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Com mais de 20 mil unidades no país, Omoda & Jaecoo terá vendas diretas em breve

Marca prepara modelos mais baratos, híbridos flex e produção nacional para disputar volume com BYD e Geely

Omoda 5 HEV Prestige
Foto de: Motor1 Brasil

Pouco mais de um ano depois de iniciar oficialmente suas operações no Brasil, a Omoda & Jaecoo já ultrapassou a marca de 20 mil carros vendidos somente em 2026 e prepara uma nova frente para ampliar sua participação no mercado. A empresa confirmou que começará a trabalhar com vendas diretas em breve.

O anúncio foi feito na última quarta-feira (5), durante um evento fechado da Chery International Brasil em São Paulo, reservado a concessionários e poucos veículos de imprensa. Foi o mesmo encontro em que o grupo antecipou a chegada da iCAUR ao mercado brasileiro em 2027.

A Omoda & Jaecoo ainda não detalhou quando o novo canal comercial começará a funcionar, quais públicos serão contemplados ou quais modelos participarão inicialmente. O fato é que a modalidade deverá ampliar a atuação da empresa para segmentos atendidos por políticas comerciais específicas, além das vendas convencionais realizadas no varejo. Desde a chegada da marca, no ano passado, já foram 20 mil unidades de Omoda 5 e sua versão elétrica E5, além dos médios Omoda 7 e Jaecoo 7.

A novidade faz parte de um plano mais amplo de expansão no país. Além de ampliar seus canais de venda, a marca prepara modelos mais acessíveis, conjuntos híbridos adaptados ao etanol e, mais adiante, a produção nacional. A ideia é entrar definitivamente na disputa por volume e se aproximar, a médio e longo prazo, de chinesas como BYD e Geely.

Somente em julho, foram 5.757 veículos emplacados, o melhor resultado mensal da empresa desde a estreia no país e o sexto recorde consecutivo. O Omoda 5 respondeu por 2.551 unidades, enquanto o Jaecoo 7 alcançou 3.061 exemplares no período.

Fábrica no RJ e anti-Tera

Para ganhar volume de verdade, a Omoda & Jaecoo precisará chegar a faixas de preço mais baixas. Entre os próximos lançamentos está o Jaecoo 5 Hybrid, que será posicionado abaixo do Omoda 5 e deverá se tornar, ao menos inicialmente, o modelo mais barato da dupla no Brasil.

A expectativa é que o SUV híbrido pleno seja oferecido em duas versões, com preços na faixa dos R$ 150 mil aos R$ 160 mil. Construído sobre a mesma base do Omoda 5, ele tem visual mais tradicional, linhas retas e inspiração em utilitários da Land Rover.

Com 4,38 metros de comprimento e 2,62 m de entre-eixos, o Jaecoo 5 deverá enfrentar modelos como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Jeep Renegade, mas com o diferencial da motorização híbrida plena.

Outro lançamento confirmado é o Omoda 4, previsto para ocupar uma faixa ainda mais acessível. A proposta será encarar principalmente as versões mais caras do Volkswagen Tera e de outros SUVs de entrada.

Mais adiante, em 2028, a fabricante também pretende lançar o Omoda 2. O modelo será a verdadeira porta de entrada da marca e deverá ficar abaixo do Omoda 4 em porte e preço. A expansão dos produtos também está ligada aos planos de produzir carros no Brasil. A Omoda & Jaecoo já confirmou a intenção de nacionalizar parte de sua gama e avalia a aquisição da fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro.

A unidade oferece uma estrutura pronta e permitiria à operação brasileira iniciar a produção local sem construir uma fábrica do zero. De todo modo, a compra ainda não foi oficialmente confirmada, assim como os primeiros modelos que poderiam sair da linha fluminense.

Linha híbrida virará flex 

Outro passo importante acontecerá em 2027, quando os conjuntos híbridos da Omoda & Jaecoo começarão a rodar com gasolina e etanol. O sistema será baseado no motor 1.5 turbo já utilizado pela empresa em seus híbridos plenos e plug-in.

A versão flex utilizará injeção indireta multiponto, em vez de injeção direta, e trabalhará com uma elevada taxa de compressão de 15:1. Segundo os engenheiros do Grupo Chery, essa configuração permitirá aproveitar melhor as características do etanol e da gasolina brasileira, que tem uma concentração cada vez maior do combustível vegetal.

O motor também receberá um sistema de pré-aquecimento do etanol diretamente nos bicos, com duração estimada de aproximadamente cinco segundos. Embora a injeção indireta possa provocar uma pequena redução de potência no propulsor a combustão, a diferença será compensada pela atuação dos motores elétricos.

O conjunto formado pelo motor 1.5 turbo, pelos propulsores elétricos e pela transmissão DHT poderá ser aplicado tanto nos híbridos plenos quanto nos híbridos plug-in. A principal diferença entre eles ficará na capacidade das baterias. Vale lembrar que os híbridos plenos da marca utilizam uma bateria de 1,8 kWh, capacidade superior à encontrada em parte dos concorrentes ocidentais.

Omoda 5e e Jaecoo 7 PHEV
Foto de: Omoda & Jaecoo
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SUV 1.0 turbo de entrada

Para 2028, o Grupo Chery também desenvolve um motor 1.0 turbo de três cilindros especialmente para mercados como o brasileiro. O propulsor já será flex e deverá equipar o futuro Omoda 2, embora a empresa ainda não confirme oficialmente essa associação.

Também permanece em aberto se o 1.0 turbo contará com algum tipo de eletrificação. Caso seja oferecido apenas a combustão, poderá ajudar a reduzir o preço do Omoda 2. Se receber assistência elétrica, manterá a estratégia adotada pela Omoda & Jaecoo desde sua chegada ao país.

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