Segredo: Audi vai ter seu próprio Defender com ajuda da Scout
SUV elétrico de grande porte será produzido nos EUA e promete desafiar ícones como Mercedes-Benz Classe G e Land Rover icônico
A alemã Audi prepara um SUV elétrico parrudo e de grande porte para enfrentar o Mercedes-Benz Classe G e o Land Rover Defender em breve. Voltado especialmente ao mercado norte-americano, o novo utilitário será produzido nos Estados Unidos e marcará a estreia da marca das quatro argolas em um novo território off-road dentro do Grupo Volkswagen.
Segundo informações obtidas pelo Motor1.com Itália, o modelo ficará posicionado acima do Q7 e do futuro Q9, apostando em uma estrutura de carroceria sobre chassi — solução inédita entre os carros da marca. Com dimensões generosas e foco em resistência, o SUV usará rodas com pneus de até 35 polegadas, suspensão de curso longo e mais de um metro de vão livre, características que o colocam em pé de igualdade com os rivais mais extremos do segmento.
Além da robustez, o modelo trará propulsão eletrificada. A base permitirá duas variações: uma 100% elétrica e outra EREV (Extended Range Electric Vehicle), que combina motores elétricos com um pequeno propulsor a combustão usado apenas como gerador. A proposta é oferecer desempenho off-road sem comprometer a autonomia.
Ajudinha da Scout
Apesar dos planos de fabricá-lo nos EUA, a Audi não construirá uma planta própria no país. O pulo do gato será a produção em parceria com a recém-ressuscitada Scout Motors, subsidiária do Grupo Volkswagen especializada em utilitários e picapes elétricas, que vem sendo revitalizada após décadas de inatividade.
O SUV da Audi será montado na nova planta da Scout em Blythewood (Carolina do Sul), cuja inauguração está prevista para o final de 2027. O complexo, com capacidade inicial para 200 mil veículos por ano, também abrigará a produção dos modelos Scout Traveler e Scout Terra, que compartilham a mesma arquitetura.
Essa plataforma de carroceria sobre chassi foi projetada para suportar uso severo em trilhas e terrenos acidentados. A suspensão conta com barra estabilizadora dianteira desacoplável e bloqueios mecânicos de diferencial, garantindo tração máxima em situações extremas. O visual, entretanto, deverá seguir a nova linguagem da Audi, unindo linhas elegantes e refinamento interno ao espírito aventureiro herdado da Scout.
Com produção local, a marca evita tarifas de importação e reduz custos logísticos — fator decisivo após uma queda de 8% nas vendas nos EUA nos primeiros nove meses de 2025. O movimento também reforça o posicionamento global da Audi dentro da Volkswagen, ampliando sua presença no mercado norte-americano.
Dobrar a meta
O novo SUV fará parte de uma ofensiva maior da Audi para elevar as vendas globais a 2 milhões de unidades por ano, dobrando o volume histórico alcançado em 2008. Segundo a Reuters, o plano estratégico será apresentado até o fim de 2025 e faz parte de uma reestruturação ampla iniciada em Ingolstadt.
A marca chegou perto do objetivo em 2023, com 1,89 milhão de veículos vendidos, mas recuou 11,8% em 2024, totalizando 1,67 milhão de unidades. A combinação entre novos produtos eletrificados e a expansão nos Estados Unidos é vista como essencial para reverter a tendência e recolocar a Audi em rota de crescimento.
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