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Novo BYD Dolphin Mini tem interior revelado com truque de Tesla

Nova cabine para a segunda geração do hatch revela ausência do painel de instrumentos, como nos elétricos da Tesla

Flagra: BYD já grava comercial do novo Dolphin Mini na China
Foto de: @eletricosdachina
Thiago Moreno Thiago Moreno

A BYD divulgou os primeiros esboços oficiais do interior da segunda geração do Seagull, nome original do Dolphin Mini, um dia após revelar os desenhos da carroceria. A maior novidade da cabine é a ausência de um quadro de instrumentos dedicado: as informações de condução passam a ser exibidas na tela central flutuante elevada, em um painel mais liso e aberto à frente do motorista, algo que foi popularizado pelos elétricos da Tesla.

O interior vem na sequência dos registros de homologação no MIIT (Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China) e os esboços do exterior divulgados nesta semana. O console central também foi redesenhado. Em flagras anteriores, o câmbio aparecia em uma haste atrás do volante de dois raios; no novo layout, uma fileira horizontal de botões físicos aparece abaixo das saídas de ar centrais. Uma ponte elevada abriga dois porta-copos e um carregador de celular sem fio, com espaço de armazenamento aberto abaixo, enquanto as tradicionais alças em formato de asa nas portas dão lugar a puxadores convencionais.

BYD Dolphin Mini de segunda geração tem o interior revelado por esboços
BYD Dolphin Mini de segunda geração tem o interior revelado por esboços
BYD Dolphin Mini de segunda geração tem o interior revelado por esboços
Fotos de: Car News China
Fotos de: Car News China

De hatch urbano a compacto de cinco lugares

Frequentemente chamado na imprensa chinesa de Great Seagull, ou "Grande Gaivota", por causa das dimensões ampliadas, o novo Seagull salta de 3,78 m para 4,205 m de comprimento (+425 mm), 1,81 m de largura (+95 mm), 1,57 m de altura (+30 mm) e 2,65 m de entre-eixos (+150 mm), além de adotar a homologação para cinco lugares — o primeiro Seagull chinês era vendido com quatro. Na comparação direta, o novo carro fica substancialmente mais comprido que o próprio Dolphin (4,125–4,150 m), embora mantenha o entre-eixos 50 mm mais curto que o do irmão maior (2,70 m).

O que você pensa sobre isso?

A mecânica consta nos registros do MIIT: motor síncrono de ímã permanente TZ164XYB, produzido pela Zhengzhou BYD Auto, de 95 kW (127 cv) nas duas versões homologadas, alimentado por baterias LFP da FinDreams de 30 kWh e 39,2 kWh, com autonomias de 320 km e 420 km no ciclo CLTC chinês (cerca de 259 km e 340 km no WLTP). A velocidade máxima sobe de 130 km/h para 150 km/h. Uma das configurações traz LiDAR no teto, com radares dianteiro, traseiro e laterais, associado ao sistema DiPilot 300 (God's Eye B) com funções de condução assistida — mas a BYD não detalhou a distribuição dos equipamentos por versão.

Flagra: BYD já grava comercial do novo Dolphin Mini na China
Foto de: @eletricosdachina

O rival direto é o Geely Xingyuan (Geely EX2 fora da China), que mede 4,135 m de comprimento com o mesmo entre-eixos de 2,650 m e vendeu 39.651 unidades em agosto — quase quatro vezes o volume do Seagull. No Brasil, a nova geração do Dolphin Mini já tem chegada confirmada pelo vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, por volta de 2028, devendo conviver, ao menos inicialmente, com o modelo atual produzido em Camaçari (BA).

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