Teste rápido: Novo Audi Q7 2021 vai além da plástica no nariz
SUV troca de motor e recebe sistema híbrido-leve e tecnologias do Q8
Antes da chegada do Q8, o Q7 era o topo de linha entre os SUVs da Audi. Em 2016, a nova geração desembargou no Brasil e já trazia equipamentos que até então eram novidade, como o painel de instrumentos com tela TFT e o eixo traseiro direcional. Mas o modelo foi ficando desatualizado em relação ao restante da família, o que se resolve nesta reestilização que, apesar de ser leve no visual, muda bastante tecnicamente.
Aproveitamos um rápido contato com o novo Audi Q7 2021 para fazer nossas medições de desempenho e mostrar os principais aspectos do SUV renovado: ele trocou de motor, ganhou sistema híbrido-leve de 48 volts e também tecnologias vindas do Q8 - e de outros modelos da marca alemã, como os novos A6 e A7 (que você pode ver um teste completo clicando aqui!).
O que é?
O Audi Q7 foi um dos primeiros a usar a plataforma MLB Evo no Grupo Volkswagen. Utilizada até mesmo no elétrico e-tron, a base se mantém atual o suficiente para não precisar ser trocada no Q7 2021. Tecnicamente, a maior diferença aparece na troca do motor. No lugar do 3.0 V6 Supercharger, chega o 3.0 V6 Turbo - que pode não parecer, mas muda mais do que simplesmente a forma de sobrealimentação.
Sai o motor da família EA837, entra o evoluído EA839, com diversas atualizações como a possibilidade de rodar no ciclo Miller, coletor de escape integrado e turbo de duplo fluxo entre as bancadas de cilindros. Rende 340 cv (7 cv a mais) e 51 kgfm de torque (6,1 kgfm extras), além de contar com um sistema híbrido-leve de 48 volts que auxilia em diversas situações para reduzir emissões e consumo de combustível.
Ao mesmo tempo, o Q7 atualiza o interior. Se antes o painel de instrumentos digital era o destaque, agora temos três telas de alta definição, incluindo a do sistema multimídia e uma logo abaixo para diversos recursos do SUV, como ar-condicionado e controle de descida. O Q7 se assemelha ao Q8 inclusive nos novos assistentes de condução, como piloto automático adaptativo, assistente de manutenção em faixa e uma série de itens de segurança ativa - mesmo que alguns ainda sejam opcionais.
Como anda?
Pelas fotos dá pra perceber que o Q7 trouxe um novo visual para a dianteira e traseira, além das novas rodas. Há tempos que o maior SUV da Audi precisava de uma atualização, principalmente depois do nascimento do Q8. O modelo de sete lugares da Audi ficou mais imponente, mas o grande trunfo aparece quando se está ao volante.
Se em 2016 o Q7 deu as caras como um bela evolução, hoje ele surpreende ainda mais. Ao trazer tecnologias de modelos mais novos, quase esquecemos que se trata "apenas" de uma reestilização. Até mesmo a terceira fileira recebeu melhorias, como a operação elétrica e um surpreendente conforto para os dois ocupantes dali - não é a mesma coisa que encontramos na segunda fileira, com sistema de ar-condicionado de quatro zonas e um pacote opcional de telas de entretenimento, mas é aceitável.
A melhor parte vem quando ligamos o Q7. O V6 3.0 já tinha mostrado seu potencial no A7 em nossos testes, mas o Q7 é um carro bem mais pesado e com uma aerodinâmica menos eficiente. Mesmo assim, com o auxilio do sistema elétrico de 48 volts, não se sente esse peso extra no dia a dia. Com o opcional de suspensão pneumática adaptativa e o eixo traseiro dinâmico (que pode ajudar em curvas mais rápidas ou manobras), o SUV parece até menor que seus mais de cinco metros de comprimento.
Quando o levamos para a pista de testes, o Q7 surpreendeu. A aceleração 0 a 100 km/h ficou em 6,4 segundos, apenas 1,3 segundo a mais que o A7 Sportback - bom número para um SUV de 2.275 kg sem pretensões esportivas. A retomada de 80 a 120 km/h em 4,4 segundos foi 1,2 segundo mais lenta que no cupê de quatro portas. Faremos as medições de consumo num teste completo em breve, mas, como referência, o A7 registrou 7,5 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada.
Quanto custa?
O novo Audi Q7 chega em duas versões. Ele perde a opção com motor turbodiesel e adota apenas o 3.0 TFSI nas opções de entrada (sem um nome específico), por R$ 414.990, e S-Line com valor inicial de R$ 459.990. Não esqueça, porém, do pacotes opcionais da Audi - o carro testado, por exemplo, era tabelado em R$ 529.990.
O Q7 3.0 TFSI traz ar-condicionado de duas zonas, bancos dianteiros elétricos, porta-malas com abertura e fechamento elétrico, sete airbags, faróis em LEDs, câmera de ré, sistema multimídia com espelhamento de smartphones sem fio e carregador por indução, e rodas de 20", entre outros. Pode receber ainda itens como ar-condicionado de 4 zonas, teto-solar panorâmico, suspensão a ar adaptativa, faróis Matrix, eixo traseiro dinâmico, sistema de som Bose, rodas de 21", piloto automático e o pacote visual esportivo S-Line.
O Q7 S-Line, como testado aqui, adiciona o ar-condicionado de quatro zonas, teto-solar panorâmico, piloto automático adaptativo com assistente de faixa e de tráfego, câmera 360º com sistema de estacionamento automático, assistente de farol alto, kit visual S-Line com rodas de 21", e preparação para o sistema de entretenimento traseiro. Completo, adiciona head-up display, suspensão a ar adaptativa, faróis fullLED Matrix, eixo traseiro dinâmico, sistema de som Bang & Olufsen, pacote S-Line com bancos superesportivos, pacote Black e outros itens. Com tudo que tem direito, a conta ultrapassa os R$ 600 mil...
O Audi Q7 2021 é mais do que uma simples plástica. Agora alinhado em tecnologias com os demais modelos da marca, mostra que o maior SUV da empresa está de volta ao jogo.
Fotos: divulgação
Ficha Técnica - Audi Q7 S-Line
| MOTOR | dianteiro, longitudinal, 6 cilindros em V, 24 válvulas, 2.995 cm3, duas bancadas de comandos de válvulas com variador de fase, injeção direta, turbo, gasolina |
| POTÊNCIA/TORQUE |
340 cv de 5.000 a 6.400 rpm; 51 kgfm de 1.370 a 4.500 rpm |
| TRANSMISSÃO | câmbio automático de 8 marchas; tração integral |
| SUSPENSÃO | independente duplo A na dianteira e independente duplo A na traseira com bolsas pneumáticas |
| RODAS E PNEUS | liga-leve aro 21" com pneus 285/40 R21 |
| FREIOS | discos ventilados na dianteira e na traseira, com ABS e ESP |
| PESO | 2.275 kg em ordem de marcha |
| DIMENSÕES | comprimento 5.063 mm; largura 2.212 mm; altura 1.741 mm; entre-eixos 2.994 mm |
| CAPACIDADES | porta-malas de 740 a 259 litros; tanque 85 litros |
| PREÇO | R$ 459.990 (R$ 529.990 como testado) |
| MEDIÇÕES MOTOR1 BR (gasolina) | ||
|---|---|---|
| Audi Q7 3.0T | ||
| Aceleração | ||
| 0 a 60 km/h | 3,1 s | |
| 0 a 80 km/h | 4,5 s | |
| 0 a 100 km/h | 6,4 s | |
| Retomada | ||
| 40 a 100 km/h em S | 5,0 s | |
| 80 a 120 km/h em S | 4,4 s | |
| Frenagem | ||
| 100 km/h a 0 | 38,0 m | |
| 80 km/h a 0 | 24,4 m | |
| 60 km/h a 0 | 13,8 m | |
Galeria: Audi Q7 S-Line 2021
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