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Nova Amarok 2027 deve terá mais de 470 cavalos de potência

Durante conversa no VW Road Show Peru, executvo afirmou que a nova geração da picape manterá a tradição de alta performance da Amarok

Teaser da Volkswagen Amarok 2027
Foto de: Volkswagen

Lima (Peru) - A próxima geração da Volkswagen Amarok deverá manter uma das características que marcaram a trajetória da picape no mercado latino-americano: o desempenho acima da média dentro do segmento. A indicação veio de Alexander Seitz, chairman da Volkswagen para a América Latina, durante conversa com jornalistas no Volkswagen Road Show Peru, evento que reuniu concessionários e executivos da marca para discutir estratégias, investimentos e próximos lançamentos na região.

Questionado pelo Motor1.com Brasil sobre o que esperar do novo projeto, especialmente considerando a tradição da Amarok em oferecer motores mais potentes e dirigibilidade diferenciada entre as picapes médias, o executivo indicou que a futura geração não abrirá mão desse posicionamento. Segundo ele, a meta é que a nova geração da picape mantenha a reputação construída ao longo dos últimos anos e leve o desempenho a um novo patamar dentro da categoria.

“A sucessora da Amarok pode ser qualquer coisa, mas nunca pior em performance que a Amarok atual. O torque e o desempenho serão iguais ou melhores”, afirmou Seitz.

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Em tom descontraído, o executivo chegou a usar uma comparação pouco comum quando o assunto são picapes médias. “Eu estava brincando com um amigo que também gosta da Amarok que esse carro vai competir com um Porsche Panamera na aceleração, sem problema nenhum. Vai ser uma surpresa.”

A referência ao sedã esportivo da Porsche não significa que a nova Amarok utilizará um sistema híbrido semelhante ao do Panamera. O comentário serve apenas como parâmetro de performance. O atual Panamera 4 E-Hybrid, por exemplo, combina potência total de 470 cv e acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 4,1 segundos quando equipado com o pacote Sport Chrono, números que ilustram o nível de desempenho mencionado pelo executivo.

VW Amarok Extreme 2025

VW Amarok V6 segue em linha até chegada da nova geração

Foto de: Motor1.com

A fala de Seitz reforça uma característica que acompanha a Amarok desde o lançamento da primeira geração. Introduzida na América Latina há quase 15 anos e produzida na fábrica de General Pacheco, na Argentina, a picape construiu reputação justamente por oferecer comportamento dinâmico mais próximo de um automóvel de passeio do que de um utilitário tradicional. Esse posicionamento se consolidou especialmente após a introdução do motor V6 turbodiesel, que passou a ser um dos principais diferenciais do modelo.

Atualmente, a Amarok V6 utiliza um motor 3.0 turbodiesel que entrega até 258 cavalos de potência e 59,1 kgfm de torque, podendo chegar a 272 cv em overboost. O conjunto trabalha em conjunto com transmissão automática de oito marchas e sistema de tração integral permanente 4Motion, configuração que ajudou a consolidar a picape como uma das mais rápidas e agradáveis de dirigir entre as médias vendidas na região.

Esse histórico explica por que a Amarok se aproxima agora de um marco importante dentro da operação da Volkswagen na América Latina. O modelo está perto de atingir a marca de 800 mil unidades produzidas desde o início de sua fabricação regional, consolidando-se como um dos produtos mais relevantes da marca no segmento de picapes.

Mesmo com a nova geração em desenvolvimento, a atual Amarok seguirá sendo comercializada normalmente ao longo deste ano. O modelo continua em produção na Argentina enquanto o sucessor avança nas etapas finais de desenvolvimento e industrialização dentro do plano de investimentos anunciado pela Volkswagen para a região.

Alexander Seitz, Christian Vollmer, Thomas Schäfer, Marcellus Puig e José Carlos Pavone

Alexander Seitz, Christian Vollmer, Thomas Schäfer, Marcellus Puig e José Carlos Pavone

Foto de: Volkswagen

Além do foco em desempenho, Seitz indicou que a próxima geração também trará avanços importantes em tecnologia e conectividade. Segundo ele, o novo projeto receberá uma arquitetura eletrônica mais moderna e sistemas atualizados de infotainment e assistência ao motorista, ampliando o nível tecnológico da picape.

“Vocês podem esperar uma performance excepcional. O look and feel será Volkswagen. O comportamento na estrada, nas dunas ou na floresta será Volkswagen”, explicou o executivo. "Teremos também uma versão nova para trabalho, trabalho em minas", citando uma característica de uso no mercado peruano.

Ele acrescenta que o modelo deverá se tornar uma referência dentro do segmento também do ponto de vista tecnológico. “Vamos ter uma nova arquitetura eletrônica, um novo sistema de infotainment, state of the art. Vai ser um benchmark de tecnologia no mercado.”

Salão de Xangai: Maxus Star X, a possível base da nova VW Amarok

Interior da Saic Maxus Star X

Foto de: Rodrigo Perini

Grau de nacionalização será de 50%

Quando perguntado sobre a escolha desta plataforma em conjunto com a SAIC, e não a versão europeia feita em parceria com a Ford, o executivo afirmou que a marca buscou competitividade.

"Nós vamos entregar um conjunto para atingir um nível de custo muito competitivo, com um grau de nacionalização de 50% na América Latina. Nós vamos ajustar a carroceria, o comportamento dinâmico para os terrenos da América Latina. É por isso que precisamos de um nível de nacionalização alto e adaptado para nossa realidade". 

Plataforma compartilhada com picape da SAIC

Parte importante do projeto da próxima Amarok também passa por uma nova plataforma desenvolvida em cooperação com a SAIC, parceira histórica da Volkswagen na China. A nova picape latino-americana utilizará uma plataforma derivada da SAIC Maxus Interstellar X, modelo apresentado recentemente no mercado chinês e que servirá como ponto de partida para o desenvolvimento do utilitário produzido na Argentina.

Salão de Xangai: Maxus Star X, a possível base da nova VW Amarok

Salão de Xangai: Maxus Star X, a base da nova VW Amarok

Foto de: Rodrigo Perini

A estratégia não significa simplesmente uma adaptação direta do modelo asiático. Mesmo com o elevado nível de localização, as dimensões da picape chinesa ajudam a antecipar o porte da nova Amarok. A Interstellar X mede cerca de 5,50 metros de comprimento, 2,00 metros de largura, 1,86 metro de altura e 3,30 metros de entre-eixos, números superiores aos da Amarok atual produzida em General Pacheco.

Esse aumento de porte sugere mais espaço interno, além de uma caçamba potencialmente maior. Quem já viu a novidade ao vivo garante que a "Nova Amarok está muito grande". 

Outro ponto importante é a flexibilidade da arquitetura. A base utilizada pela SAIC foi projetada para suportar diferentes tipos de motorização, incluindo motores a combustão, sistemas híbridos e até versões totalmente elétricas. Essa versatilidade abre espaço para diferentes estratégias de produto ao longo do ciclo de vida da nova geração.

Embora não tenha falado em qual tecnologia utilizará, a nossa apuração aponta que a nova Amarok terá versões as combustão voltadas para o trabalho enquanto a mais potente deverá utilizar um conjunto híbrido plug-in, oferecendo performance e capacidade de rodar somente no modelo elétrico.

Na China, a SAIC ainda não apresentou essa configuração PHEV, mas avisou que em breve lançará em seu modelo Intersllar X, já oferecida por lá com opções diesel e elétrica. Ou seja, é muito provável que a nova Amarok não tenha um motor V6, mas sim uma performance superior apoiada na eletrificação.

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