Associação de importadores critica volta da taxação de eletrificados em 2024
Segundo a ABEIFA, valores já subirão consideravelmente em janeiro e prejudicará a todos
Mesmo com diversas discussões e negociações, modelos híbridos e elétricos voltarão a pagar imposto de importação a partir de janeiro de 2024. A ABEIFA, Associação Brasileira de Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, divulgou um comunicado sobre a sua posição e como isso afetará o mercado.
Segundo a associação, diversos importadores já estão com seus planos comerciais, de produção e negociação com concessionários fechados para 2024. A volta do imposto a partir de janeiro de 2024 prejudica todo esse planejamento e "haverá sobretaxação nas primeiras unidades a serem comercializadas em 2024, em prejuízo aos importadores, mas em especial aos consumidores finais". Isso pois há unidades já em produção nas matrizes e outras embarcadas, a caminho do Brasil.
A volta do imposto é gradual, mas a ABEIFA diz que isso já em janeiro afeta os planejamentos e, pelo prazo apertado, torna mais difícil os estudos para resolução. Como as marcas premium e chinesas são as que mais investem em eletrificação, o mercado deste segmento será prejudicado com os aumentos dos preços. Veja a tabela abaixo com a progressão dos impostos:
Tabela progressiva do imposto de importação
| Propulsão: | Híbrido (HEV) | Híbrido Plug-in (PHEV) | Elétrico a bateria (BEV) |
| Janeiro/2024 | 12% | 12% | 10% |
| Julho/2024 | 25% | 20% | 18% |
| Julho/2025 | 30% | 28% | 25% |
| Julho/2026 | 35% | 35% | 35% |
A volta do imposto de importação é uma forma do governo brasileiro acelerar a produção de modelos eletrificados em nosso país - BYD e GWM, que já confirmaram plantas locais, serão também prejudicadas. Por outro lado, atrasa o processo de eletriricação da frota nacional, justo em um momento em que modelos mais acessíveis começaram a chegar. Os efeitos serão sentidos já no começo de 2024.
Veja o comunicado por completo:
Sobre a deliberação anunciada hoje, pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), de que já a partir de janeiro de 2024, carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in contratados fora do país voltarão a ser gradualmente tributados com imposto de importação, a ABEIFA – Associação Brasileira de Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores vem manifestar e pontuar as seguintes considerações:1. A entidade reforça se compromisso de atuar fortemente no processo de descarbonização da frota brasileira e contribuir para o projeto de neoindustrialização do país, bases são a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento do mercado interno, com geração de emprego e renda, propostas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;2. No entanto, a proposição de aplicação imediata (janeiro de 2024) da nova política de alíquota do imposto de importação para veículos elétricos e híbridos, ainda que faseada até julho de 2026, com 35%, é por demais punitiva ao nosso setor, em especial quando as nossas associadas já estruturaram seu planejamento estratégico/comercial para o próximo ano, além de ter produção em andamento em suas matrizes, unidades em trânsito por via marítima e até compromissos já firmados com as redes autorizadas de concessionárias para os primeiros meses do ano vindouro;3. Isso significa que haverá sobretaxação nas primeiras unidades a serem comercializadas em 2024, em prejuízo aos importadores, mas em especial aos consumidores finais;4. Vale ressaltar que os importadores de veículos automotores contribuíram (e contribuem) efetivamente com a modernização da frota brasileira, neste momento com a introdução de novas tecnologias e inovação exatamente nos veículos eletrificados, trazendo perspectivas de colocar o Brasil no cenário internacional da mobilidade descarbonizada;5. E, por final, é preciso registrar: a Abeifa, desde 1991, sempre defendeu a prática do livre comércio com os demais países produtores de veículos automotores, por entender que, só assim, o Brasil pode desfrutar das tecnologias setoriais mais atualizadas. Diante disso, a entidade também se posiciona contrária à implantação do sistema de cotas, ainda que a mecânica de repartição não tenha sido explicitada pelo Gecex-Camex.
RECOMENDADO PARA VOCÊ
É PcD? Carro zero pode ganhar novo teto de preço em breve
Audi esgota lote da nova A5 Avant antes mesmo de chegar às lojas
Projeto de Guilherme Boulos quer expor lucro do posto com gasolina
Novo Chevrolet Camaro pode virar um sedã de quatro portas, chegando em 2028
Licenciamento SP 2026: agosto é o último mês para placas com final 3 e 4
Royal Enfield renova a Meteor 350 para 2027; veja os preços e o que muda
Licenciamento SP 2026: você sabe de quanto é a multa por atraso?