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QQ volta ao Brasil sem CAOA Chery e pode ter preço de BYD Dolphin Mini

Antigo hatch de entrada virou elétrico e agora será vendido pela Omoda em 2027

Flagra: QQ está de volta, mas será carro da Omoda
Foto de: @falandodecarro
Thomas Tironi Thomas Tironi

Parte da primeira leva de carros chineses que desembarcaram no Brasil, o QQ está prestes a voltar para nosso merado. Desta vez, porém, não será mais um pequeno carro de entrada. Segundo João Anacleto, do canal A Roda, ele chegará em janeiro de 2027 como Omoda QQ, elétrico e mirando Geely EX2, GAC Aion UT, BYD Dolphin e companhia.

A mudança será tamanha que o carro mudará até de marca, sendo vendido agora pela Omoda, operação controlada diretamente pelo Grupo Chery International e sem participação da brasileira CAOA, que comercializou o então Chery QQ por aqui. A ideia é que ele vire um produto de volume quando chegar ao nosso mercado, em 2027.

Como é o novo Omoda QQ

Completamente diferente das duas gerações vendidas no Brasil durante a década passada, o novo QQ abandona as proporções de subcompacto e entra no filão dos elétricos com cerca de 4 metros, agora com dimensões suficientes para atender uma família pequena.

São 4,19 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de distância entre os eixos. Isso representa cerca de 6 cm a mais no comprimento e 5 cm adicionais no entre-eixos em relação ao Geely EX2. A largura supera em aproximadamente 3 cm a de um Volkswagen T-Cross.

Flagra: QQ está de volta, mas será carro da Omoda
Foto de: @falandodecarro

As primeiras unidades, inclusive, já estão rodando em testes no Brasil praticamente sem camuflagem. Imagens obtidas por @jorgeltj e publicadas pelo perfil Falando de Carro, de Renato Maia, mostram um protótipo branco, aparentemente de uma versão de entrada, escondendo basicamente os emblemas e alguns elementos de identificação.

De frente, o novo QQ segue uma receita comum entre elétricos chineses recentes. Não há grade convencional e a área entre os faróis é praticamente lisa, contando com peças em formato arredondado posicionadas nas extremidades. A entrada de ar fica concentrada na parte inferior do para-choque, enquanto sensores dianteiros de assistência ADAS também aparecem na unidade fotografada.

Flagra: QQ está de volta, mas será carro da Omoda
Foto de: @falandodecarro

As rodas ficam próximas das extremidades da carroceria, com balanços curtos à frente e atrás, uma proporção que tende a favorecer o aproveitamento interno. A carroceria relativamente alta e as grandes áreas envidraçadas deixam o QQ com aparência mais próxima de um hatch elevado ou pequeno crossover do que do antigo subcompacto.

Ainda nas laterais, há molduras pretas que contornam as caixas de rodas e continuam pela parte inferior das portas. Mais acima, os puxadores ficam quase nivelados com a carroceria, enquanto a coluna traseira é relativamente larga, como num GAC Aion UT, ganhando ainda mais destaque pelo acabamento preto ao redor das janelas.

Flagra: QQ está de volta, mas será carro da Omoda
Foto de: @falandodecarro

Atrás, as lanternas têm formas arredondadas e acabamento escurecido, lembrando até alguns Mini, e não recorrem à barra luminosa que se tornou comum em modelos chineses recentes. O vidro traseiro é relativamente vertical, acompanhado por um spoiler no alto, enquanto a placa fina fica no para-choque, que concentra ainda uma grande área de plástico preto e os refletores horizontais nas extremidades.

Segundo Anacleto, a versão brasileira terá bateria de 43 kWh e motor elétrico traseiro de 123 cv. Na China, essa configuração alcança cerca de 430 km, número que deverá cair para algo próximo dos 325 km quando homologado pelo PBEV.

Flagra: QQ está de volta, mas será carro da Omoda
Foto de: @falandodecarro

Apresentada em agosto de 2025 no Salão de Chengdu, a terceira geração utiliza a plataforma elétrica T12 da Chery. A estrutura é composta por 82% de aço de alta resistência e 16% de aço estampado a quente, enquanto a suspensão traseira é independente multibraço.

Na cabine, dependendo da versão, há central multimídia de 15,6" com resolução 2,5K e processador Snapdragon 8155, além de Apple CarPlay, HiCar e ICCOA Carlink. Na China, o modelo também pode receber o sistema de assistência à condução Falcon 500.

Omoda 4, as fotos ao vivo

Omoda 4

Foto de: Omoda

QQ é parte de um plano bem maior

Não é exatamente novidade que o Grupo Chery International vem trabalhando para fortalecer ao máximo suas marcas no Brasil, principalmente as sem ligação com a CAOA. Há alguns meses, o grupo levou jornalistas brasileiros para conhecer sua operação em sua sede, na China, e lá mostrou muitas das novidades que pretende trazer para cá no curto a médio prazo.

Dentre essas novidades, há a produção de híbridos com motor flex para 2027 e o desenvolvimento de um 1.0 turbo de três cilindros igualmente flex para 2028, justamente por considerar esse tipo de conjunto importante nas faixas mais volumosas do mercado brasileiro. Para o mesmo período, está previsto o Omoda 2, futuro modelo de entrada, que pode ter preços similares ou inferiores ao QQ para rivalizar com VW Tera, Chevrolet Sonic, Jeep Avenger e companhia.

Primeiras impressões: CAOA Changan CS55 1.5T Infinity Flex 2027

Tanto a CAOA quanto a Chery estão apostando cada vez mais em produtos e marcas sem relação entre elas 

Foto de: Reprodução

E a CAOA nessa?

Enquanto a matriz chinesa monta por conta própria uma gama capaz de disputar clientes desde a faixa dos R$ 125 mil, a CAOA, responsável pela Chery no Brasil desde 2017, também começa a colocar cada vez mais fichas em outra fabricante chinesa.

A Changan já ocupa as linhas de Anápolis (GO) anteriormente utilizadas pela Hyundai e também mira volume. O exemplo mais recente é o SUV médio CS55, lançado por R$ 144.990 e com versão Infinity por R$ 154.990, valores muito próximos aos do primo CAOA Chery Tiggo 7 Sport.

A sobreposição aumenta ainda mais no topo da linha. O CS55 PHEV custa R$ 189.990 e usa um sistema híbrido plug-in flex de 286 cv desenvolvido com participação da engenharia brasileira da CAOA, algo que os Chery com esse tipo de propulsor não ganharam por aqui.

O que você pensa sobre isso?

A CAOA já passou por uma relação parecida com a Hyundai. Depois que a fabricante sul-coreana criou sua própria operação no Brasil em 2012, as duas empresas mantiveram estruturas paralelas por anos até a produção de modelos Hyundai em Anápolis terminar em 2025.

Não significa exatamente que isso acontecerá com a Chery e a CAOA, até porque as duas empresas seguem parceiras e não há qualquer anúncio de rompimento. Mas os movimentos recentes deixam claro que ambas estão construindo caminhos cada vez menos dependentes uma da outra.

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