VW Tera 1.0 MPI: o consumo real em um teste de 360 km
Versão de entrada do SUV enfrentou nosso teste e não fez feio
Com pouco mais de um ano desde o seu lançamento, mais de 100 mil unidades produzidas e vendas em crescimento, o Volkswagen Tera volta à redação do Motor1 para um novo desafio. No teste de 360 km, avaliaremos o consumo, os custos e a eficiência da versão de entrada equipada com motor 1.0 aspirado e câmbio manual.
O Volkswagen Tera MPI utiliza o motor EA211, 1.0 de 3 cilindros aspirado com 4 válvulas por cilindro, podendo ser abastecido tanto com gasolina quanto com etanol. O conjunto entrega 84 cv com etanol e 77 cv com gasolina. Já o torque máximo é de 10,3 kgfm com etanol e 9,4 kgfm com gasolina. O câmbio manual MQ200 de 5 marchas conta com engates precisos e curtos, trazendo conforto durante as trocas de marcha.
Melhor condição para realizar o teste
O computador de bordo prioriza a economia de combustível, não enxergando uma subida por exemplo, e calcula o consumo instantâneo mas não prevê a necessidade de torque para o que vai acontecer a frente. Para motores pequenos aspirados e com câmbio manual, a condução do motorista se torna importante principalmente com a antecipação da redução de marcha antes da perda de força acontecer.
Quando nos aproximamos de uma subida, o ideal é antecipar a redução de marcha para manter o motor em uma faixa de rotação adequada para vencer a inclinação. Se mantivermos uma marcha alta, o motor perde força e acabamos exigindo mais do acelerador. Com isso, o veículo não desenvolve corretamente, aumentando o consumo de combustível.
Manter o acelerador com a menor carga possível e permitir que o veículo desenvolva de acordo com o relevo, aliado às trocas de marcha corretas, são o segredo para este teste de consumo em 360 km com o VW Tera aspirado.
O teste
Mantivemos a padronização dos testes e antes de iniciá-los, verificamos a pressão dos pneus frios, conforme a recomendação do fabricante. Também realizamos o abastecimento com gasolina comum até o segundo clique do bico automático, sempre no segundo desarme como referência, já que o primeiro pode ocorrer antes do completo enchimento do tanque. Ao final do teste, repetimos o procedimento na mesma bomba e seguindo exatamente os mesmos critérios.
Hodômetro zerado, informações iniciais coletadas e ar-condicionado ligado, começamos o teste. Nos primeiros 100 km, mantivemos velocidade constante de 100 km/h, com o motor girando próximo de 3.100 rpm em quinta marcha. Essa faixa de rotação se mostrou ideal por estar próxima do torque máximo, permitindo uma rodagem sem esforço, favorecendo a economia de combustível e ainda deixando o carro pronto para retomadas e ultrapassagens, se necessário.
Com a velocidade estabilizada, poucas reduções e ultrapassagens, além das paradas obrigatórias nos pedágios, registramos o melhor consumo do teste, algo que já havíamos observado nos testes de 360 km anteriores. Nesse primeiro trecho, o VW Tera aspirado alcançou média de 17,5 km/l e indicava autonomia de 410 km.
Já no trecho urbano, com avenidas e muitas lombadas, a velocidade média caiu e houve diversas trocas de marcha, principalmente nas retomadas após as lombadas, quando era necessário reduzir para a segunda marcha. Ao entrarmos no trecho de serra, com subidas, descidas e curvas, em uma via limitada a 60 km/h, o VW Tera passou a sentir mais o relevo. Para não perder o embalo, antecipávamos as reduções de marcha, mantendo o mínimo de carga possível no acelerador.
Com 180 km percorridos, exatamente metade do trajeto, o painel do VW Tera mostrava autonomia de 380 km e média de consumo de 15,9 km/l. Para o trecho de volta, mantivemos o mesmo estilo de condução, já que a constância faz parte de um bom resultado em consumo de combustível.
Na parte final do teste, o VW Tera manteve médias variando entre 16 e 17 km/l, chamando a atenção pelo marcador de combustível: com mais de 300 km rodados, apenas 1/4 do tanque havia sido consumido. Aos 320 km, a terceira barra do indicador se apagou, deixando o nível entre meio tanque e 3/4.
Ao término do percurso, o painel registrava média de 16,7 km/l e autonomia restante de 290 km, mostrando um resultado excelente para um motor 1.0 aspirado de três cilindros.
| Dados do painel | |
| Início |
Alcance: 390 km Média de consumo: 0 km/L |
| Primeiros 100 km (rodoviário com média de 100 km/h) |
Alcance: 380 km Média de consumo: 17,5 km/L |
| Metade do percurso (180 km) |
Alcance: 380 km Média de consumo: 15,9 km/L |
| Percurso completo (360 km) |
Alcance: 290 km Média de consumo: 16,7 km/L |
Consumo real na bomba
Teste finalizado, chegou a hora de verificarmos o consumo real reabastecendo o VW Tera MPI e comparando os números do painel com o consumo real. Assim como no início do teste, repetimos exatamente os mesmos procedimentos de abastecimento: utilizamos a mesma bomba e adotamos o segundo clique automático do bico como referência. Confira abaixo os dados do nosso teste.
| VW Tera 1.0 MPI | |
| Pneus | Green Max HP300 - 185/65 R15 |
| Hodômetro inicial | 5.170 km |
| Autonomia pelo painel (início) | 390 km |
| Hodômetro final | 5.539 km |
| Autonomia pelo painel (final) | 290 km |
| KM percorrida | 368 km |
| Combustível consumido (gasolina) | 21,7 litros |
| Média pelo painel | 16,7 km/L |
| Média pela bomba | 17 km/L |
| Valor na bomba | R$ 134,32 |
| Despesa com pedágios | R$ 87,50 |
Para o cálculo do valor médio da gasolina comum no Estado de São Paulo e no Brasil, foram utilizados os dados do site da ANP (Agência Nacional do Petróleo), referentes ao período de 10/05/2026 a 16/05/2026. Consideramos para os cálculos finais, o valor médio nacional.
| São Paulo | Brasil | |
| Valor médio gasolina comum | R$ 6,53 | R$ 6,66 |
| Valor por km rodado | R$ 0,38 | R$ 0,39 |
| Despesa real para 360 km | R$ 141,70 | R$ 144,52 |
| Valor para 1.000 km | R$ 384,12 | R$ 391,76 |
| Quanto roda com R$ 100? | 260 km | 255 km |
| Autonomia com tanque | 833 km | |
|
Cotação com preço médio ANP, período de 10/05/2026 a 16/05/2026 |
Conclusão do Teste
Cada vez mais raros os veículos com câmbio manual e quando isso se combina com um motor pequeno de três cilindros aspirado do VW Tera, o desafio se torna maior. Além de enfrentar subidas e retomadas com mais esforço, o motorista também se torna um diferencial, principalmente nas acelerações e trocas de marcha, buscando não perder potência nem velocidade, ou seja, mesclando acelerações suaves com trocas no tempo certo.
Considerando o nosso trajeto, que é um misto de situações de uso comum, o VW Tera MPI surpreendeu no consumo, alcançando 17 km/l, mostrando-se eficiente, mesmo sendo um veículo sem turbo e sem eletrificação. A média de consumo indicada no painel, comparada ao valor real obtido no abastecimento, ficou muito próxima, com uma diferença de apenas 0,3 km/l, o que representa cerca de 2%.
Ranking: teste de 360 km
| Modelo | Sistema | Consumo médio | |
| 1 | BYD King GS | PHEV | 25,7 km/litro |
| 2 | Ford Maverick Hybrid | HEV | 17,9 km/litro |
| 3 | VW Tera MPI 1.0 | ICE | 17 km/litro |
| 4 | GAC GS4 Elite | HEV | 16,7 km/litro |
| 5 | Honda City Hatch EX | ICE | 16 km/litro |
| 6 | Peugeot 2008 GT | MHEV | 14,1 km/litro |
| Modelo | Sistema | Consumo médio | |
| 1 | Porsche Macan 4 EV | BEV | 5,6 km/kWh |
Ranking consumo em MJ/km
| Modelo | Sistema | Consumo médio | |
| 1 | Porsche Macan 4 EV | BEV | 0,64 MJ/km |
| 2 | BYD King GS | PHEV | 1,12 MJ/km |
| 3 | Ford Maverick Hybrid | HEV | 1,60 MJ/km |
| 4 | VW Tera 1.0 MPI | ICE | 1,69 MJ/km |
| 5 | GAC GS4 Elite | HEV | 1,72 MJ/km |
| 6 | Honda City Hatch | ICE | 1,79 MJ/km |
| 7 | Peugeot 2008 GT | MHEV | 2,04 MJ/km |
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