Novo Geely EX5 elétrico 2027 tem cara de Volvo e o dobro de potência; veja o que muda
SUV elétrico agora tem versões de 333 cv, arquitetura de 800 V, recarga 6C e até porta-malas dianteiro de 160 litros
Depois de ter parte de suas novidades vazadas, a Geely apresentou oficialmente na China a linha renovada do EX5 elétrico e confirmou uma reformulação bem mais ampla do que uma mera mudança de ano-modelo. O SUV agora passa a ter cinco versões, com diferenças importantes de arquitetura elétrica, bateria, potência e até de tração.
Das cinco, quatro são as que mudam de verdade. Elas passam a usar arquitetura de 800 V, recarga 6C, tração traseira e motor de 245 kW, equivalente a cerca de 333 cv. Só a configuração de entrada continua mais próxima do modelo atual, com 400 V, tração dianteira e motor de 160 kW, ou aproximadamente 218 cv.
Tudo o que muda no EX5 2027
Na China, onde é vendido como Galaxy E5, o SUV passa a custar entre 97.800 e 137.800 yuans, equivalentes a cerca de R$ 75 mil e R$ 106 mil em conversão direta. A gama começa pela versão 530 km Global Classic, única a continuar com arquitetura de 400 V, tração dianteira e motor dianteiro de 160 kW.
As outras quatro passam para os 800 V e levam o motor para o eixo traseiro, agora com 245 kW, ou aproximadamente 333 cv. São nada menos do que 115 cv a mais do que antes e, junto da mudança de arquitetura, entra também a recarga ultrarrápida do tipo 6C.
Há três tamanhos de bateria disponíveis: 60,22 kWh, 61,52 kWh e 70,01 kWh. Dependendo da configuração, a autonomia fica em 530, 550 ou 635 km pelo ciclo chinês CLTC, números equivalentes a 429, 446 e 514 km no padrão WLTP.
A linha renovada também passa a usar a nova bateria Aegis Golden Brick, de lâmina curta. A Geely não informou a potência máxima de recarga em kW, mas as quatro versões de 800 V conseguem trabalhar em até 6C. Para efeito de comparação, o EX5 vendido hoje aceita no máximo 100 kW em corrente contínua.
Outra novidade aparece onde antes ficava o conjunto mecânico dianteiro. Com o motor transferido para trás nas versões mais potentes, a Geely aproveitou o espaço sob o capô para instalar um porta-malas dianteiro de 160 litros, solução semelhante à usada no EX2.
No visual, SUV está ''mais Volvo''
Por fora, as mudanças são bem mais discretas do que na parte técnica, mas suficientes para deixar o EX5 com aparência mais próxima dos modelos atuais da Volvo, também controlada pelo grupo Geely. Na dianteira, o SUV manteve a carroceria praticamente fechada, mas ganhou faróis mais finos, para-choque redesenhado e um novo aplique inferior que lembra o "bigode" usado em alguns modelos da sueca.
De perfil, aparecem novas rodas de 18" e 19", câmeras instaladas nos para-lamas e as maçanetas convencionais no lugar das retráteis do modelo atual. As versões com tração traseira também cresceram um pouco e agora medem 4,630 m de comprimento, 1,920 m de largura, 1,670 m de altura e 2,745 m de entre-eixos.
Curiosamente, a configuração mais barata tem medidas ligeiramente diferentes. Com tração dianteira, ela mede 4,615 m de comprimento, 1,901 m de largura e os mesmos 1,670 m de altura, enquanto o entre-eixos fica em 2,750 m.
Na traseira, a Geely abandonou a grande peça preta brilhante que envolvia as lanternas no EX5 atual e passou a deixar quase toda a tampa na cor da carroceria. As lanternas seguem interligadas, mas ficaram mais estreitas, enquanto o nome da marca agora aparece por extenso logo abaixo. Dependendo da versão, há ainda vidros traseiros escurecidos e LiDAR instalado sobre o teto.
Interior ficou mais refinado
Por dentro, a Geely manteve praticamente o mesmo layout de painel do EX5 atual, com quadro de instrumentos digital, central multimídia flutuante ao centro e console elevado entre os bancos. As mudanças aparecem mais nos detalhes e no acabamento do que na arquitetura da cabine.
O volante é novo e lembra bastante o usado no Geely Monjaro, conhecido por aqui como Renault Koleos, enquanto algumas versões passam a usar materiais mais nobres, com Alcantara nos bancos e também nos forros de porta, além da opção de tom caramelo com preto, tal como no EX5 EM-i. A alavanca seletora também foi redesenhada e ganhou acabamento que imita cristal.
Nas versões mais equipadas, a central multimídia tem 15,4" com resolução 2.5K, enquanto o painel de instrumentos mede 10,2". Há ainda head-up display, carregador de celular por indução de 50 W e banco dianteiro do passageiro com função de relaxamento.
Por aqui, SUV dará origem a um Renault
Enquanto reformula a base da versão elétrica na China, a versão híbrida brasileira vem ganhando cada vez mais espaço. Foi ela a escolhida para ser nacionalizada em São José dos Pinhais (PR), ao lado dos carros da Renault, e virá dela a base de um novo carro da marca francesa.
Motor1.com Brasil apurou que o modelo terá carroceria cupê e visual inspirado no Filante vendido na Coreia do Sul, funcionando como uma espécie de versão menor do SUV. No nome, fala-se em usar Arkana, mas não há martelo batido sobre o assunto. A tendência é que ele use o mesmo conjunto híbrido plug-in do EX5 EM-i, já adaptado para trabalhar com etanol.
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