BYD Dolphin Mini 2027 já está nas lojas, mas guarda novidades para quem paga mais
Pneus Pirelli, aerofólio e interior cinza ficam na versão GS de R$ 119 mil; mais barato recebe apenas nova pintura
Sem alarde, a BYD do Brasil começou a distribuir para sua rede de concessionários uma linha renovada do Dolphin Mini. Dentre as novidades, há a introdução de uma cor mais próxima do gosto brasileiro, o cinza metálico já presente no King e na linha Song feita em Camaçari (BA), além de novos pneus Pirelli.
Até aí, essa informação já vinha rolando na internet. O que faltava confirmar, entretanto, era como as mudanças seriam distribuídas entre as versões, já que os novos pneus e o aerofólio ficam exclusivos da GS, a mais cara, que também ganha a opção de interior cinza. Segundo concessionários consultados pelo Motor1.com Brasil, na região de São Paulo, o GS 2027 já está disponível para encomenda por R$ 119 mil, com prazo informado de 15 a 19 dias úteis para entrega.
O que muda no Dolphin Mini 2027
A BYD já havia promovido algumas modificações no seu modelo mais barato quando ele virou nacional, na linha 2026. Na época, a engenharia brasileira trabalhou para solucionar o comportamento "pula-pula" da suspensão traseira, uma das críticas ao subcompacto desde seu lançamento.
Agora, a marca trabalhou também na parte dos pneus, substituindo os Hankook 175/55 R16 utilizados até então pelos Pirelli Cinturato P6 185/55 R16, uma medida mais comum entre os carros vendidos por aqui. São 10 mm, ou 1 centímetro, adicionais de largura e uma lateral ligeiramente mais alta, mantendo as rodas de aro 16.
A BYD já havia promovido algumas modificações no seu modelo mais barato quando ele virou nacional, na linha 2026. Na época, a engenharia brasileira trabalhou para solucionar o comportamento "pula-pula" da suspensão traseira, uma das críticas ao subcompacto desde seu lançamento.
Agora, a marca trabalhou também na parte dos pneus, substituindo os Hankook 175/55 R16 utilizados até então pelos Pirelli Cinturato P6 185/55 R16, uma medida mais comum entre os carros vendidos por aqui. São 10 mm, ou 1 centímetro, adicionais de largura e uma lateral ligeiramente mais alta, mantendo as rodas de aro 16.
Outra mudança, também funcional, é o novo aerofólio traseiro vindo do Dolphin Surf, nome utilizado pelo modelo no mercado europeu. A peça prolonga a linha do teto e, segundo a BYD, ajuda a organizar o fluxo de ar na traseira do carro europeu, melhorando sua eficiência aerodinâmica.
Nas lojas que consultamos em São Paulo, o hatch ainda não estava disponível em estoque, mas perfis nas redes sociais já mostram o hatch chegando em algumas concessionárias pelo país, caso da concessionária Terra Santa, de Aracaju (SE), como mostra o Reels do consultor Iago Bandeira, do perfil @iago.bydaracaju.
Cinza com cinza
Já no interior, a maior novidade do carro é a introdução de uma cor mais clara para a parte central do painel e a forração dos bancos, exclusiva das unidades com a nova pintura cinza. Chamada de Light Grey, a tonalidade é mais discreta do que os acabamentos Dark Blue (azul escuro) e Light Blue (azul claro), mas só pode ser combinada à cor cinza na versão de topo.
Segundo as concessionárias consultadas pelo Motor1.com Brasil, a configuração de entrada só ganhará a nova cor externa como novidade, mantendo o padrão atual desde que chegou ao mercado, em meados de outubro de 2025.
Na parte mecânica, nada muda, com as duas versões diferindo principalmente na bateria e no alcance. A GL usa um conjunto Blade de 30,08 kWh, contra 38,88 kWh da GS, o que reduz a autonomia homologada pelo Inmetro de 280 para 224 km. A recarga rápida também cai de 40 para 30 kW, embora o carregamento AC continue limitado a 6,6 kW.
Em equipamentos, continua com quase a mesma lista da linha 2026 vendida até aqui. Na GL, o hatch perde o banco do motorista com ajustes elétricos, a regulagem de profundidade do volante, o carregador por indução e dois airbags laterais dianteiros, enquanto a câmera 360° dá lugar a uma de ré comum. O GS acrescenta tudo isso mais as novidades do 2027.
Hatch já disputa TOP 3 em vendas
As atualizações chegam quando o Dolphin Mini atravessa seu melhor momento no Brasil. Em setembro, o hatch registrou 9.385 emplacamentos, novo recorde mensal, e terminou como o terceiro veículo mais vendido do país, atrás apenas da Fiat Strada e do Volkswagen Polo. Foi a primeira vez que o elétrico entrou no pódio geral de vendas do mercado brasileiro.
No acumulado de janeiro a setembro, o Dolphin Mini já soma mais de 60 mil unidades, superando com folga os rivais Fiat Mobi e Renault Kwid entre os modelos de entrada. O sucesso também aparece nas vendas ao consumidor final. Em setembro, o Dolphin Mini liderou o varejo brasileiro com 5.886 unidades, à frente até mesmo de SUVs como o GWM Haval H6 e o Volkswagen Tera.
O que diz a BYD
Procuramos a assessoria de comunicação da BYD a respeito das mudanças informadas pela rede de concessionários e também exibidas nas redes sociais por consultores da marca. Até o fechamento desta nota, a montadora não havia respondido. O texto será atualizado caso haja retorno.
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