Novo Mille? Fiat manterá duas gerações do Argo à venda; entenda
Segundo site, tal qual aconteceu com o antigo Uno, italiana manterá modelo antigo por mais algum tempo para ter volume
Depois de muito mistério, a Fiat resolveu confirmar na última semana e revelou que manterá o nome do seu atual hatchback, o Argo, na derivação nacional do Grande Panda. Até aí, nada novo. Mas segundo Marlos Ney Vidal, do Auto Segredos, a escolha tem um motivo maior.
Segundo o site, a Fiat não só utilizará o nome Argo no novo carro como também pretende manter o hatch que conhecemos por mais algum tempo. O movimento faz sentido, visto que o Argo atual ainda vai muito bem nas vendas, tendo ficado atrás apenas do Polo em vendas no ano passado excluindo-se os comerciais leves.
Tal qual Uno e Palio
Também não é algo inédito nem dentro da Fiat. Para quem se lembra, quando Palio e Uno ganharam novas gerações, na década de 2010, ambos continuaram a ser vendidos por mais algum tempo ao lado de suas carrocerias antigas, chamadas simplesmente de ''Fire''. A ideia da marca agora é quase a mesma, mas o nome será diferente.
Os rumores, segundo o Autos Segredos, indicam que a Fiat batizará a geração antiga com o sobrenome Urban, tal qual fez com o antigo Panda na Europa, outro modelo mais antigo que continua sendo vendido junto de seu sucessor.
A ideia da Fiat é que ele conte somente com duas versões: a Urban 1.0, manual, e a Urban 1.3, com câmbio CVT. Hoje, o Argo tem cinco versões, partindo de R$ 94.790 na 1.0 manual e chegando aos R$ 110.790 na Trekking 1.3 CVT.
Galeria: Fiat Argo Endurance (BR)
Aventureiro, pero no mucho
No visual, a ideia é deixá-lo próximo do antigo Argo Endurance, que contava com as molduras laterais da atual versão aventureira, a Trekking, mas sem o mesmo conjunto de pneus ATR e suspensão mais alta. Foi a mesma tática já utilizada no Mobi, que hoje conta basicamente com o mesmo visual em suas duas versões.
Com isso, a Fiat deve conseguir manter o bom volume de vendas do modelo atual até que a nova geração do Argo, agora compartilhando projeto com um modelo europeu, embale. Só não espere preços tão generosos quanto os da atual geração, já que o novo Argo deve ficar acima tanto do atual hatch quanto do Citroën C3, irmão de plataforma do novo carro.
Como será o novo Argo
Confirmado ainda no ano passado, o Grande Panda nacional (que agora sabemos que será chamado de Argo) teve mais detalhes revelados no início de janeiro, durante entrevista do CEO global da italiana, Olivier François, para o tabloide francês Auto Infos.
Segundo François, como forma de se recuperar da estagnação que vive há mais de uma década na Europa — situação bem diferente da que vive no Brasil — a Fiat, em breve, terá linhas unificadas com os produtos vendidos em outras regiões, sobretudo com a América do Sul.
Com isso, chega ao fim a ideia de modelos desenvolvidos de forma local. Ainda que os carros tenham adaptações para a realidade de cada país, eles serão essencialmente os mesmos produtos. Um exemplo disso é justamente o sucessor do Argo que temos hoje.
Visual terá diferenças
Ele terá muito do Grande Panda, mas com mudanças visuais e, provavelmente, menos cores e texturas contrastantes, como ocorre no carro à venda na Europa. Outra mudança será nas estamparias. Espere por mudanças nos tecidos, nas opções de carroceria e outras nuances, que devem ser mais conservadoras no modelo feito por aqui.
Na Europa, a marca aposta em tons vibrantes, como amarelo para a carroceria e interiores com detalhes em azul, escolhas que devem ser deixadas de lado no mercado brasileiro por preferências locais.
A versão disponível no Velho Continente também traz o nome "Panda" em baixo relevo nas chapas das portas, algo que não faria sentido com a utilização do nome Argo por aqui. O lançamento será ainda em 2026 — trata-se do novo carro global anunciado pela marca em novembro passado, durante o Salão do Automóvel.
Novo Argo será irmão do Citroën C3
Como o foco da Fiat está em acessibilidade, o novo Argo deverá manter as versões de entrada com motorização 1.0 Firefly aspirada, de até 75 cv e 10,7 kgfm, como acontece com a geração atual. A ideia é continuar priorizando volume, algo que vem dando certo na América do Sul. A gama também contará com algum tipo de eletrificação, possivelmente com o sistema de 12 volts aliado ao propulsor 1.0 T200, tal como já disponível nos SUVs Pulse e Fastback.
Não foram citadas datas, mas a apresentação do conceito Dolce Camper no Salão de São Paulo, junto aos flagras cada vez mais frequentes do Grande Panda na região de Betim (MG) utilizando mulas de seu primo, o Citroën C3, indicam que ele pode estar mais perto do nosso mercado do que se imagina.
Por falar no hatch francês, aliás, ele será fonte de boa parte do que veremos no novo Argo. A começar pela plataforma, a mesma Smart Car presente no Peugeot 208 e no Citroën C3. As dimensões deverão ser bem próximas às do modelo da Citroën, com 3,99 metros de comprimento e 2,54 metros de entre-eixos. Para comparação, o Argo atual tem 3,99 m e 2,52 m, respectivamente.
Fonte: AutosSegredos
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