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Semana Motor1.com: BYD muda Seal em tempo recorde, Geely EX5 mais potente e mais

Semana ainda teve pistas sobre a nova VW Amarok, flagra da nova geração do BYD Dolphin Mini e data de estreia para o Hyundai Bayon

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08:14
Thiago Moreno Thiago Moreno

Nesta edição do Semana Motor1.com Brasil, a BYD confirmou uma troca de geração do Seal em menos de seis meses após o lançamento do modelo atual, com nova plataforma, baterias maiores e autonomia que passa dos 700 km. A Geely apresentou o EX5 renovado na China, com tração traseira, arquitetura de 800 V e o dobro da potência na versão topo de linha.

Também apareceu a nova geração do Dolphin Mini em flagra sem disfarces, a Maxus Interstellar X estreou versões a diesel que dão pistas sobre a nova Amarok e a Hyundai confirmou a data de estreia do Bayon no Salão de Paris. No Semana Moto, a Honda NXR160 Bros 2027 chegou com mais segurança, e o Momento InsideEVs traz a VW com um "problema bom": elétricos vendendo mais do que o esperado na Europa.

Novo BYD Seal tem potência de esportivo e roda 700 km
Foto de: MIIT

BYD muda Seal em 6 meses

A BYD resolveu trocar de geração o Seal em tempo recorde. Apresentado em março na China, o sedã já aparece nos registros de homologação do governo chinês (MIIT) em sua sucessora, que chega com nova plataforma, baterias maiores e até 408 cv. Há ainda uma versão híbrida plug-in, com autonomia elétrica de 245 km.

As configurações elétricas usam baterias LFP de 76,744 kWh (motor traseiro de 333 cv) e 88,682 kWh (408 cv), com autonomias de 636 km e 718 km no ciclo WLTP — ou 775 km e 875 km no CLTC chinês. A velocidade máxima chega a 240 km/h, e a versão de entrada recarrega de 10% a 97% em apenas nove minutos em estações compatíveis com o Flash Charging da marca.

O Seal 07, como é chamado o novo carro, também cresceu: 5,080 m de comprimento, 1,960 m de largura e 2,960 m de entre-eixos, ganhos de 85 mm, 50 mm e 60 mm sobre o modelo de março. A dianteira foi redesenhada e se aproxima do SUV Sealion 7, enquanto a traseira ficou mais limpa, com lanternas interligadas mais finas e escurecidas. Nas versões mais equipadas, há teto panorâmico e LiDAR sobre o teto.

No Brasil, o Seal é vendido em versão única por R$ 299.990, com dois motores elétricos, tração integral e 531 cv. A BYD não sinalizou mudanças para o sedã por aqui — a atualização mais discreta feita este ano para a Europa nem chegou ao nosso mercado. A troca de geração do médio King, cuja nova versão já foi flagrada em testes no País, deve acontecer antes.

Geely apresenta EX5 elétrico renovado na China
Foto de: car.autohome.com.cn

Geely EX5 2027 fica mais potente

A Geely apresentou na China a linha renovada do EX5, com mudanças bem mais profundas do que uma simples reestilização. O SUV passa a ter cinco versões, e quatro delas adotam arquitetura de 800 V, recarga ultrarrápida 6C, tração traseira e motor de 245 kW (333 cv) — 115 cv a mais que antes. Só a versão de entrada mantém 400 V, tração dianteira e 160 kW (218 cv).

Há três baterias: 60,22 kWh, 61,52 kWh e 70,01 kWh, com autonomia de 530, 550 ou 635 km no ciclo CLTC (429, 446 e 514 km no WLTP, respectivamente). A linha usa a nova bateria Aegis Golden Brick de lâmina curta, e as versões de 800 V substituem o limite atual de 100 kW de carga contínua. Com o motor movido para trás, a Geely criou um porta-malas dianteiro de 160 litros, solução semelhante à do EX2.

No visual, o EX5 ficou mais próximo dos modelos da Volvo, controlada pelo mesmo grupo. O SUV tem faróis mais finos, para-choque redesenhado, novas rodas de 18" e 19", maçanetas convencionais no lugar das retráteis e lanternas mais estreitas. As versões de tração traseira medem 4,630 m de comprimento, 1,920 m de largura e 2,745 m de entre-eixos, com LiDAR sobre o teto nas configurações mais caras.

Por dentro, o layout segue o mesmo, com mudanças de acabamento: volante novo herdado do Monjaro (vendido como Renault Koleos), bancos e forros com Alcantara nas versões topo, alavanca com visual de cristal, central de 15,4" com resolução 2.5K, painel de 10,2", head-up display e carregador de celular por indução de 50 W. No Brasil, o EX5 é vendido como híbrido plug-in EM-i, nacionalizado em São José dos Pinhais (PR), e dará origem a um novo carro da Renault com visual inspirado no Filante.

Maxus Interstellar X
Foto de: Divulgação

Maxus dá pistas da nova Amarok

A picape que servirá de base para a nova Volkswagen Amarok acabou de ganhar versões a diesel na China. A Maxus Interstellar X estreou o motor 2.5 turbodiesel de 224 cv e 520 Nm (53 kgfm), com tração Super Select 4WD, câmbio automático de oito marchas da ZF e capacidade declarada de rebocar 3,5 toneladas. A questão que fica no ar: a nova Amarok terá uma opção a diesel além da híbrida já confirmada?

Por enquanto, é uma possibilidade e não um anúncio. O diesel de 224 cv fica abaixo do V6 3.0 turbodiesel de 258 cv da Amarok atual, mas a SAIC também já apresentou um 2.5 turbodiesel biturbo de 286 cv e 605 Nm (61,7 kgfm), que superaria o V6 em potência e torque. A Volkswagen ainda não confirmou os conjuntos mecânicos da picape que será produzida na Argentina.

A Interstellar X usa a plataforma Star Bridge, que combina características de monobloco a uma estrutura inferior reforçada, com suspensão independente nos dois eixos. A picape mede cerca de 5,50 metros de comprimento e 3,30 m de entre-eixos, dimensões maiores que as da Amarok atual. A versão topo tem duas telas de 12,3", som JBL de oito alto-falantes, assistentes nível 2, câmeras 360°, teto panorâmico e bancos com ventilação e massagem.

A nova Amarok foi mostrada camuflada na Festa do Peão de Barretos, em agosto. Segundo apuração exclusiva do Motor1.com Brasil, a versão híbrida plug-in deve se chamar Amarok 800 TSI, em referência aos 800 Nm (81,6 kgfm) de torque combinado, e superar 470 cv — dados ainda não oficiais. A produção ocorrerá em General Pacheco, na Argentina, com chegada ao Brasil prevista para o primeiro semestre de 2027.

Flagra: BYD já grava comercial do novo Dolphin Mini na China
Foto de: @eletricosdachina

Flagra Dolphin Mini nova geração

Pouco após aparecer nos registros do MIIT, a nova geração do Dolphin Mini voltou a aparecer sem disfarces. O flagra, feito pelo perfil brasileiro @eletricosdachina, mostra que a BYD já grava as primeiras ações comerciais do hatch na China, sinalizando que a apresentação está próxima.

O "Mini" perdeu o sentido literal: o novo hatch mede 4,205 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura, com 2,65 m de entre-eixos. São 42,5 cm a mais no comprimento, 9,5 cm na largura e 15 cm no entre-eixos que o modelo atual — proporções que se aproximam do Geely EX2, seu principal rival no Brasil e na China, e chegam a superar o Dolphin GS em algumas dimensões.

O crescimento resolve a principal queixa do carro atual: o espaço para até cinco passageiros. A ideia da marca é que os dois Dolphin convivam, com o modelo atual como opção de entrada — uma espécie de Mille da BYD — e o novo atacando os hatches elétricos asiáticos como o EX2, o GAC Aion UT e o Chery QQ. A BYD quer transformar o Dolphin em uma família completa, com espaço também para o G, versão híbrida plug-in já confirmada para o Brasil.

Na dianteira, o hatch usa a linguagem Ocean, com faróis finos e para-choque mais trabalhado. O exemplar verde flagrado tem LiDAR sobre o teto, reservado às versões mais avançadas na China. As lanternas ocupam quase toda a largura da tampa e lembram mais o Dolphin atual do que o próprio Mini. No Brasil, a nova geração chega por volta de 2028, segundo o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, e deve conviver com o carro atual produzido em Camaçari (BA).

Novo Hyundai Bayon 2028
Foto de: Divulgação

Hyundai Bayon em outubro

O novo Bayon, futuro SUV de entrada da Hyundai, deve fazer sua primeira aparição oficial já em outubro, durante o Salão de Paris, entre os dias 12 e 18. Conhecido internamente como BC4 CUV, o modelo derivado do i20 terá posicionamento inédito no Brasil, entre o hatch e a nova geração do Creta, em uma faixa de mercado disputada por Jeep Avenger, VW Tera e Chevrolet Sonic.

O Bayon não será totalmente inédito: o parentesco com o i20 aparece principalmente no miolo da carroceria, com para-brisa, coluna A, retrovisores e parte das portas compartilhados. As extremidades, porém, serão próprias, com teto mais alto, caixas de roda mais marcadas e traseira bem mais vertical que a do hatch. A aparição em Paris também incluirá a nova geração do Tucson e uma versão esportiva do elétrico Ioniq 3.

Por dentro, o protótipo já revelou o mesmo volante de três raios do i20, com os quatro pontos que representam a letra H em código Morse no lugar do logotipo da marca. O conjunto de duas telas é levemente curvado para o motorista, e há câmera para visão 360° e um sensor dedicado às assistências no alto do para-brisa, que permitirá recursos como manutenção em faixa.

O Bayon foi desenvolvido desde o início como carro global, com a missão de buscar volume em mercados como Índia e Brasil. Diferente da geração atual, concentrada na Europa, a nova geração foi pensada para atuar em diferentes regiões — e, por aqui, deverá ser uma peça importante na nova fase da Hyundai, ocupando o espaço abaixo do Creta.

Honda NXR 160 Bros 2027
Foto de: Honda

Semana Moto: Honda Bros 2027

A Honda renovou a NXR160 Bros para a linha 2027, mantendo a receita que fez da porta de entrada das aventureiras da marca a líder de seu segmento. As novidades ficam por conta de duas cores inéditas — Preto para a CBS e Verde Explorer Green para a ABS —, com o Vermelho Fighting Red permanecendo em ambas. As versões chegam por R$ 22.830 (CBS) e R$ 23.970 (ABS), base São Paulo/SP, sem frete e seguro.

Lançada em 2003, a Bros produziu mais de 200 mil unidades em 2025, recorde desde a introdução do motor 160, no final de 2014 — e 2026 pode bater esse número novamente. As novidades de segurança contemplam as duas versões: piscas em LED, pisca-alerta, indicadores de posição integrados ao farol e lampejador de farol no punho esquerdo. Na topo de linha ABS, há o ESS (Emergency Stop Signal), que identifica frenagens bruscas e aciona as setas automaticamente.

O pacote mecânico segue o mesmo: motor monocilíndrico OHC arrefecido a ar de 162,7 cm³, injeção PGM-FI FlexOne, com 14,3 cv (etanol) e 14,2 cv (gasolina) a 8.000 rpm e torque de 1,47 kgfm a 5.750 rpm. O chassi berço semiduplo de aço tem suspensão telescópica de 180 mm na dianteira e monoamortecedor de 150 mm na traseira, com pneus Pirelli MT60 (90/90-19 e 110/90-17).

As versões se diferenciam apenas pela frenagem: a ABS tem antitravamento no disco dianteiro de 240 mm, enquanto a CBS de entrada distribui a força entre as duas rodas, mesmo quando apenas o pedal traseiro é acionado. O freio traseiro é a disco de 220 mm em ambas. A linha chega às lojas em outubro, com garantia de 3 anos sem limite de km e óleo Pro Honda grátis em sete revisões.

VW ID.Polo
Foto de: Volkswagen

InsideEVs: VW com problema bom

Elétricos vendem tanto que a VW precisa correr para atender à demanda. Segundo o portal alemão Automobilwoche, na Alemanha a marca já recebe mais pedidos de modelos a bateria do que de carros a combustão, embalada pela renovação da família ID e pela chegada de opções menores e mais acessíveis. O problema é que essa virada acontece em plena reestruturação da empresa, com cortes de empregos e de capacidade.

Nas fábricas, o desequilíbrio apareceu direto: em Wolfsburg, sede histórica da marca, turnos extras de Golf, Tiguan e Tayron foram cancelados, com expectativa de 580 mil veículos produzidos em 2026, em vez de superar 600 mil. Já em Emden, a VW planeja ao menos dois turnos extras para o ID.7, e Zwickau se beneficia da procura pelo renovado ID.3. O recém-lançado ID. Polo já acumula mais de 40 mil pedidos na Europa.

O que você pensa sobre isso?

A questão não é a falta de capacidade, mas a sua distribuição errada: enquanto as unidades preparadas para elétricos aceleram, Wolfsburg tem capacidade sobrando justamente para os modelos a combustão. Como um elétrico usa menos peças e mão de obra, trocar cada carro a combustão por um elétrico não mantém o mesmo número de trabalhadores e linhas. O Golf, inclusive, deixará a Alemanha no fim de 2027, quando sua produção irá para Puebla, no México — embora futuros Golf e T-Roc elétricos voltem a ser feitos por lá.

Há ainda uma conta final: vender mais elétricos ajuda a VW a cumprir as metas de emissões da União Europeia, mas não significa ganhar mais dinheiro. Os elétricos ainda têm margens menores que as dos equivalentes a combustão, o que coloca a marca em uma situação curiosa: os carros cuja procura mais cresce são justamente os que, por ora, entregam menos retorno financeiro.

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