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M1 Numbers: por que a China é o último bastião dos sedãs no mundo?

Com mais da metade das vendas globais, mercado chinês ainda vê os sedãs como símbolo de status e prestígio social

Comparativo: BYD King vs. Honda Civic vs. Nissan Sentra vs. Toyota Corolla
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Já não é de hoje que o mercado chinês desempenha um grande papel no setor automotivo global. Qualquer mudança nesse mercado tem um impacto imediato no resto do mundo automotivo. E muito disso vem pela sua liderança no desenvolvimento de produtos eletrificados, além de avanços em tecnologia como ADAS, IA e direção autônoma.  

Mas mesmo com o mercado avançando tão rápido, também vemos como certos tipos de carroceria estão sobrevivendo de acordo a preferência do consumidor local, que viu sua indústria se desenvolver há pouco mais de 40 anos com modelos como o VW Santana e modelos da Buick. É um tipo de carroceria que foi ofuscado pela ascensão dos SUVs e, sem a China, já teriam desaparecido das ruas.

1984 - Brasileiros, chineses e alemães posam com o primeiro Santana fabricado em Xangai

1984 - Brasileiros, chineses e alemães posam com o primeiro Santana fabricado em Xangai

Metade das vendas globais

Dados de 2024 apontam que a China (incluindo Hong Kong e Taiwan) respondeu por mais da metade das vendas globais de sedãs, com 7,89 milhões de unidades comercializadas – alta de 1% em relação a 2023. Mesmo com crescimento tímido, os três-volumes continuam sendo vistos como símbolo de status no país, o que justifica o empenho das marcas locais em manter uma gama robusta desse tipo de carro.

Enquanto fabricantes europeus e norte-americanos reduzem ou até encerram sua oferta de sedãs, os chineses seguem investindo neles. Em uma sociedade onde a imagem tem enorme peso, os sedãs continuam sendo sinônimo de prestígio.

Comparativo: BYD King vs. Honda Civic vs. Nissan Sentra vs. Toyota Corolla

BYD King

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Na sequência do ranking, aparecem EUA e Canadá com 2,63 milhões de unidades (+1%). Já a Europa ocupa apenas a quinta posição, atrás do Oriente Médio (1,15 milhão) e da América Latina (921 mil), refletindo a preferência dos europeus por hatchbacks, peruas e, claro, SUVs.

Os 10 principais mercados para sedãs em 2024

Países Participação de mercado
Uzbequistão 60%
Argélia 48%
Egito 47%
Arábia Saudita 46%
Irã 46%
Azerbaijão 41%
Malásia 36%
Bahrein 33%
China 33%

Tajiquistão

33%
Comparativo: BYD King vs. Honda Civic vs. Nissan Sentra vs. Toyota Corolla

Toyota Corolla

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

A Toyota continua na liderança

Entre os fabricantes, a Toyota mantém a liderança no segmento com quase 2 milhões de sedãs vendidos em 2024. Os modelos Corolla e Camry continuam muito populares, mas o crescimento dos SUVs da Toyota afetou negativamente as vendas de sedãs, que caíram 7%. O Grupo Volkswagen também registrou uma queda de 4%, parando em 1,82 milhão de unidades.

Toyota Camry 2025

Toyota Camry 

Foto de: Toyota
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Em contrapartida, as marcas chinesas apresentaram sinais muito positivos: A BYD ficou em terceiro lugar com 1,51 milhão de sedãs vendidos (+78%), a Geely ficou em sétimo com 919.000 unidades (+36%), enquanto a Changan e a Chery aumentaram os volumes em 19% (312.000 unidades) e 60% (298.000 unidades), respectivamente.

Marcas de sedãs mais vendidas em 2024

Unidades vendidas em 2024
Toyota 1.75 m
BYD 1.51 m
Volkswagen 1.33 m
Nissan 974.000
Honda 938.000
Hyundai 862.000
Mercedes 691.000
BMW 587.000
Tesla 560.000
Geely 528.000
Chevrolet 514.000
Kia 474.000
Audi 461.000
IKCO 295.000
Hongqi 251.000
Lexus 247.000
Changan 236.000
Suzuki 223.000
Chery 213.000
Saipa 174.000

O autor do artigo, Felipe Munoz, é Especialista no setor automotivo da  JATO Dynamics.

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