F1: Bortoleto detalha relação com "amigo e mentor" Verstappen
Jovem piloto brasileiro e tetracampeão holandês nutrem amizade há alguns anos
Único representante do Brasil no grid da Fórmula 1, Gabriel Bortoleto chegou à categoria no ano passado após títulos consecutivos na F3 e na F2, tendo como amigo e "mentor" Max Verstappen, tetracampeão de F1. O jovem piloto da Audi e o holandês nutrem uma relação especial há alguns anos e, mesmo sendo 'rivais' na pista continuam compartilhando experiências e conselhos, algo que Bortoleto considera fundamental em sua carreira.
Em nova entrevista ao portal RacingNews365, o brasileiro começou destacando que, "antes de tudo", Verstappen é "um amigo, alguém com quem fico feliz em passar tempo fora das pistas, jogar videogame e me divertir".
"Ele é um mentor no sentido de que me dá muitos conselhos. Ele me ajudou enormemente com a minha carreira quando eu era mais novo e continua ajudando agora, com todos os meus contratos e muitas das coisas que compartilhei com ele, opiniões e dúvidas sobre o que eu deveria fazer nesta ou naquela situação. Graças a ele, muitas coisas boas aconteceram na minha carreira", continuou.
O brasileiro ainda deu mais detalhes sobre o comportamento do tetracampeão, afirmando que Verstappen "é simplesmente alguém que faz muito por você sem esperar nada em troca, e esse tipo de pessoa é especial. Vou ser extremamente grato a ele, pelo resto da minha vida".
"Espero que um dia eu possa fazer por outro garoto o mesmo que ele fez por mim. Seria incrível ter sucesso na F1 e poder encontrar alguém jovem, com talento, e ajudá-lo a realizar seus sonhos também, sendo para ele o que ele foi — e é — para mim", acrescentou.
Porém, apesar da amizade continuar, ela ganhou novas camadas com a chegada de Bortoleto à F1 pela Sauber, que utilizava motores Ferrari. Por serem de times diferentes, existe certa limitação naquilo que pode ser compartilhado entre eles, no entanto, segundo o brasileiro eles continuam colaborando para o crescimento um do outro.
"Ele é aberto, obviamente dentro de alguns limites. Estamos em equipes diferentes e não podemos falar tudo, mas as coisas que podemos dividir para ajudar, acho que fazemos com frequência", explicou. A dinâmica acaba sendo facilitada pois os dois "não estão disputando o título mundial um conta o outro", o que faz com que Gabriel considere juto que se ajudem.
"Tirei muito proveito dos conselhos que ele me deu e espero que ele também tenha conseguido aproveitar alguns dos que eu dei a ele", completou.
Ainda assim, o paulista garante que, dentro da pista, a disputa entre eles não é influenciada pela amizade: "Quando baixamos a viseira, se eu o vejo na pista, ele corre duro contra mim e eu contra ele, sempre com respeito, mas de forma muito competitiva".
"Até agora não tivemos muitas oportunidades de disputar diretamente porque, no ano passado, ele tinha um carro muito competitivo e eu ainda não estava nesse nível. No começo deste ano tivemos algumas batalhas, mas agora ele voltou ao topo. Vamos ver se consigo chegar lá em breve. Espero que sim", concluiu o piloto da Audi.
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