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Chineses são competitivos, mas STLA One também será, diz chefão da dona da Fiat

Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, aposta em nova plataforma modular para ter soluções multienergia

Uma prévia da plataforma STLA One
Foto de: Stellantis

O CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, afirmou que a empresa utilizará a nova plataforma modular STLA One como principal ferramenta de competitividade para todas as suas marcas na América Latina e no mundo. Durante a celebração dos 50 anos da Fiat no Brasil, o executivo destacou que a arquitetura será a base técnica para enfrentar o avanço das fabricantes chinesas, garantindo eficiência de custos e tecnologia de ponta.

De todo o ecossistema de carro elétrico, o planejamento chinês foi de 20 anos. Eles investiram em incentivos à demanda, investiram muito em infraestrutura e investiram muito na capacidade dos fornecedores locais de se atualizar para essas tecnologias. Então a China representa em muitas coisas uma excelente referência, mas isso foi um apoio de 20 anos. Um caminho de 20 anos.

E nós já pomos uma resposta. Nós, como Stellantis, a gente vai se adaptar muito rapidamente na Europa, mas depois no Brasil, com uma das plataformas chave no nosso futuro que é a STLA One. A STLA One é muito competitiva, muito competitiva em termos de competitividade de dar uma resposta competitiva com as plataformas chinesas produzidas na Europa.

O que é a STLA One?

Diferente de soluções isoladas, a STLA One será uma plataforma que funcionará como uma espinha dorsal para o grupo, permitindo que Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, entre outras tantas marcas compartilhem componentes e processos produtivos. Essa estratégia de escala global busca otimizar as operações na região, permitindo que a Stellantis ofereça produtos competitivos em diversos segmentos, desde carros de entrada até utilitários esportivos mais sofisticados.

A arquitetura STLA One será a base da Stellantis na América do Sul e no resto do mundo para a próxima década, com os primeiros produtos devendo estrear na Europa a partir dessa plataforma já em 2027. Desenvolvida para ser extremamente modular e flexível, ela permitirá a produção de uma ampla gama de veículos, atendendo às necessidades específicas de cada marca do grupo.

Essa padronização é o que garantirá a escala necessária para reduzir custos de produção e, consequentemente, enfrentar as marcas que apostam em preços agressivos. O plano final da Stellantis é oferecer apenas 3 plataformas diferentes e modulares para atender a todas as suas marcas ao redor do mundo.

Antonio Filosa, CEO da Stellantis, durante a comemoração dos 50 anos da Fiat no Brasil
Foto de: Motor1 Brasil

Foco em eficiência e eletrônica

A plataforma foi pensada para suportar diferentes tipos de motorização, incluindo sistemas de combustão interna, híbridos leves (MHEV), híbridos plug-in (PHEV) e veículos totalmente elétricos (BEV). Essa versatilidade permitirá que modelos da Jeep e da Fiat, por exemplo, compartilhem a mesma tecnologia básica de eletrificação, adaptando apenas o design e a calibração final para cada proposta de mercado e perfil de cliente.

De acordo com a Stellantis, a nova arquitetura foi projetada desde o início para diferentes tipos de propulsão, evitando adaptações entre sistemas mecânicos distintos. A promessa é de ganho de eficiência em custos de até 20%, impulsionado pela modularidade e pela padronização de componentes.

A fabricante também pretende concentrar 50% da produção global em apenas três plataformas até 2030, com reaproveitamento de até 70% das peças entre modelos diferentes. A ideia é reduzir complexidade industrial, encurtar ciclos de desenvolvimento e fortalecer a cadeia de fornecedores.

O que você pensa sobre isso?

Entre os avanços técnicos da STLA One, vale destacar a promessa da adoção do Steer-By-Wire, sistema de direção elétrica que elimina a conexão física do volante com a caixa de direção. Os carros também deverão compartilhar o mesmo computador central e interface gráfica.

A STLA One já nasce como uma plataforma multienergia, podendo abrigar conjuntos motrizes inteiramente a combustão, híbridos leves, híbridos plenos, híbridos plug-in e totalmente elétricos. Nos casos de carros equipados com baterias para alimentar o sistema de propulsão, esses acumuladores de energia deverão usar a química LFP, de menor densidade energética e custo total. A arquitetura dos pacotes de baterias já serão do tipo Cell-To-Body, integradas à estrutura do carro. Além disso, serão compatíveis com carregamento a tensões de até 800 volts, que costumam entregar tempos de recarga mais curtos.

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