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Sem seguro, 7 em cada 10 carros brasileiros rodam no risco

Aumento dos custos de reparo e maior oferta de tecnologias pressionam motoristas até em pequenas colisões

Trânsito avenida

Cerca de 70% da frota brasileira circula sem cobertura de seguro. Os dados são de um levantamento da Saga Seguros. A pesquisa alerta para a baixa adesão da frota no País mesmo diante do aumento nos custos de reparo impulsionados pela escalada de preço dos veículos novos e autopeças, e na maior presença de tecnologias embarcadas nos carros.

Segundo especialistas do setor, a combinação entre veículos mais caros e reparos mais complexos reforça o papel do seguro como ferramenta de proteção financeira. Isso explica porque, apesar da baixa contratação em relação à frota circulante no Brasil, o setor vai crescer. Conforme a Saga, as seguradoras movimentam aproximadamente R$ 61,6 bilhões em prêmios em 2025, e a expectativa para 2026 é de um crescimento de cerca de 7,7%.

Reparos estão mais caros

A evolução tecnológica dos automóveis alterou o perfil dos custos de manutenção após um acidente. Equipamentos como faróis full LEDs, sensores de estacionamento, câmeras, retrovisores elétricos e sistemas eletrônicos tornaram os reparos significativamente mais caros do que há alguns anos.

Segundo Mayara Xavier, gerente da Saga Seguros, um farol full LED pode custar entre R$ 3 mil e R$ 7 mil, enquanto um para-choque equipado com sensores ultrapassa R$ 5 mil. Na avaliação da executiva, uma colisão de baixa velocidade pode gerar um prejuízo superior ao valor pago em um ano de seguro.

Os acidentes continuam frequentes no trânsito e nas rodovias brasileiras. De acordo com o boletim anual de sinistros citado pela empresa, foram registrados 84.154 acidentes de trânsito nas estradas brasileiras em 2025.

Seguro

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Cobertura para terceiros pesa na decisão

Além dos danos ao próprio veículo, especialistas destacam que a cobertura para terceiros ganhou importância nos últimos anos. Em acidentes envolvendo outros veículos, o motorista pode responder pelo conserto do automóvel atingido, despesas médicas, indenizações e eventuais processos judiciais caso não tenha seguro.

Segundo o levantamento da Saga Seguros, esse fator tem levado parte dos consumidores a manter pelo menos as coberturas consideradas essenciais, mesmo em um cenário de orçamento mais apertado.

Consumidor adapta a apólice

Em vez de cancelar completamente o seguro, muitos proprietários passaram a contratar planos mais básicos. A estratégia consiste em ampliar o valor da franquia e retirar coberturas adicionais, como carro reserva e proteção para vidros, preservando garantias para roubo, furto, perda total, danos a terceiros e assistência 24 horas. De acordo com a Saga, a depender do perfil do cliente, esse tipo de apólice pode custar até 40% menos do que uma cobertura completa.

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Mercado aposta em seguros personalizados

A expectativa da Saga Seguros é que o setor continue crescendo com produtos mais flexíveis e personalizados. A tendência é de expansão da contratação digital e de planos adaptados ao perfil de uso de cada motorista, permitindo que o consumidor escolha somente as coberturas que considera essenciais.

Na hora de contratar, especialistas recomendam que o proprietário avalie não apenas o preço da apólice, mas também itens como cobertura para terceiros, valor da franquia, assistência 24 horas e as exclusões previstas no contrato.

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