Chinesa DongFeng mudará nome e terá "anti-Dolphin" já em agosto
Buscando mais identificação com o público brasileiro, nova marca apostará em nome mais fácil de lembrar antes da estreia em agosto
Mais nova chinesa com intenções de desembarcar no Brasil, a Dongfeng planeja iniciar suas atividades no país em agosto, mas mudará muita coisa para tornar-se atraente no mercado nacional. A primeira - e talvez mais importante - é seu nome, que será adaptado para DFM. A informação foi confirmada ao podcast da CBN Autoesporte por Felipe Amaral de Souza, Diretor de Vendas e Operações da marca.
Com a simplificação, o executivo acredita que facilitará o processo de identificação da fabricante junto ao público, tal como fez a GWM - antes Great Wall Motors - ou a BYD - que chegou a utilizar o nome por extenso Build Your Dreams em alguns carros.
Sua operação também lembrará muito a de alguns rivais, trazendo um hatch compacto elétrico na casa dos R$ 120 mil e um SUV, também elétrico. No Brasil, eles devem concorrer com BYD Dolphin Mini e Geely EX5, respectivamente. Ambos seguem a receita aplicada por diversas marcas asiáticas, com foco em bom nível de tecnologia, autonomia competitiva e proposta urbana bem definida.
O menor é chamado de Box e utiliza motor elétrico de 70 kW (95 cv) e baterias LFP com opções de capacidade, podendo alcançar até 430 km de autonomia no ciclo chinês. Já o Vigo amplia o porte e entrega números mais próximos de SUVs médios, com cerca de 130 cv e autonomia estimada em até 470 km.
Marca já atua ajudando ocidentais
Apesar de não ser muito conhecida, a Dongfeng não é exatamente inédita para os brasileiros. Ela é uma parceira antiga da Aliança Renault-Nissan, produzindo versões próprias de alguns carros, como o Kwid E-Tech. Mais recentemente, começou a produzir uma linha dedicada de modelos para a Nissan, batizada - sugestivamente - de Partners.
É o caso da picape Frontier ProHybrid, além dos novos Nissan N7 e Nissan NX8, produtos recentes desenvolvidos na China com forte base tecnológica compartilhada. Esses produtos já estão confirmados para a América do Sul - ainda que não especificamente para o Brasil - e são sérios candidatos a virarem nacionais no médio prazo.
Nano Box, versão da Dongfeng para o Kwid E-Tech
E, segundo Jorge Moraes, colunista da CNN, há conversas para que a Dongfeng utilize justamente as instalações da Nissan em Resende, no Rio de Janeiro. Além da japonesa, ouve conversas com o grupo Stellantis, para utilizar parte da capacidade ociosa em Porto Real, onde são feitos os modelos da Citroën e, em breve, o Jeep Avenger.
A movimentação também mostra que o Brasil volta a ganhar relevância dentro das estratégias globais das montadoras, especialmente em um momento de transição tecnológica e reconfiguração industrial. Em um momento que as indústrias já instaladas buscam estratégias para ocupar a capacidade ociosa das fábricas, a sinergia com as chinesas vem se tornando uma grande oportunidade. Já é assim, por exemplo, entre Renault e Geely, que permitirá a segunda produzir veículos e compartilhar plataformas com a marca francesa.
Dongfeng Vigo
Vale lembrar ainda que a BYD comprou a antiga fábrica da Ford em Camaçari, GWM comprou a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis, a Omoda & Jaecoo deve assumir em breve a fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ), a GAC produzirá carros com a HPE em Catalão (GO), a GM montará seus elétricos desenvolvidos em parceria com a chinesa Wulling na antiga fábrica da Troller - hoje PACE em Horizonte no Ceará.
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