Cada vez mais caros e raros pelas ruas, os modelos mais baratos se tornarão apenas "carros de empresas"?

Não é de hoje que falamos sobre o que acontecerá com os modelos populares. Mas os recentes acontecimentos da indústria e do mercado estão empurrando cada vez mais os carros mais simples e baratos para "debaixo do tapete". Eles não estão saindo de produção, mas encontrá-los nas ruas e nas lojas é cada vez mais uma tarefa mais difícil. 

Basta observar o show room de uma concessionária. Procure um Fiat Uno ou um Chevrolet Joy e encontre no mínimo um Argo ou um Onix, provavelmente em versões mais completas, ou então algum outro modelo acima. A busca pelo maior lucro a cada carro vendido e as dificuldades com matéria-prima estão levando montadoras a focar em produtos mais rentáveis. 

Ouça nosso podcast:

 

Ouça nosso Podcast gratuitamente nas plataformas

Mas os populares não devem acabar assim tão rápido. Se não nas lojas, eles deverão estar disponíveis em um futuro próximo em programas de aluguel e assinatura, oferecidos com um valor fixo mensal que já inclui despesas como seguro, documentação e manutenção. Já vemos modelos como o Renault Kwid oferecidos pelas próprias montadoras em programas próprios de assinatura. 

O mercado também pode ser colocado como "culpado" por este movimento. O consumidor pede cada vez mais equipamentos nos automóveis e, ao mesmo tempo, a legislação exige itens como airbags, ABS, Isofix e cinto de segurança de 3 pontos e encosto de cabeça para todos os ocupantes. Custos, são repassados ao consumidor pelas montadoras, assim como o ar-condicionado, direção elétrica e vidros elétricos. 

Mobi e Kwid
Fábrica da Fiat em Betim - Produção do Uno

Diversos fatores podem indicar mais de um caminho para os modelos populares. Um "novo normal" do mercado, a rentabilidade dos produtos para as montadoras e até mesmo o comportamento do consumidor e as novas tendência. Ouça nosso podcast desta semana para entender bem essa história!

Envie seu flagra! flagra@motor1.com