Novo VW T-Cross indiano ganha visual de Taos; brasileiro será diferente
Atualização do Taigun traz visual global da Volkswagen, mas sem impacto direto no mercado brasileiro
Depois de vários flagras pelas ruas indianas, a Volkswagen revelou oficialmente o facelift do Taigun. Não reconhece? É a versão local do T-Cross. O modelo sempre teve visual levemente diferente do nosso, apostando no estilo derivado do chinês, e isso não deverá mudar tão cedo, já que a marca tem planos diferentes para o carro vendido aqui.
O facelift, vindo diretamente do Tharu XR, adota somente a frente do carro chinês, já que a traseira do modelo asiático é maior e mais comprida do que os T-Cross vendidos pelo mundo. Ela lembra muito a identidade que está presente no Taos e Tiguan renovados, com ampla entrada de ar inferior.
De olho no Creta
Já na traseira, como dito, as mudanças são bem mais pontuais, apostando apenas em novos elementos internos para a lanterna. Ela segue a ideia do modelo vendido aqui, ou seja, é inteiriça, mas os LEDs são mais pronunciados.
No interior, novamente, pouco muda, mas a divisão local da alemã deu atenção aos acabamentos, com novas cores, além de adicionar novos bancos com ventilação e ajuste elétrico para o motorista.
Como o carro tem um posicionamento levemente mais refinado do que possui aqui, a marca também dotou o Taigun de um teto panorâmico um tanto maior, vindo do Tharu, além de renovar o layout do software presente na multimídia de 10,1'' e no painel de instrumentos, de 8''.
Sete versões
A gama de versões do novo Taigun é extensa e soma 11 configurações diferentes, caso você conte as opções manuais e automáticas. A oferta mecânica traz o conhecido motor 1.0 TSI, aqui em calibração de 115 cv - disponível com câmbio manual de seis marchas ou o inédito automático de oito velocidades - além do motor 1.5 TSI de 150 cv, uma evolução do nosso 1.4, que é acoplado à transmissão DSG de dupla embreagem de sete marchas.
As variantes de entrada e intermediárias, como Comfortline e Highline, já entregam um pacote robusto de segurança com seis airbags e controles de estabilidade. Nas opções Topline e Highline Plus, o SUV foca mais em conforto, como teto solar elétrico, bancos dianteiros ventilados e a VW Play com tela de 10''.
O topo da prateleira é representado pelas versões GT, que se diferenciam pelo apelo levemente mais esportivo. A GT Line mantém o motor 1.0, mas as variantes GT Plus Chrome e GT Plus Sport trazem o motor 1.5 TSI e detalhes exclusivos, como pinças de freio vermelhas e logotipos iluminados. A versão Sport foca em um acabamento escurecido, enquanto a Chrome aposta em detalhes cromados.
T-Cross brasileiro terá nova geração
Ao que tudo indica, a renovação do T-Cross por lá será local. Na Europa, como dissemos, a geração atual permanecerá por mais algum tempo ao lado do ID.Cross. O elétrico tem previsão de chegada para o verão europeu, entre junho e setembro.
A ideia é a mesma da BMW, que terá produtos equivalentes em posicionamento mas diferentes em concepção. Será assim com o iX3, lançado no ano passado, e o próximo X3, bem como o sedã i3 e o próximo Série 3. Essa estratégia, aliás, tem se tornado cada vez mais comum no mercado europeu, o que coloca em xeque a transição total para elétricos na virada da década.
Aqui no Brasil, o T-Cross teve uma atualização relativamente recente - foi lançado em meados de 2024, como linha 2025 - e deve segurar as pontas enquanto uma nova geração de fato, talvez com o mesmo visual do ID.Cross e maior porte, não chega.
Segundo a Auto Esporte, aliás, esse novo T-Cross, fruto do projeto Saga, pode crescer e se refinar tanto que virará um novo carro próprio, com potencial para substituir o Taos no médio prazo. Além do SUV com visual mais tradicional, esse projeto prevê ainda um outro modelo, com visual acupezado, e que pode ser um derivado com derivações especificas para nosso mercado do novo T-Roc europeu.
Como crescerão consideravelmente, é grande a chance de os quatro SUVs conviverem juntos, com os Nivus e T-Cross que conhecemos sendo atualizados para ter ao menos opção de sistema híbrido leve. Já os do tipo pleno, mais sofisticados e com funcionamento parecido com o presente em modelos como o Toyota Corolla, devem ficar para os derivados do projeto Saga.
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