Os carros "super híbiridos" em breve se tornarão "hiper híbridos"
Cada vez mais sofisticados, sistemas eletrificados já estão presentes com todo tipo de variação e para - quase - todos os bolsos
Híbrido leve, pleno, plug-in.. muita gente acaba se perdendo no que exatamente é um carro híbrido e qual é o tipo de tecnologia presente nele. Recentemente, alguns modelos começaram a ser chamados comercialmente como ''super híbridos'', e já há evoluções vindo aí. Mas, afinal, o que faz um carro se tornar ''super''?
Primeiro, vamos explicar um pouco o que classifica cada um desses modelos, começando pelos modelos leves e indo até modelos mais sofisticados e dependentes da eletrificação. A forma mais simples de hibridização é a MHEV, ou Mild Hybrid.
Os híbridos-leves (Mild Hybrid)
Começamos pelos híbridos-leves, que geralmente possuem baterias com capacidade entre 0,10 kWh e 0,40 kWh, e motores elétricos de 5 cv a 15 cv, alimentados por sistemas de 12V ou 48V. Nestes carros, o módulo elétrico é ligado ao motor térmico por uma correia (sistema BSG).
Nele, o sistema atua fazendo quase a mesma função que um alternador, mas eliminando a necessidade do mesmo em nome de uma leve economia. Ele não é capaz de tracionar as rodas, então em nenhum momento ele consegue mover o carro sozinho. Alguns exemplos desse tipo são os Peugeot e Fiat quando usando o motor 1.0 T200.
Kia Sportage utiliza um sistema híbrido leve mais sofisticado, que tem função Velejar
Recentemente, alguns carros ganharam um novo sistema intermediário, não tão simples quanto os híbridos leves por definição. Nele, alguns carros possuem modo ''Velejar'', desacoplando o motor a combustão sem que o carro desligue. Um bom exemplo é o Kia Sportage MHEV.
Os carros híbridos-plenos (Full Hybrid)
Aqui, o nível de eletrificação sobe. A capacidade da bateria saltou para quase 2 kWh em carros mais recents. Nestes modelos, o motor elétrico tem potências que variam de 50 cv a 150 cv. Graças a essa arquitetura, os híbridos-plenos conseguem mover as rodas usando apenas eletricidade em muitos cenários urbanos, sem acionar o motor endotérmico.
No Brasil, um exemplo bem conhecido são os modelos da linha Toyota, como o Yaris Cross e os médios Corolla e Corolla Cross.
Híbridos plug-in de primeira geração
Indo além, chegamos aos modelos que podem ser recarregados na tomada. Na primeira geração, as baterias ficavam entre 10 kWh e 15 kWh, com autonomia média de 50 km no modo elétrico. Números relativamente baixos.
Quando a bateria acabava, o consumo de gasolina muitas vezes caía para perto de 10 km/l, com raras exceções chegando a 15 km/l. Os primeiros Volvo com sistema PHEV são um bom exemplo de como ele funciona.
Super Hybrid: os plug-ins de segunda geração
Com os super-híbridos, a tecnologia permitiu dobrar a quantidade de energia no mesmo espaço. As baterias agora oferecem cerca de 20 kWh a 30 kWh, permitindo autonomias elétricas superiores a 100 km. Além disso, a reserva de energia para quando a bateria "acaba" é maior, permitindo médias de até 30 km/l na cidade e 20 km/l na estrada, mesmo em veículos não carregados.
Uma das primeiras marcas a utilizar essa nomenclatura foi a chinesa BYD. Um exemplo de modelo assim é o Song Plus Premium, a potência máxima de carregamento dele em CA é de 11 kW, enquanto em CC chega a 18 kW. Outro exemplo é o Jaecoo 7 Super Hybrid que, por outro lado, para em 6,6 kW em CA, mas consegue atingir 40 kW em CC.
O próximo passo: os Hyper-Hybrids
A próxima evolução será o hyper-hybrid, impulsionado por novas tecnologias de bateria, possivelmente de estado sólido. Enquanto os super-híbridos dobraram a densidade energética atual, os hyper-híbridos podem oferecer autonomias elétricas de 200 km a 250 km.
Isso permitiria que deslocamentos diários, principalmente em circuito urbano, fossem 100% elétricos, mantendo o motor térmico apenas para longas distâncias, atendendo quem não tem infraestrutura própria ou fácil para recarregar o carro diariamente.
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