Teste rápido BYD Song Pro GS 2026: aos poucos eles nos entendem
SUV recebeu itens que faziam falta pelo seu preço, mas uma reestilização já apareceu...
Em 2024, a BYD fez uma série de lançamentos, mas pela aparente pressa, deu pequenos tropeços em calibrações e equipamentos. O Song Pro foi um desses casos, que apesar de bastante competitivo, a ausência do pacote de assistentes de condução impactou até mesmo em nosso primeiro teste, ainda mais em um segmento competitivo como o de SUVs médios.
A linha 2026 do BYD Song Pro corrigiu isso. Recebeu o pacote ADAS e, atendendo ao pedido de clientes, a cor preta na carroceria, mantendo o restante do pacote intocado, inclusive o conjunto híbrido plug-in, seu grande diferencial nesta faixa de preço. Por R$ 199.990, a versão GS é uma boa opção diante de Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e, agora, Renault Boreal e GAC GS4?
O que é o Song Pro 2026?
Além da nova opção de cor, o Song Pro 2026 não tem nenhuma mudança estética ou técnica comparado ao carro apresentado em julho de 2024. Para relembrar, está posicionado abaixo do Song Plus em mercado, e chega a ser maior em algumas dimensões, como os 4.738 mm de comprimento, 33 mm maior, mas é menor em entre-eixos (2.712 mm) e largura (1.860 mm).
O SUV médio tem um conjunto híbrido que o mercado brasileiro já se acostumou, apesar de ainda não ser flex: o motor 1.5 aspirado de 98 cv somado a um motor elétrico de 197 cv que, em conjunto, dão 235 cv. A bateria segue também intocada, com 18,3 kWh e recarga de até 6,6 kW em AC - lembrando que alguns PHEV já adotam a carga DC, rápida - ou pelo motor a combustão, e a possibilidade de V2L, quando o carro fornece energia a aparelhos por um acessório colocado na tomada de recarga.
O esperado conjunto de assistentes de condução do Song Pro 2026 é composto por piloto automático adaptativo, alerta de colisão com frenagem automática, alerta de mudança de faixas, assistente de faixa, detector de ponto-cego, alerta de abertura de portas, alerta e tráfego traseiro e reconhecimento de placas.
Como é o Song Pro 2026?
Ainda não foi dessa vez que o Song Pro mudou, como já falamos, apesar de já ter aparecido com novo visual e motor flex. Com isso, o SUV mantém um bom acabamento, apostando em um conjunto de cores cinza, bege e um pouco de laranja nos materiais que, inclusive no volante, exige um cuidado extra com a limpeza. Como todo chinês, tem a tela central (rotativa, como a BYD deixou famosa) de 12,8" que, com o tempo, melhorou seu software para ficar mais intuitivo e, mesmo com o espelhamento ativo, mantém comandos do ar-condicionado (de duas zonas) e outros essenciais na parte inferior.
Isso ajuda no dia a dia e usabilidade. O software evoluiu também em velocidade e ficou mais fácil de conectar o smartphone com o espelhamento sem fios (Apple CarPlay e Android Auto), além de ajustes do carro e do sistema híbrido com diversas opções de configurações. O painel de instrumentos de 8,8" tem boa resolução e várias formas de exibir informações, mas já ficou inferior ao que os mais novos chineses - e alguns tradicionais - estão trazendo.
Como já era, o Song Pro se destaca pelo espaço interno tanto no banco traseiro quanto no porta-malas. O piso plano colabora bastante para o conforto, além de bons bancos, onde o encosto traseiro pode ser regulado em inclinação, e as saídas de ar-condicionado para a segunda fileira se tornam obrigatórias em nosso calor. Vale a boa nota para o mesmo acabamento em todas as portas, não apenas nas dianteiras. No porta-malas, com acionamento elétrico nesta versão, tem 520 litros, mas vale a observação: não há estepe.
Como anda?
Nesta faixa de preço, o Song Pro segue se destacando pelo conjunto híbrido plug-in. Mesmo com a chegada de novos SUVs médios eletrificados, o BYD é o PHEV mais barato, sendo os demais chineses ou acima desta faixa ou híbrido-pleno, como o GAC GS4 ou o Omoda 5 HEV, sem falar nos já conhecidos Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e, mais recente, o Renault Boreal.
A grande vantagem aparece para quem pode recarregar as baterias em casa, por exemplo. No modo EV, o SUV chega a rodar cerca de 100 km sem ligar o motor a combustão com um bom desempenho, sempre pelo torque instantâneo, além do conforto. Em modo Hybrid, prioriza o uso do elétrico e aciona o 1.5 em poucas situações, que pode ser configurado o quanto você quer que ele mantenha de bateria caso, não recomendável, não tenha um carregador a disposição.
Com o tempo, aprendi a me entender com o sistema da BYD. Se tenho um carregador a disposição, ou rodo no EV ou deixo o Hybrid com a bateria setada para o mínimo possível antes de ligar o motor a combustão, economizando combustível ao máximo. Se sei que não vou ter essa facilidade, coloco a bateria para manter em 50% e deixo o sistema trabalhar por mim, mas isso já não entrega nem a mesma eficiência e muito menos uma autonomia de 1.000 km, como as propagandas tanto falam.
Mas sigo com a orientação de não deixar a bateria chegar ao mínimo e depender do 1.5 aspirado. Ele não dá conta de carregar a bateria e levar o SUV, principalmente em estradas, o que prejudica bastante o desempenho, principalmente por ser um motor aspirado de apenas 98 cv e 12,4 kgfm, projetado para ser um gerador eficiente, não propulsor em si.
Em seu lançamento, o Song Pro já se destacava de outros BYD pelo ajuste da suspensão, mais tropicalizado, sem perder a relação com o conforto. Não é o mais dinâmico do segmento, mas não reclama quando passa em buracos e balança menos em altas velocidades que alguns BYD quando chegaram ao nosso mercado. É bom, mas ainda tem um pé na China, se você se preocupa com isso.
Conclusão
O BYD Song Pro GS 2026 segue um bom SUV, com a adição de algo que fazia falta. Pelo preço, pedir o teto-solar panorâmico ou sistema de som assinado já é um pouco de exagero considerando a concorrência, além de já o colocar muito perto do Song Plus (R$ 249.990). Na sua faixa, temos Jeep Compass Longitude T270 (R$ 195.890), Toyota Corolla Cross XRX 2.0 (R$ 207.990), Renault Boreal Techno (R$ 199.990), GAC GS4 Premium (R$ 191.990) e Omoda 5 HEV Prestige (R$ 184.990), por exemplo.
Mas vale ficar de olho: como já disse, a BYD está com a reestilização com motor 1.5 flex pronta, então espere um pouco ou embarque nas promoções que a marca vive fazendo (que é bom pra quem quer o carro zero, mas péssimo para quem vai vender o usado...) para pagar menos. A BYD está entendendo o brasileiro aos poucos, mas já melhorou bastante do que era, ao menos nos produtos.
BYD Song Pro GS
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