Honda confirma nova geração da Ridgeline; picape ficará mais robusta
Picape monobloco ganhará um novo motor V6. Modelo segue sem previsão para o Brasil, mas antecipa os próximos passos da Honda
A Honda finalmente confirmou aquilo que já era esperado pelo mercado norte-americano: a terceira geração da Ridgeline está oficialmente em desenvolvimento. A fabricante divulgou a primeira imagem-teaser da nova picape e confirmou que o modelo chegará ao mercado dentro dos próximos dois anos, encerrando um ciclo iniciado em 2016 com a atual geração.
À primeira vista, a notícia pode parecer distante da realidade brasileira. Afinal, a Ridgeline nunca foi vendida oficialmente por aqui. Mas ela ajuda a entender como a Honda enxerga o futuro de suas picapes e, principalmente, reforça a aposta da marca em um conceito que também conquistou espaço no Brasil: o das picapes construídas sobre plataforma monobloco, privilegiando conforto e dirigibilidade sem abrir mão da versatilidade.
Renderização da Honda Ridgeline 2029 por Motor1
Visual inspirado no novo Passport
A Honda ainda esconde praticamente todos os detalhes da nova Ridgeline. O teaser divulgado mostra apenas a silhueta da carroceria, mas a fabricante já adiantou que o projeto terá um visual "ainda mais robusto" do que o atual.
A expectativa é que a picape siga de perto a identidade visual do novo Passport, SUV apresentado recentemente pela marca nos Estados Unidos. Isso significa uma dianteira mais verticalizada, linhas retas, para-lamas destacados e uma aparência mais voltada ao universo off-road, sem abandonar a construção monobloco que sempre diferenciou a Ridgeline das rivais tradicionais.
A própria Honda afirma que a nova geração também ganhará "mais capacidades", embora ainda não tenha detalhado se isso significa maior capacidade de carga, reboque ou evolução dos sistemas de tração integral.
Novo motor e evolução mecânica
Além do desenho renovado, a Ridgeline deverá receber uma importante atualização mecânica. A atual geração utiliza um conhecido V6 3.5 aspirado de 280 cv, mas a tendência é que o novo modelo passe a utilizar uma evolução dessa família de motores para atender às futuras normas de emissões dos Estados Unidos. A potência não deve mudar significativamente, permanecendo próxima dos 285 cv, mas a expectativa é de ganhos em eficiência, refinamento e dirigibilidade.
Mesmo sem confirmar detalhes técnicos, a Honda também sinaliza que pretende tornar a picape mais competente fora do asfalto, aproximando sua proposta da adotada pelo novo Passport TrailSport.
Por que a Ridgeline é diferente?
Enquanto praticamente todas as picapes médias vendidas no Brasil utilizam chassi sobre longarinas, a Ridgeline segue outro caminho. Ela é construída sobre uma plataforma monobloco compartilhada com os SUVs Pilot e Passport. Na prática, isso faz com que sua condução se aproxime muito mais da de um utilitário esportivo do que da de uma picape tradicional.
É exatamente a mesma lógica que tornou a Fiat Toro um sucesso no Brasil. Em vez de priorizar capacidade máxima de carga ou reboque, a proposta é oferecer maior conforto, estabilidade e comportamento mais refinado no uso diário, características valorizadas por consumidores que utilizam a picape predominantemente como veículo familiar.
Nos Estados Unidos, entretanto, essa filosofia sempre dividiu opiniões. Enquanto muitos elogiam a dirigibilidade superior, parte do público considera que a Ridgeline perde em robustez quando comparada a modelos com chassi, como Toyota Tacoma, Ford Ranger ou Chevrolet Colorado. A nova geração tentará justamente reduzir essa diferença sem abrir mão da arquitetura monobloco.
Ela poderia vir ao Brasil?
Oficialmente, a resposta continua sendo não. A Honda não confirmou qualquer plano de comercialização da Ridgeline no mercado brasileiro e a estratégia local permanece concentrada em SUVs como HR-V, ZR-V e CR-V.
Ainda assim, a nova geração merece atenção porque antecipa a linguagem de design, soluções de engenharia e parte das tecnologias que poderão aparecer em futuros modelos globais da marca. Além disso, o sucesso contínuo de picapes monobloco como Fiat Toro e Ford Maverick mostra que existe espaço para esse tipo de produto também fora dos Estados Unidos.
Por enquanto, a Ridgeline continuará sendo um produto exclusivo para a América do Norte. Mas sua renovação deixa claro que a Honda ainda acredita no conceito de uma picape que entrega comportamento de SUV sem abrir mão da versatilidade de uma caçamba. Em um mercado onde cada vez mais consumidores utilizam picapes como carro de passeio, essa combinação continua fazendo bastante sentido.
Fonte: Honda
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Honda NSX de Ayrton Senna será leiloado e preço estimado é milionário
Os carros que estão ajudando a Fiat a se reerguer na Europa
Parceria sim, fusão não: Honda e Nissan terão colaboração no futuro
Atenção taxista: governo quer mexer no teto de idade do seu carro
Nova Honda XR300L Tornado 2027 fica mais segura e tecnológica; veja o que muda
BMW Motorrad atinge 150 mil motos produzidas no Brasil em 10 anos
Honda Fit: os 25 anos de um carro honesto que fez sucesso mundial