Marca quer atrair os dois públicos, mas diz que isso dependerá da demanda pela versão anterior

A Fiat seguirá um outro caminho com a nova geração do 500, transformando o subcompacto em um modelo totalmente elétrico - e que chegará ao Brasil ainda em 2020. Isso quer dizer que não haverá mais nenhuma variante a combustão? Mais ou menos. A fabricante irá manter o modelo antigo em linha na Europa, tanto na versão normal quanto com motorização híbrida-leve.  

Galeria: Fiat 500 2021

Em entrevista ao site Autocar, Olivier François, chefe da marca Fiat, disse que o 500 a combustão irá sobreviver, porém o mercado que irá ditar por quanto tmepo. “Nós continuaremos a oferecer o 500 com motor a gasolina enquanto houver uma demanda real [dos clientes]”, disse o executivo. Atualmente, o subcompacto é vendido com o 1.2 8V aspirado de 69 cv, oferecido também preparado para ser abastecido com GLP. Recebeu atualmente uma opção com o 1.0 Firefly de três cilindros combinado a um sistema híbrido leve de 48V.

A baixa demanda pelo Fiat 500 acompanha a queda de todo o segmento dos subcompactos na Europa, com muitos modelos perdendo versões e motorização. Há carros que não terão uma nova geração, como o Peugeot 108 e Citroën C1, ou somente como elétrico. O próprio 500 perdeu muito desde o lançamento da geração atual, considerando que já teve os motores 0.9, 1.4 Fire, 1.4 Fire TurboJet (na versão Abarth) e 1.4 Multiair, além do diesel 1.3 Multijet.

O motivo da Fiat manter o 500 antigo em linha é explicado pelas vendas do carro na Europa. Segundo François, as versões mais vendidas do subcompacto são a de entrada e a mais cara, chamando a natureza das vendas do carro como “bipolar”. Por isso, o plano é que o novo 500 elétrico faça o papel de variante topo de linha, e o antigo seja a opção mais em conta.

“Precisamos estar prontos [para os elétricos]. Hoje já existe uma demanda e nós sabemos que ela irá explodir por conta das regulamentações. Mas não sabemos até que nível isso irá acontecer”, explica François. “Nós agora temos um grande nome com duas abordagens, e iremos continuar oferecendo o 500 clássico. O 500 elétrico é mais uma revolução do que evolução, então iremos oferecer uma revolução e evolução. Enquanto houve demanda pelo primeiro, continuaremos a atendê-la.”