Sistema utiliza motor 1.6 a combustão para abastecer baterias e motores elétricos para mover o carro

O novo Renault Clio, apresentado no final de janeiro, gerou discussões na Europa por seu design muito próximo do modelo anterior e também muito parecido com o Mégane. O grande destaque do hatch será a sua primeira versão híbrida, prevista para 2020 e que irá mirar diretamente no Toyota Yaris Hybrid e no futuro Honda Fit Hybrid.

Ainda finalizando os últimos detalhes, o Renault Clio híbrido ficará para 2020 pois a prioridade da empresa é lançar o Clio RS, versão esportiva do hatch. As primeiras informações dizem que o compacto híbrido usará um sistema chamado e-Tech, com a mesma solução usada pela Honda e pela Toyota, equipando o carro com um motor a combustão e mais dois elétricos. No caso do Clio, ele deve utilizar um 1.6 derivado da Nissan, aproveitando a aliança das empresas.

Enquanto a Toyota utiliza um câmbio CVT convencional para seus híbridos, a Renault deve seguir para um sistema semelhante ao e-Power da Nissan, gerando energia pelo motor 1.6 para as baterias, que seguem para os motores elétricos, movendo o veículo e dispensando o uso de uma transmissão. A bateria é de capacidade pequena, com apenas 1.2 kWh, o suficiente para que ande por 5 km no modo elétrico.

O e-Power da Nissan é uma tecnologia que tem feito sucesso. O hatchback Note, primeiro a usar esta motorização, pulou para a primeira posição entre os carros mais vendidos no Japão. A minivan Serena teve efeito semelhante ao receber o sistema, vendendo muito mais. Por aqui, a Nissan testa a tecnologia no Kicks, porém diz que ainda não quando irá vendê-lo.