Avaliação Ducati Diavel V4: a Muscle Cruiser que desafia os padrões
A moto nasceu como Drag Bike e virou uma Muscle Cruiser que agrada muito
Se você está no dilema entre ter uma Naked esportiva ou uma Cruiser, conforto ou potência, a Ducati tem a solução: Ducati Diavel V4. Você deve estar achando estranho eu escrever isso, mas calma, tem explicação.
Quando a Ducati lançou a primeira versão da Diavel, ela tinha todas as características de uma drag bike. Muita potência, peso elevado, pneu traseiro extremamente largo, posição de pilotagem baixa e levemente inclinada para frente. O painel era duplo e a moto tinha uma suspensão bem firme. Mas isso tudo mudou bastante. A Diavel V4 está disponível por R$ 149.990 e conta com uma lista grande de acessórios disponíveis como malas, assento conforto e muito mais.
Galeria: Avaliação rápida Ducati Diavel V4
A Diavel parece ter sido reinventada. O que antes era uma moto que tinha mais visual do que apelo ao conduzir, agora é um pacote mais completo. Começando pela mecânica, a maior novidade é o novo motor V4 Granturismo, 5 kg mais leve que seu antecessor. Perde algumas cilindradas, caindo de 1260 para 1158 cm3, mas ganha em todo o resto.
O V4 entrega 168 cv, 10 cv a mais que a versão anterior. O torque continua o mesmo, de 12,8 kgfm, mas o motor está mais linear, mais leve e elástico, entregando um ótimo equilíbrio entre torque e potência e, com o sistema que desliga os cilindros traseiros sob demanda, promete uma melhora no consumo de combustível. A manutenção do motor também recebeu um upgrade considerável. Agora, o intervalo para a verificação do ajuste das válvulas acontece somente aos 60.000 km e a troca de óleo programada a cada 15.000 km ou 2 anos. A suspensão continua totalmente regulável de forma manual.
O câmbio de seis marchas casa bem com o motor, e com quickshifter bidirecional de fábrica para aumentar ou reduzir marchas sem utilizar a embreagem, a tocada fica agradável. O pneu traseiro continua largo. A medida 240/45 ZR17 reforça o design e apelo visual musculoso da moto. Mas ele está ali também por função. Por diversas vezes, vi o controle de tração atuar em saídas com mais apetite no acelerador.
Avaliação rápida Ducati Diavel V4
Na dianteira, 120/70 ZR17, uma medida mais comum. O painel, agora é composto por uma tela de TFT que reúne todas as informações necessárias e é customizável. O painel também controla os 4 modos de pilotagem: Sport, Touring, Urban e Wet (chuva). Cada modo de pilotagem entrega uma potência diferente, adequada para cada situação, sendo o Sport o modo mais forte e o Wet o mais fraco, ideal para pisos escorregadios.
Cada mapa também controla os níveis de intervenção dos sistemas eletrônicos de assistência à condução. Mesmo assim, os modos são customizáveis, permitindo ajuste fino do piloto. Além do controle de tração e ABS que atua também com a moto inclinada, a Diavel conta com controle de empinada, não deixando a dianteira da moto subir caso o condutor acelere demais. O painel também conta com conectividade a celular, que permite operar algumas funções pelos manetes da moto.
Avaliação rápida Ducati Diavel V4
A chave é presencial, basta apertar o botão central ou o botão de destravar o guidom no manete que ela reconhece a chave. A chave física serve somente para abertura do tanque e no banco. A fechadura do banco fica escondida atrás das pedaleiras do garupa quando estão recolhidas. Sim, elas são retráteis, o que reforça ainda mais o apelo de design da moto.
O tanque tem capacidade para 20 litros e seu design lembra o mesmo das esportivas da marca. O guidom parece ser avançado ao piloto. A posição de pilotagem continua semelhante, mas com menor inclinação do condutor para frente, o que garante uma posição muito mais confortável e relaxada. Os braços ficam semi-flexionados, dando mais conforto em longas jornadas.
Avaliação rápida Ducati Diavel V4
O banco é um espetáculo a parte. Parece que você veste a moto ao sentar. Com bom suporte, você não irá escorregar para frente em freadas mais bruscas ou acelerações. De tão interessante, até sentei na posição de garupa para avaliar o conforto e testar a escondida alça para o carona. Assim como as pedaleiras, ela é retrátil.
Falando em acelerações, o acelerador é eletrônico e a moto conta com um excelente controle de cruzeiro. Fácil de operar, retomar e regular a velocidade. Os comandos dos manetes são retro-iluminados, o que permite o uso fácil, sem recorrer a sua memória ou ficar na dúvida, mesmo em vias sem iluminação. O acabamento da moto é premium, com materiais refinados tanto nos acabamentos quanto nos bancos. A iluminação é em Full Led. As setas são sequenciais. A lanterna traseira merece destaque. Além de um design marcante, em caso de frenagem brusca, as lanternas piscam automaticamente, indicando uma frenagem de emergência para quem vem atrás.
Avaliação rápida Ducati Diavel V4
Pilotagem
Foram necessários poucos minutos para que eu me acostumasse com a Diavel. Ela é bruta, demanda pouco do acelerador para sair. Na hora de manobrar, você sente os seus quilos a mais do que a maioria das motos, mas nada absurdo. Talvez pela altura do banco ser baixa, o que permite apoiar os pés por completo no solo, o peso não seja tanto uma questão.
Na cidade, sem muitos problemas para circular. Passa tranquilamente na maioria dos corredores, é confortável e tem o barulho agradável. Na estrada, é um espetáculo. Retomada, conforto, aceleração, tudo combina mais com estrada nessa moto, que chama atenção por onde passa. Pelo design, pelo barulho, e também por não ser muito comum ver uma dessas na rua. Uma motocicleta única que entrega estilo, performance e conforto.
Veredito
Se você quer ter potência, tecnologia sem abrir mão do conforto, esta é a moto. Pilotar uma Diavel V4 é uma experiência diferente, que não cabe em só um estilo. Ela tem conforto, velocidade, agilidade e design, tudo aliado. Mesmo parada, ela se destaca pelo seu design. Permite desde viagens tranquilas até uma condução mais esportiva. Na rua ela foi bem. Na estrada, foi excelente. Fiquei só com uma dúvida: se ela atende quase todas as necessidades, como será que ela se sairia em um track day?
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Primeiras impressões: Ducati Panigale V4 e V4S 2026 na pista
Novo Chevrolet Sonic 2027 vendeu 14 mil unidades em duas semanas
Ducati lança a nova Panigale V4 no Brasil e corrige crítica dos donos
Fiat revela os futuros Pulse e Fastback, que terão opções híbridas e até 7 lugares
Ducati lança Multistrada V4S no Brasil e quer ser "Porsche das duas rodas"
Nova Volkswagen Tukan pode ter mais do T-Cross do que imaginávamos
Ducati lança a Hypermotard 698 Mono 2025 no Brasil; veja o preço