BYD quer mais fábricas na Europa e pode tirar Maserati da Stellantis
Grupo chinês está avaliando a ideia de adquirir fábricas europeias de automóveis com capacidade ociosa
A chinesa BYD continua com seus planos de expansão e de conquistar mercados do ocidente. Agora, segundo Stella Li, vice-presidente da marca, o novo alvo é o mercado europeu. Segundo a executiva, o grupo planeja comprar fábricas ociosas de concorrentes tradicionais e até pensa em adquirir marcas em crise, caso da Maserati.
À Bloomberg, Stella Li reforçou que a ideia não é só driblar impostos para manter os preços competitivos quando comparada a concorrência, mas também aumentar a capacidade produtiva no Velho Continente. A chinesa, vale lembrar, é conhecida por produzir muitas de suas peças e não depender tanto assim de fornecedores externos.
“Estamos procurando qualquer fábrica disponível na Europa porque queremos aproveitar esse tipo de capacidade produtiva excedente”
A BYD, diga-se, não é a única a movimentar-se para adquirir fábricas de marcas tradicionais. A sua rival Geely recentemente deu fortes indícios de que irá negociar uma das principais fábricas da Ford, na Espanha. A contrapartida é que a negociação geraria também um produto da chinesa para a norte-americana, possivelmente um sucessor elétrico para o Fiesta, baseado no EX2.
No caso da marca comandada por Stella Li, no entanto, a executiva descarta - ao menos por enquanto - as famosas jont ventures, uma solução que considera mais simples. Atualmente, não há negociações em andamento, mas a BYD já visitou diversos sites industriais europeus.
Entre eles, poderia estar a fábrica do grupo Stellantis onde hoje são montados o Alfa Romeo Giulia e o Stelvio, além do Maserati Grecale - todos modelos baseados na plataforma Giorgio. A executiva deu a entender que a Itália, assim como a França, ''estão entre os países favoritos”, especialmente por conta do baixo custo da energia elétrica.
Ao falar sobre o grupo Stellantis, ainda de acordo com o que Stella Li declarou, a BYD estaria considerando seriamente a possibilidade de “adquirir marcas europeias históricas em dificuldade” e também teria colocado a Maserati no radar, descrita como “uma marca muito interessante”. Li, no entanto, ressaltou que ainda não houve reuniões nesse sentido.
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