Oferta: BYD tem King mais barato que City e Virtus; vale a pena?
Versão de entrada do sedã chinês recebe desconto agressivo, mas traz bateria menor e dispensa assistências ADAS
A BYD do Brasil está com condições especiais para os interessados em levar para casa um sedã nos próximos dias. Com foco no King, a chinesa destaca a versão GL, de entrada, que pode ter bônus de até R$ 25.000 em relação ao preço de tabela. A ação ficará em vigor até o fim de maio.
Com isso, o sedã médio híbrido plug-in sai por cerca de R$ 147.990, menos do que alguns três volumes compactos, como o Honda City Touring, hoje com preço tabelado em R$ 153.200, ou o Volkswagen Virtus 1.0 TSI Comfortline, de R$ 152.390.
O que traz o King GL 2027
Por fora, as versões GL e GS do sedã são quase idênticas, com visual um tanto minimalista tanto na dianteira quanto na traseira quando comparado a outros carros da marca. Há faróis e lanternas de LED, rodas de liga leve aro 17'', grade com detalhes cromados e um perfil com teto alongado na parte traseira.
Nas medidas, possui 4,78 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,49 m de altura e 2,71 m de entre-eixos, enquanto o porta-malas tem capacidade para 450 litros. Como comparação, o Toyota Corolla mede 4,63 m de comprimento, 1,78 m de largura, 1,45 m de altura e 2,70 m de entre-eixos; já o seu porta-malas carrega 470 litros.
De série, oferece seis airbags, freios ABS com disco ventilado na frente e sólido atrás, bancos em courvin, chave presencial, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, freio de estacionamento eletrônico, retrovisores elétricos com rebatimento, ar-condicionado digital de uma zona com saída para o banco de trás, assento do motorista com ajustes elétricos, central multimídia de 12,8'' - ainda do tipo flutuante - e cluster de instrumentos de 8,8'' em LCD.
A principal diferença para a versão mais cara está no conjunto de baterias. Ambos são híbridos plug-jn, mas no GL são 8,3 kWh, capazes de rodas cerca de 55 km em modo elétrico. Na GS, sobe para 18,3 kWh e 78 km, respectivamente. A potência combinada também é menor, com o mais barato, sempre aspirado, sendo capaz de render 209 cv, enquanto a topo de linha - já com turbo - vai aos 235 cv.
Vale a pena?
Um híbrido plug-in por preço de compacto 1.0 turbo é interessante, sem dúvidas. Mas há alguns poréns, como o tamanho muito pequeno da bateria, que limita consideravelmente o alcance do carro comparado a versão GS, ele também é consideravelmente mais fraco, já que utiliza o propulsor 1.5 a combustão da marca em sua calibração mais mansa, sem turbo.
São 110 cv e 13,8 kgfm de torque para um modelo que pesa mais do que um Corolla, e nem o motor elétrico de 179 cv e 32,2 kgfm, alocado nas rodas dianteiras, faz milagres quando a bateria fica baixa e o King prioriza seu motor a combustão. Pesa também a falta de assistências ao motorista do tipo ADAS, reclamação antiga e que foi resolvida em partes, já que chegou somente a versão GS.
Vale atenção também para quem for financiar. No plano divulgado pela BYD, a marca propõe R$ 59.196,00 (40%) de entrada mais 36 prestações fixas de R$ 3.311, um valor relativamente alto mensal. E, mesmo que o valor não mude, tem embutido nele uma taxa de juros ao mês de 1,39%, o que geraria um valor final de R$ 178.421.
Outro fator importante é que as promoções frequentes não ajudam o carro na hora da revenda. Você ainda está com um carro com custo de seguro e IPVA de R$ 172.990, mas não conseguirá nem perto disso no mercado de usados. É um tipo de problema que também afeta os produtos do grupo Stellantis, que prefere trabalhar com margens de descontos altos e foco no volume.
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