F1: Alonso compara situação da Aston Martin-Honda com McLaren
Bicampeão da F1 teve uma difícil passagem pela McLaren entre 2015 e 2018, quando o carro da equipe de Woking era equipado com motor Honda
Fernando Alonso está com dificuldades, mais uma vez, com um carro equipado com motor da Honda: enquanto, entre 2015 e 2017, o espanhol teve problemas com os monopostos da McLaren, agora o bicampeão da Fórmula 1 está sofrendo com o AMR26 da Aston Martin.
A Aston Martin teve uma série de problemas na pré-temporada da F1, envolvendo vibrações que danificavam excessivamente o carro e podiam prejudicar até a integridade física dos pilotos. Na corrida em Melbourne, Lance Stroll e Alonso ficaram indo e voltando dos boxes para testarem os monopostos.
Antes do GP da China, Alonso comparou as situações entre as passagens nas escuderias e destacando ainda mais a situação que passou com a McLaren na década passada.
“Acho que agora consigo ver as coisas de uma perspectiva diferente e com uma maturidade diferente, mas não acho que há dez anos as coisas fossem, novamente, tão dramáticas,” disse Alonso. “Esta é a F1, um esporte muito midiático. Quando você ganha alguns campeonatos apenas competindo contra seu companheiro de equipe, você é um deus, e então, quando está lutando e passando por um período difícil, tudo também é amplificado", acrescentou.
“De certa forma, dez anos depois, algumas das coisas que as pessoas pensavam sobre mim naquela época... talvez tenham mudado de opinião e talvez agora achem que eu estava certo há dez anos".
O bicampeão da F1 reforça que as constantes reclamações sobre a unidade de potência japonesa com a escuderia britânica há dez anos não vinham somente dele, que era mais vocal, mas também dos companheiros de equipe.
"Para mim, a maior surpresa nos últimos anos foi pensar que há dez anos na McLaren, Stoffel [Vandoorne], Jenson [Button] e eu — porque as pessoas sempre parecem lembrar apenas do Fernando, mas acho que Jenson, Stoffel e a McLaren diziam a mesma coisa — aquele projeto, a unidade de potência, não estava madura o suficiente quando começamos, o que agora todo mundo parece entender".
“Mas há dois ou três anos, parecia que eu estava louco. 10anos atrás, criticar ou reclamar era a mesma coisa. Acho que eram apenas algumas frustrações no rádio. Como bicampeão mundial e piloto competitivo, eu não estava feliz com a situação — uau, eu deveria estar feliz e aplaudindo dentro do carro pelo trabalho?”
Mais velho e amadurecido, o piloto espanhol destacou que hoje tem uma visão diferente de como pode ajudar no desenvolvimento do carro e da unidade de potência.
“Agora, acho que quando todos veem a situação de fora, e veem a situação atual, são um pouco mais compreensivos e simpáticos. O que posso fazer na equipe agora é apenas trabalhar mais duro, tentar ajudar a Honda o máximo que pudermos, alocando alguns dos recursos que a Aston Martin tem para o motor, para a unidade de potência, para os problemas de vibração, para as questões de implantação".
“Obviamente, agora estamos em um mundo diferente na F1 com todos os dados disponíveis, todo o GPS, as análises que podemos obter de outras equipes, e podemos alocar alguns desses recursos para ajudar a Honda... ou eles podem focar em uma coisa, e nós podemos ajudar em outras áreas da unidade de potência. Então, somos uma equipe. Como eu disse, é um começo turbulento, mas espero que não dure muito. As soluções também não serão imediatas, então vamos ver,” concluiu.
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