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Rolls-Royce faz carro de US$ 1 milhão em homenagem a cachorro

Fabricante aceita encomenda de pais de pet e personaliza Spectre em homenagem ao totó

Bom pra cachorro: Rolls-Royce Spectre Bailey
Foto de: Jason Vogel

Há gente que não poupa despesas para demonstrar seu amor aos pets. O presidente da Argentina, Javier Milei, não apenas clonou seu finado mastim Conan, como diz que ainda se comunica com ele mediunicamente. A dondoca Paris Hilton já gastou milhares de dólares em roupas de grife, spas e viagens em jatinho para seus chihuahuas. A rainha Elizabeth II tinha um chef para seus corgis. Já a cadela Floki, de Elon Musk, batizou uma criptomoeda.

Agora, a Rolls-Royce apresenta, na sua sede em Goodwood, Inglaterra, um Spectre muito especial. Trata-se do Spectre Bailey, exemplar único feito sob medida para um casal de clientes em Nova York. A inspiração veio de um membro importante da família — o cachorro Bailey, homenageado em diferentes detalhes do carro.

Bom pra cachorro: Rolls-Royce Spectre Bailey

Estima-se que esse cupê elétrico personalizado tenha custado em torno de US$ 1 milhão (o dobro do preço de um Spectre “comum” nos EUA). O projeto foi conduzido a partir do Rolls-Royce Private Office New York, um estúdio de design acessível a alguns poucos clientes da marca, que podem dar “pitacos” na construção de seus carros. Há apenas mais três escritórios desses no mundo: em Xangai (China), Dubai (Emirados Árabes) e Goodwood.

Segundo os proprietários do Spectre Bailey, a ideia era criar algo que eternizasse o animal de estimação, um “goldador” (resultado do cruzamento de labrador com golden retriever).

Bom pra cachorro: Rolls-Royce Spectre Bailey
Foto de: Jason Vogel

— Bailey é parte da família. Quando começamos nosso Spectre, vimos a chance de criar algo belo, que nos faça lembrar dele por décadas. O resultado superou nossas expectativas — contam os pais do pet, fregueses de longa data da Rolls-Royce.

O interior é o ponto alto do Spectre Bailey. Entre os bancos traseiros, há uma marchetaria que reproduz com fidelidade a face do cão. O retrato é composto por mais de 180 peças de lâminas de madeiras nobres. São técnicas de marchetaria que remontam a monges dominicanos do século XIII, hoje aperfeiçoadas e praticadas por artesãos na Inglaterra. O trabalho artesanal levou quatro meses para ser concluído.

Bom pra cachorro: Rolls-Royce Spectre Bailey
Foto de: Jason Vogel

Para chegar ao tom realista da pelagem e até da língua do cão, nada de tinta… Foram usadas nove espécies de madeiras, em 22 tonalidades, cuidadosamente encaixadas. Algumas, como o pau-viola e o tulipeiro, nunca haviam sido aplicadas em um Rolls-Royce moderno.

Todo o acabamento interno combina castanho e creme, remetendo ao tom do pelo do cachorro. A madeira usada na faixa central do painel é nogueira real de alto brilho. Diante do passageiro, vê-se ainda a reprodução da pegada de Bailey em marchetaria — desenho que também aparece nas soleiras das portas.

Bom pra cachorro: Rolls-Royce Spectre Bailey
Foto de: Jason Vogel

A carroceria é pintada em matizes de creme e castanho, também inspiradas na cor da pelagem do cachorro. Uma das cores, aliás, recebeu o nome “Beautiful Bailey”, tem o tom da orelha do cachorro e, segundo a Rolls-Royce, não poderá ser usada em carros de outros clientes.

As tintas com acabamento iridescente mudam conforme a incidência da luz. Os para-lamas traseiros trazem a pegada do animal pintada em um castanho rosado chamado Rose Gold (ouro rosa) — mesmo tom usado no acabamento da estatueta Spirit of Ecstasy, sobre a grade dianteira.

Bom pra cachorro: Rolls-Royce Spectre Bailey
Foto de: Jason Vogel

Phil Fabre de la Grange, chefe do programa Bespoke (“sob medida”) da marca, resumiu o projeto:

— O Spectre Bailey mostra que a inspiração pode vir de qualquer lugar. Foi um prazer transformar essa história em um carro único, lúdico e atemporal.

E lá vai o cupê de 5,45 m de comprimento, com dois motores elétricos que somam 585 cv, dar uma voltinha pelo quarteirão. Uma das fotos de divulgação mostra Bailey cochilando confortavelmente no banco traseiro. Que tal levar essa vida de cachorro?

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