas ADAS, função V2L e níveis mais elevados de conforto e segurança. O reposicionamento acontece em um momento de concorrência crescente entre fabricantes chinesas que disputam espaço na faixa entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.

Semana Moto: produção recorde

A indústria brasileira de motocicletas segue registrando números históricos em 2026. Dados divulgados pela Abraciclo apontam que as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (AM) produziram 932.522 motocicletas entre janeiro e maio, crescimento de 10,1% sobre o mesmo período do ano passado.

Somente em maio foram produzidas 186.714 unidades, mantendo o ritmo forte observado desde o início do ano. As motos da categoria Street seguem liderando a produção nacional, representando pouco mais da metade do volume fabricado, seguidas pelos modelos Trail e pelas motonetas.

Um dos destaques do levantamento é o crescimento das motocicletas de alta cilindrada. Embora ainda representem apenas 3% do mercado, a produção dessa categoria avançou 41,9% nos cinco primeiros meses do ano, refletindo a expansão da oferta de modelos premium e do interesse dos consumidores por produtos de maior valor agregado.

As vendas acompanham a tendência positiva. Entre janeiro e maio foram emplacadas 980.095 motocicletas, alta de 15,3% e novo recorde para o período. As exportações também cresceram, acumulando avanço de 22,8% no ano e reforçando o bom momento vivido pela indústria nacional de duas rodas.

GAC Aion UT mostra potencial para ganhar escala

A GAC começou a colher os primeiros resultados comerciais do Aion UT, hatch elétrico lançado recentemente no Brasil. Segundo a fabricante, o modelo acumulou 1.112 pedidos em apenas nove dias de vendas, número suficiente para representar cerca de um terço de todos os emplacamentos da marca no país entre janeiro e maio.

O desempenho chama atenção porque coloca o UT como o primeiro produto da GAC com potencial real de volume no mercado brasileiro. Até então, a operação local era sustentada principalmente por modelos de nicho, como Aion Y, Aion V e GS4.

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Com preços entre R$ 139.990 e R$ 159.990, o hatch disputa espaço em um dos segmentos mais aquecidos da eletrificação nacional, enfrentando diretamente modelos como BYD Dolphin, BYD Dolphin Mini e Geely EX2. Em vez de entrar em uma guerra de preços, a estratégia da fabricante foi destacar atributos como espaço interno, desempenho e equipamentos.

O Aion UT oferece entre-eixos de 2,75 metros, motor de 204 cv em todas as versões e uma lista ampla de equipamentos de conforto e segurança. Ainda é cedo para avaliar o impacto definitivo do modelo nos emplacamentos, mas os números iniciais indicam que a GAC pode finalmente ter encontrado o produto capaz de ampliar sua presença no mercado brasileiro.

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