Ir para o conteúdo principal

Enquanto prepara EX2 nacional, grupo Geely quer Google integrado em todos os seus carros

Acordo amplia para outras marcas a integração já usada pela Volvo, mas ainda não tem data para o Brasil

Geely EX2 Max vs Hyundai i20 Ultimate
Foto de: Motor1 Brasil
Thomas Tironi Thomas Tironi

O grupo Geely vai levar Google Maps, loja de aplicativos e o assistente de inteligência artificial Gemini às centrais multimídia de mais carros de suas marcas. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2027, com os serviços funcionando no próprio veículo, sem precisar espelhar o celular pelo Android Auto.

O acordo inclui modelos de Geely, Lynk & Co, Proton, Riddara e smart, entre outras fabricantes do conglomerado chinês. A integração com o Google já aparece nos Volvo vendidos no Brasil e nos Polestar, mas agora chegará a outras marcas do grupo. Ainda não foram divulgados o primeiro carro a receber o pacote nem o calendário brasileiro.

Google sem precisar espelhar o celular

Com o Android Auto, o telefone executa os aplicativos e leva sua interface para a tela do carro. Na integração anunciada pelo grupo, o Maps e os demais programas funcionam na própria central, dispensando o smartphone para essas tarefas. Isso não elimina a necessidade de internet para os recursos on-line, mas permite usar os aplicativos mesmo sem conectar o aparelho.

O Google Play dará acesso aos programas compatíveis com o sistema, enquanto o Maps ficará responsável pela navegação e pela busca de locais, incluindo carregadores. Já o Gemini permitirá fazer pedidos por voz e continuar a conversa com perguntas relacionadas, sem precisar repetir todas as informações a cada comando.

Nas demonstrações do Google, por exemplo, o motorista pode pedir um restaurante bem avaliado ao longo do trajeto e depois perguntar se há estacionamento. Nos elétricos compatíveis, também é possível consultar a carga prevista na chegada e procurar um café perto do carregador, reunindo informações que normalmente exigiriam buscas separadas.

A empresa também mostra o assistente respondendo a dúvidas com base no manual do veículo, como ensinar a limitar a altura de abertura do porta-malas. São exemplos do que a tecnologia permite, embora o grupo Geely ainda não tenha detalhado quais funções estarão disponíveis em cada carro.

Facelift Volvo XC60 (2026)
Foto de: Volvo

Igual nos Volvo

Quem conhece um Volvo EX30 ou XC60 vendido no Brasil já viu parte disso funcionando, com Maps, Google Play e assistente de voz integrados à central. O motorista pode usar a navegação e instalar aplicativos no próprio veículo, enquanto o sistema também reúne comandos de equipamentos, como o ar-condicionado.

A relação entre as empresas vem de antes, já que o Polestar 2 estreou com Android Automotive e serviços do Google em 2020, enquanto o XC40 Recharge foi o primeiro Volvo a receber a integração. O novo acordo amplia essa oferta dentro do conglomerado e inclui o Gemini, sem significar que todos os carros já equipados com Google tenham o novo assistente disponível.

Para o grupo, compartilhar ferramentas de navegação, busca e aplicativos pode reduzir o trabalho de desenvolver e manter alternativas próprias para cada marca. Em vez de criar todos esses serviços, as fabricantes podem concentrar seus esforços na interface e na integração com os equipamentos do veículo, embora o anúncio não detalhe a economia esperada ou prometa atualizações mais rápidas.

A lógica é parecida com a dos celulares Android, que compartilham aplicativos e serviços do Google, mas têm menus e aparência diferentes conforme o fabricante. Nos carros, Volvo, smart e Geely também poderão manter suas próprias interfaces, mesmo usando o mesmo Maps ou Gemini. A implantação começará em mercados fora da China e dos Estados Unidos, conforme a disponibilidade dos serviços e a compatibilidade dos veículos.

Geely EX2 Max vs Hyundai i20 Ultimate
Foto de: Motor1 Brasil

Por aqui, marca foca o EX2 nacional

Enquanto a integração com o Google fica para 2027, a Geely está botando seus esforços na nacionalização de outro carro, o EX2, que começará a ser produzido em dezembro deste ano, no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). O hatch seguirá os passos do EX5 EM-i, cuja fabricação local começou em setembro, dentro da parceria com a Renault.

O que você pensa sobre isso?

A nacionalização do rival do BYD Dolphin Mini, vale lembrar, nem estava nos planos iniciais da marca, que iria priorizar seus modelos mais caros, como o EX5, mas a procura pelo compacto fez a empresa mudar de ideia.

Para quem está de olho no modelo, porém, a produção brasileira e a chegada dos serviços do Google ainda são assuntos separados. Caso chegue também por aqui, deve ficar apenas para um segundo momento.

Compartilhe este artigo
Envie seu flagra! flagra@motor1.com