M1 nas lojas: como é de perto o Jeep Avenger Limited, o mais caro da linha?
Versão de topo do menor Jeep traz faróis Matrix, acabamento caprichado e motor híbrido de 116 cv
Principal novidade da Jeep no país nessa década, o Avenger chegou para ocupar uma zona de preços que a marca não disputava até o início do ano. Com preço partindo de R$ 119.990, o SUV pequeno tem como meta concorrer com VW Tera, Renault Kardian, Chevrolet Sonic e os primos Fiat Pulse e Citroën Basalt. Será que consegue?
Neste M1 nas lojas, demos uma olhada de perto justamente na versão que você já viu nos comerciais e nas redes sociais, a Limited na nada discreta tonalidade Verde Boreal, escolhida como a cor oficial de lançamento do carro. Seu preço base parte de R$ 145.990, mas com o opcional do teto solar (R$ 7.500) e da pintura, vai aos R$ 155.690.
Parece maior por foto
De cara, a primeira impressão que o Avenger passa é de como ele é muito menor do que qualquer outro carro que a marca já vendeu por aqui até hoje. Mesmo que por fotos ou vídeos ele pareça muito mais próximo do Renegade, na verdade as dimensões estão muito mais para um Peugeot 208 ou Fiat Pulse, algo entre um hatch compacto e um SUV subcompacto.
Já no visual, ele traz a clássica identidade de marca da norte-americana na dianteira, com as sete fendas ao centro. Seu diferencial, ao menos nessa versão de topo, é oferecer pela primeira vez iluminação nessa peça, algo que já está presente lá fora também na nova geração do Compass.
Por falar no SUV médio, a inspiração visual mais urbana dele é predominante no Avenger, deixando de lado o apelo mais fora de estrada do Renegade. Destaque da versão Limited, há ainda faróis do tipo Matrix com farol alto automático. O conjunto tem assinatura de LED na parte superior e o módulo principal mais abaixo, enquanto a iluminação das sete fendas praticamente dá continuidade à faixa luminosa da dianteira.
A Limited também ajuda a enganar sobre o tamanho com suas rodas de liga leve aro 18''. O desenho é bicolor, combinando face diamantada com partes internas escurecidas, enquanto os pneus têm medida 215/55. É um conjunto grande para um carro de apenas 4,08 metros e que preenche bastante as caixas de roda. Atrás delas, há ainda freios a disco também no eixo traseiro.
Outro detalhe está nas portas traseiras. As maçanetas ficam escondidas na moldura preta da coluna C, tal como no Peugeot 2008, limpando bastante a lateral e fazendo o Avenger parecer quase um carro de duas portas dependendo do ângulo. A solução, porém, também ajuda a engrossar visualmente uma coluna traseira que já é bastante larga.
Mais francês que americano
Em dimensões, comparado ao compacto veterano da Jeep, a principal diferença aparece no comprimento: 4.270 mm versus 4.084 mm. No entre-eixos, reflexo da plataforma mais moderna, a diferença é bem menor, com dimensões quase similares (2.557 mm vs. 2.566 mm), mas o aproveitamento entre eles é bem diferente tanto no espaço para os passageiros quanto no porta-malas.
Nesse aspecto, o Avenger está muito mais próximo dos seus primos da Peugeot do que dos Jeeps vendidos por aqui na última década. Fruto ainda do compartilhamento da plataforma Smart Car da Stellantis utilizada pelos modelos da francesa. Há espaço suficiente para alguém com menos de 1,70m, mas praticamente nenhuma sobra para as pernas, deixando claro que estamos num carro bem menor que o Renegade.
O acesso traseiro também entrega um pouco dessa limitação. A abertura da porta não chega a ser ruim, mas o vão é relativamente curto e afunila na parte inferior junto à caixa de roda. Atrás, são três apoios de cabeça, com os laterais relativamente grandes para o tamanho da cabine e ocupando uma parte considerável da área do vidro quando levantados. Soma-se a isso a coluna C bastante larga, justamente onde fica escondida a maçaneta, deixando um grande ponto cego ali.
O parentesco com os Peugeot atuais aparece em várias peças do interior, como as maçanetas, as alavancas atrás do volante, os botões em tecla na parte central do painel, a central multimídia verticalizada de 10" e até nos barulhos de seta e faróis.
A versão brasileira do SUV também abriu mão do porta-treco central para ganhar em seu lugar a tradicional alavanca presente em todos os carros com motor 1.0 T200 feitos pela Stellantis por aqui. Do lado esquerdo há o seletor de modo de condução, enquanto mais para trás fica o botão do freio de estacionamento eletrônico, um tanto raro nessa categoria.
Na configuração Limited, em especial, a decoração interna reforça o uso do preto, deixando apenas a parte central do painel em um tom puxado para o cobre. Ele também conta com sistema de iluminação ambiente no carregador por indução, no console, nas quinas laterais do painel e nos porta-trecos presentes nos forros de porta.
Olhando mais para cima, aparecem detalhes que já fogem um pouco dos compactos de Peugeot e Citroën. A luz de teto tem desenho próprio, com iluminação em LED integrada aos comandos de emergência e aos avisos dos cintos, enquanto o retrovisor interno da Limited é eletrocrômico e do tipo frameless, sem aquela moldura plástica grossa ao redor.
A mudança do interior, vale lembrar, foi um pedido dos brasileiros. O SUV foi rejeitado em clínicas feitas por aqui há alguns anos por ser considerado simples demais, muito próximo aos Citroën de entrada vendidos hoje. Nessa versão feita em Porto Real (RJ), ele já chega trabalhando melhor as texturas e inserindo couro em algumas partes das portas e do painel, ficando um degrau acima de Tera, Kardian e Pulse nesse aspecto.
O volante também é diferente dos Jeep feitos em Goiana (PE) e idêntico ao europeu, revelando sua origem diferente pelos comandos de som e mudança de faixa nas laterais, e não na parte traseira como no Renegade ou no Compass.
Já o cluster do painel de instrumentos, nessa versão também de 10", traz um layout bem diferente dos compactos de Fiat, Peugeot e Citroën vendidos hoje, podendo exibir informações de mapa, por exemplo. Por fim, o porta-malas conta com 321 litros, tem iluminação em LED na coluna esquerda e, mais abaixo, abriga o estepe do tipo temporário com roda de aço aro 16 e pneu T125/85 R16 99M.
Motor MHEV está mais fraco
Todas as três versões do Jeep Avenger comercializadas no Brasil compartilham o mesmo conjunto mecânico, com motor 1.0 turboflex e sistema híbrido-leve (MHEV) de 12V, já utilizado em modelos como Fiat Pulse e Fastback e Peugeot 208 e 2008. O câmbio também é conhecido: CVT com simulação de 7 marchas.
São 116 cv e 20,4 kgfm de torque com gasolina ou etanol, uma redução em relação aos 125/130 cv já conhecidos do T200 para colocar o Avenger em uma faixa menor de impostos. Não é algo inédito na categoria, visto que Chevrolet e Hyundai fizeram a mesma coisa com seus motores 1.0 turbo.
Mesmo com a queda em relação aos seus primos dentro do grupo Stellantis, o novato está na média quando o assunto é potência e consumo. Segundo a Jeep, ele leva cerca de 10,3 segundos para ir de 0 a 100 km/h.
Já no consumo, em circuito urbano são 12,7 km/l com gasolina e 8,8 km/l com etanol, enquanto na rodovia os números sobem para 13,5 km/l e 9,4 km/l, respectivamente. Por fim, a velocidade máxima é de 185 km/h e a garantia é de cinco anos.
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