Novo BMW Série 1 ganhará versão elétrica com tração traseira em 2028
Ao contrário de rivais, marca não desistiu dos hatchs e investirá em modelo totalmente novo; estreia será em 2028
A eletrificação nos últimos anos e a preferência do consumidor por SUVs acabou afetando uma categoria que sempre foi forte no mundo: a dos hatchs. Até então presença garantida em quase todas as marcas, os novos planos de simplificação e corte de custos das montadoras europeias acabou afetando em cheio os modelos pequenos, considerados menos lucrativos.
No entanto, os fãs do Série 1 podem ficar tranquilos, já que a alemã tem planos de continuar oferecendo o modelo no futuro. Segundo a revista britânica Autocar, o Série 1 como conhecemos hoje deverá ser substituído em 2028. Hoje ele é oferecido apenas com motores a combustão, mas a próxima geração seguirá os passos do Série 3 e será composta por dois carros diferentes. Um será o sucessor direto do atual, enquanto o outro será um elétrico visualmente parecido, porém mecanicamente distinto, construído sobre a plataforma Neue Klasse, que pode inclusive ser chamado de i1.
A ideia é que ele continue sendo um hatch baixo e com proporções tradicionais, sem o visual altinho e meio minivan do I3 vendido na década passada. A BMW já deixou claro em diferentes ocasiões que, pelo menos na Europa, manter um Série 1 faz bastante sentido - e, portanto, ter um elétrico puro nesse mesmo espaço também parece coerente. Só em 2025, por exemplo, foram mais de 100.000 unidades vendidas globalmente.
Ainda assim, não espere algo como um i3 menor com a traseira encurtada. Assim como a BMW fez i3 e iX3 terem identidades distintas, o i1 também deve ganhar um desenho exclusivo. Ele seguirá a nova linguagem visual da família Neue Klasse, mas terá uma dianteira diferente, com nova grade, e o tratamento de superfícies e detalhes de carroceria também serão específicos.
E, mesmo dividindo a base com o i3, parte das especificações técnicas será reduzida para permitir um preço mais baixo. É provável que não use a bateria grande de 108,7 kWh, que garante ao i3 até 900 km de autonomia no ciclo WLTP, e pode adotar um conjunto mais próximo, em capacidade, do iX3 de autonomia padrão.
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