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BYD usará truques do Geely EX2 no Dolphin Mini para reverter vendas em queda

Registros junto ao governo chinês revelam mudanças para além do tamanho maior

BYD Seagull (Dolphin Mini) de segunda geração aparece na China
Foto de: Autohome
Thiago Moreno Thiago Moreno

A segunda geração do BYD Seagull, o nosso Dolphin Mini, já está sendo chamado de "Great Seagull" na imprensa chinesa. Agora, o modelo apareceu na China com uma mudança estrutural bem importante: o motor migrou para o eixo traseiro, convertendo o hatch elétrico da tração dianteira para a tração traseira. A reorganização libera espaço sob o capô, onde nasce um porta-malas dianteiro (frunk), seguindo a mesma receita do Geely EX2.

A revelação foi feita pelo site chinês Autohome e vem após os registros no MIIT (ministério da indústria chinês) e os esboços oficiais de exterior e interior divulgados nos últimos dias. No chassi, as molas helicoidais do primeiro Dolphin Mini deram lugar a uma suspensão traseira independente multilink. O carro também adota pneus mais largos, 205/60 R16 em rodas de 16" de quatro raios duplos, contra os pneus de 165 mm e 175 mm do modelo chinês atual.

Por fora, as maçanetas mecânicas semi-rebatidas substituem as unidades retráteis embutidas, a traseira traz lanternas divididas sob um grande aerofólio e um difusor integrado, e há módulo de LiDAR opcional no teto, vinculado ao pacote de assistência DiPilot 300 (God's Eye B), nível 2.

BYD Seagull (Dolphin Mini) de segunda geração aparece na China
Foto de: Autohome

Mecânica e frunk

A primeira geração usava um motor dianteiro de 55 kW (75 cv. Na nova, os registros do MIIT identificam o motor TZ164XYB, fabricado pela Zhengzhou BYD Auto, de 95 kW (127 cv) — a potência maior eleva a velocidade máxima declarada para 150 km/h. Flagra em sessão de fotos promocionais gerou especulação de que versões topo de linha poderiam suportar a bateria Blade de segunda geração e o Flash Charging da BYD, mas a marca não anunciou taxas ou tempos oficiais de recarga.

BYD Seagull (Dolphin Mini) de segunda geração aparece na China
Foto de: Autohome

A mudança de arquitetura é rara no segmento de elétricos pequenos abaixo de 100 mil yuans (R$ 77 mil) na China. Porta-malas dianteiros dedicados não são comuns nessa faixa, e a BYD ainda não divulgou a capacidade do compartimento. Na cabine, o carro traz volante de dois raios com base achatada, tela central flutuante, botões físicos sob as saídas de ar, carregador de celular sem fio e porta-copos duplos verticais.

BYD Seagull (Dolphin Mini) de segunda geração aparece na China
Foto de: Autohome
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Comparação com o Geely EX2

O redesenho aproxima o Dolphin Mini do Geely EX2 (Xingyuan na China) em pontos-chave: os dois têm tração traseira, suspensão traseira independente, porta-malas dianteiros e o mesmo entre-eixos de 2.650 mm — mas o Dolphin Mini, com 4.205 mm de comprimento, é 70 mm mais longo. A rivalidade se reflete nos números: em agosto, o Seagull chinês registrou 10.103 emplacamentos na China, enquanto o Xingyuan somou 39.651 registros de varejo e 60.955 entregas no atacado.

Preços oficiais e data de lançamento do novo Dolphin Mini ainda não foram anunciados. No Brasil, a nova geração do Dolphin Mini já tem chegada confirmada pelo vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, por volta de 2028, devendo conviver, ao menos inicialmente, com o modelo atual produzido em Camaçari (BA).

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