Jeep prepara renovação total no Brasil; híbridos ganham força
Novas gerações do SUVs foram confirmadas pelos planos estratégicos do grupo, podendo usar eletrificação mais avançada que a atual
Após a Stellantis anunciar seu novo plano estratégico hoje (21/5), está difícil não falar do Grupo. Além de focar a maior parte de seus recursos em marcas que também operam no Brasil (Fiat, Jeep, Ram e Peugeot), a empresa revelou os próximos passos de produtos dessas marcas em nosso mercado. Focando na Jeep, podemos estar olhando para o primeiro híbrido pleno da marca.
Isso porque no trecho em que a Stellantis aborda os seus dois principais mercados da América do Sul, Brasil e Argentina, um dos slides para a marca Jeep mostrou "renovação completa da linha Jeep", exibindo sob panos Renegade, Compass e Commander. O trio usa a mesma plataforma Small Wide desde o lançamento do primeiro modelo, em 2015 e isso pode indicar a chegada de uma nova geração. Sem disfarces, apenas o Jeep Avenger, o único que usa a plataforma Smart Car mais recente e que não será feito em Goiana (PE) como os demais, mas sim em Porto Real (RJ), junto aos produtos Citroën.
Galeria: Jeep Compass 2026
Híbridos à francesa?
Ainda que a Stellantis tenha sugerido novas gerações para Renegade, Compass e Commander, ainda não deve ser dessa vez que receberemos a nova plataforma STLA One anunciada pela Stellantis. Ela já é multienergia, pensada para abrigar propulsores a combustão, híbridos e elétricos. O trio deve começar a fazer a renovação a partir do ano que vem, o que aumenta a probabilidade para o uso de algo já existente.
Nesse caso, vale lembrar que o Jeep Compass já recebeu uma nova geração na Europa, utilizando a plataforma STLA Medium. Não é tão moderna quanto a STLA One, mas será ao menos mais atualizada que a veterana Small Wide. O plano estratégico da Stellantis começará a tomar forma globalmente em 2027, o que deve servir de gatilho para o início das mudanças para a linha Jeep no Brasil.
Esse Jeep Compass europeu tem opções 1.2 turbo híbrida leve, 1.6 turbo híbrida plug-in e 100% elétrica. E aí entra em cena um outro elemento do slide da Stellantis sobre o Brasil: nada de plug-in ou elétrico. As marcas do grupo apostarão em híbridos leves e plenos apenas por aqui.
Usando por base o Avenger, que também usa o 1.2 turbo híbrido leve na Europa, a Jeep deverá adotar o 1.0 T200 flex nacional em seu lugar, aproveitando que o propulsor já equipa os Citroën feitos em Porto Real e é capaz de receber essa eletrificação mais simples de 12V como é visto em Pulse e Fastback Hybrid, além dos Peugeot 208 e 2008 Hybrid. Essa pode ser uma opção para a nova geração do Renegade.
Galeria: Teste Jeep Renegade Sahara MHEV 2027
Já para Compass e Commander de nova geração, o T200 pode ser pouco. Aí ficam duas alternativas: adotar o conhecido 1.3 T270 de hoje e que acaba de receber eletrificação leve no Renegade, ou fazer algo mais ousado. Na Europa, o Compass de nova geração tem uma opção híbrida plug-in (PHEV) que combina uma evolução do conhecido 1.6 turbo THP, usado em produtos de Peugeot e Citroën no passado, com um motor elétrico.
Se a Stellantis realmente focar em híbridos plenos (HEV) no Brasil, essa opção surge como alternativa, uma vez que sistemas HEV e PHEV compartilham arquitetura semelhante, diferenciando-se principalmente pela capacidade das baterias e pela possibilidade de recarga externa.
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