Rival de T-Cross, GAC GS3 tem consumo e versões reveladas pelo Inmetro
SUV será maior que os concorrentes diretos mas terá somente motor 1.5 turbo à gasolina; veja números
Já visto em testes anteriormente por Motor1.com Brasil, o novo GAC GS3, que será o SUV de entrada da marca, teve mais detalhes técnicos revelados. Desta vez, descobrimos qual será o consumo urbano e rodoviário do modelo.
O GS3 chega para disputar espaço em um dos segmentos mais concorridos do mercado nacional, enfrentando rivais como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Chevrolet Tracker. Para isso, aposta em um conjunto mecânico diferente do que a GAC vem apostando até então no mercado brasileiro.
Entre os mais potentes
Ele utilizará um conjunto de motor 1.5 turbo a gasolina em conjunto com um câmbio DCT de sete marchas em oposição ao sistema híbrido pleno do irmão maior GS4 e dos motores elétricos da linha Aion. A ideia é que o novo modelo seja um carro de volume, com capacidade de concorrer também com quem ainda não quer partir para um eletrificado.
| Ficha técnica | |
| Motor | 1.5 T 16v 4A15J2 |
| Potência/Torque | 177 cv e 27,5 kgfm |
| Consumo urbano | 10.2 km/l |
| Consumo rodoviário | 11.6 km/l |
| Transmissão | Automatizado DCT de sete marchas |
Segundo a última tabela do Inmetro, divulgada para janeiro, o SUV será calibrado, ao menos inicialmente, para rodar somente a gasolina, fazendo 10.2 km/l em circuito urbano e 11.6 km/l no rodoviário.
Este propulsor também é capaz de render 177 cv de potência a 5.500 rpm e 27,5 kgfm de torque, números que o deixam no topo entre os SUV compactos, ao lado do Hyundai Creta 1.6 TGDI, que faz 193 cavalos (cv) de potência e 27 kgfm, ambos sempre com gasolina, e do esportivo Fiat Fastback Abarth 1.3 T270, de até 185/180 cv e 27,5 kgfm, neste caso flex.
Duas versões
Além do consumo, o Inmetro também deu mais detalhes das configurações homologadas. Ainda que não queria dizer que o SUV será realmente oferecido em mais de uma versão, a tabela do PBEV indica duas configurações distintas, ambas com a mesma motorização, são elas: Elite e Elite Plus. A grande dúvida fica para quais serão os itens de cada uma.
Embora a lista final de equipamentos para o Brasil ainda não tenha sido detalhada, o GS3 é vendido em outros mercados com um pacote bem completo. Entre os recursos esperados estão faróis full LED, central multimídia integrada, assistências eletrônicas à condução, câmera de visão 360°, controle eletrônico de estabilidade e tração e seis airbags de série, ao menos nas versões mais completas.
No quesito segurança, o GAC GS3 obteve cinco estrelas nos testes do ASEAN NCAP, resultado atribuído ao uso de aços de alta resistência na estrutura e à presença de sistemas avançados de assistência ao motorista, como frenagem autônoma de emergência e auxílio de permanência em faixa.
Tamanho de Compass
Ainda que vá concorrer com modelos compactos, as dimensões do SUV estão bem mais próximas de SUV médios, como o Jeep Compass. São aproximadamente 4,41m de comprimento, 1,85m de largura, 1,60m de altura e entre-eixos de 2,65m, enquanto o modelo da norte-americana, por exemplo, possui 4,40 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,63 m de altura e cerca de 2,64 metros de distância entre-eixos, respectivamente.
| Dimensões | GAC GS3 |
| Comprimento | 4,41m |
| Altura | 1,60m |
| Largura | 1,85m |
| Entre-eixos | 2,65m |
No design, apostará em visual mais próximo de um SUV cupê, além de maçanetas laterais do tipo retráteis, que ficam escondidas na carroceria, com destaque ainda para a ampla grade frontal batizada de Mecha Wing Grille, que se integra aos faróis.
Candidato a virar flex e nacional
Com a homologação já concluída, o lançamento do GS3 no Brasil é só questão de tempo. A GAC ainda não divulgou preços oficiais, mas a expectativa é que o SUV compacto seja posicionado em uma faixa competitiva, com valores iniciais na casa dos R$ 130 mil, podendo chegar perto dos R$ 160 mil nas versões mais equipadas.
Para um segundo momento, já se fala na conversão do propulsor 1.5 turbo em flex, o que o deixaria mais de acordo com seus concorrentes e com as preferências do mercado brasileiro. Ainda no ano passado, executivos citaram que era uma ação necessária para poder vender em volume.
"No momento, com a base do motor que temos agora, nosso motor pode se adaptar ao combustível brasileiro. Esse é o primeiro passo, que são motores a gasolina para se tornarem flex. No futuro, vamos considerar, com o crescimento do nosso negócio, construir e produzir no Brasil" disse Alex Zhou, CEO da GAC Brasil.
Já sobre a projeção de produção, modelos e qual seria localidade ainda não há nada definido. "Estamos em contato com vários parceiros e governos locais. Neste momento, ainda estamos estudando a localização. E sobre como será o layout da fábrica. Estimamos que em abril já poderemos anunciar a instalação da nossa fábrica", concluiu o executivo.
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