Ir para o conteúdo principal

Teste Citroën Basalt Dark Edition: foco nas correções necessárias

Além da proposta mais esportiva da versão, SUV cupê corrige falhas, mas ainda não é perfeito

Citroën Basalt Dark Edition 2026
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

O Citroën Basalt, um SUV-cupê com design da moda, combina um visual diferenciado com um conjunto completo de equipamentos. Na linha 2026, estreou uma nova versão topo de linha, Dark Edition, que traz itens exclusivos, desde a cor da carroceria até detalhes internos e externos, que pode ser vista de duas maneiras: mais esportiva, justamente pelo visual e itens como o aerofólio e as rodas pretas brilhantes, ou mais sofisticada e refinada, devido ao acabamento caprichado e à atenção aos detalhes.

Ao mesmo tempo, o Citroën Basalt 2026 é um carro que chama atenção de quem busca mais espaço, considerando fatores como custo-benefício, espaço e motorização. Para entender como ele se comporta, o testamos no dia a dia, avaliando na prática o equilíbrio entre estilo, conforto e desempenho que oferece, além de sua funcionalidade e a experiência a bordo para todos os ocupantes.

Diferentão da linha

A carroceria do SUV cupê recebeu itens que a deixaram visivelmente mais esportiva, começando pela cor Cinza Sting, combinada com o teto preto brilhante, uma das opções desta versão. Além dessa, o catálogo oferece outras duas cores: Preto Perla Nera e Cinza Grafito, sendo que, nos dois tons de cinza, há a opção do teto em preto brilhante.

Outros detalhes externos incluem elementos em vermelho, que a Citroën chama de André Red, uma homenagem ao fundador da marca. Na porta, abaixo dos retrovisores, recebeu logos com a inscrição Dark Edition em cinza fosco, junto com a coluna C, com um filete em vermelho, e as rodas, já conhecidas da versão Shine, aqui em preto brilhante. Na traseira, os logos também aparecem em cinza fosco, e o item diferenciado desta versão é o aerofólio preto com uma faixa vermelha de ponta a ponta.

Citroën Basalt Dark Edition 2026
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

A bordo do Basalt Dark Edition

No interior, também temos mudanças e não apenas no visual. As colunas e o teto passam a ser pretos, assim como o painel, que combina plástico com detalhes em preto brilhante ao redor das saídas de ar e da moldura da multimídia, agora com um revestimento em tecido sintético com costuras vermelhas, item que vem se tornando tendência nos veículos atuais.

O volante e as coifas do câmbio e do freio seguem o mesmo padrão do painel, trazendo costuras em vermelho. O console central também recebe acabamento em preto brilhante, combinando com os detalhes do painel. Os bancos possuem revestimento sintético de cor escura, com costuras laterais em branco e um filete horizontal em vermelho nos assentos dianteiros. Já no banco traseiro, o filete é substituído por uma costura horizontal, também em vermelho.

Citroën Basalt Dark Edition 2026
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Aqui, uma mudança para todos os Basalt 2026: os comandos dos vidros elétricos traseiros, antes localizados no console central, foram deslocados para as próprias portas, proporcionando mais conforto e ergonomia aos ocupantes. Ainda na traseira, o console central conta com duas entradas USB do tipo C. Já as portas dianteiras trazem apenas os comandos dos vidros e, ao serem abertas, contam com soleiras com a inscrição Dark Edition.

Mas ainda há pontos de ergonomia a reclamar. Quando precisamos destrancar as portas do Basalt Dark Edition, o comando de travamento e destravamento, localizado no painel à esquerda, fica em posição baixa e próxima à coluna de direção. Por não estar visível ao motorista, é necessário inclinar-se para acioná-lo, o que não é nada prático. No mesmo local também estão os botões do modo de condução Sport, do limitador de velocidade, do bloqueio dos vidros traseiros e da regulagem dos retrovisores.

Citroën Basalt Dark Edition 2026
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

A central multimídia de 10,2", com molduras largas em preto, oferece apenas funções básicas, como ajuste de som, brilho e configurações gerais de uso. Nas vezes em que o celular foi conectado à multimídia, o sistema respondeu rapidamente, tanto pelo Android Auto quanto pelo Apple CarPlay. No console central, há uma porta para conexão via cabo, porém no padrão USB tipo A, também com uma tomada 12V e, como acessório, é possível adicionar o carregador por indução, disponível no site da Citroën por R$ 632.

O volante conta com controles de som e do piloto automático. Já no painel de instrumentos, uma tela de 7", há um computador de bordo com informações de consumo, velocidade média e autonomia. Assim como nas demais versões, a única opção de modo de condução é a Sport, que simula trocas de marcha em rotações mais altas.

Citroën Basalt Dark Edition 2026
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

No quesito ergonomia, a posição elevada do banco dianteiro, combinada com o volante que oferece apenas ajuste de altura (sem regulagem de profundidade), faz com que seja mais demorado encontrar uma posição ideal para dirigir. Por outro lado, o volante com assistência leve e os comandos do ar-condicionado de fácil manuseio contribuem para uma boa experiência ao volante.

Mas uma coisa que reclamamos no passado também segue. O 1.0 turbo vibra bastante quando comparado a outros SUVs até dentro da Stellentis, que usam o mesmo, que é bastante sentida na cabine, mostrando uma economia feita no Citroën Basalt em isolamento acústico e de coxins do motor em busca de um valor mais baixo, mas que incomoda bastante.

Em segurança, o Basalt não vai além dos 4 airbags, freios ABS, controle de estabilidade e tração, câmera de ré, sensores traseiros, monitoramento da pressão dos pneus e assistente de partida em rampa.

Citroën Basalt Dark Edition 2026
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Como se comporta com quatro adultos?

Testamos o Basalt Dark Edition com quatro ocupantes a bordo para avaliar, na prática, o espaço interno, o comportamento da suspensão e a sua dirigibilidade. Um dos passageiros do banco traseiro, com mais de 1,80 m de altura, não teve problemas quanto à distância da cabeça em relação ao teto nem quanto ao espaço para as pernas, graças ao bom entre-eixos de 2.645 mm.

No quesito dirigibilidade, o conjunto formado pelo volante de assistência leve e a suspensão macia com acerto voltado para o conforto, absorveu bem as irregularidades do asfalto e garantiram respostas rápidas, passando segurança mesmo em curvas onde a carroceria se inclinava. A boa altura em relação ao solo de 208 mm e mesmo com o veículo carregado, permitiu ao Basalt superar obstáculos como lombadas e valetas sem problemas.

Citroën Basalt Dark Edition 2026
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

O 1.0 turbo, que entrega 125 cv com gasolina e 20,4 kgfm de torque, aliado ao câmbio CVT que simula sete marchas, se saiu bem e sentiu pouco o peso dos quatro ocupantes a bordo. Nos quase 200 km percorridos em trajeto misto, a média de consumo ficou em 12,2 km/l, um bom número, dentro da média entre os 10,0 km/l na cidade e os 14,4 km/l na estrada obtidos em um teste instrumentado completo, realizado com apenas um ocupante a bordo.

Vale a pena?

O Citroën Basalt Dark Edition parte de R$ 126.990 na cor Preto Perla Nera. No Cinza Grafito, há acréscimo de R$ 1.600. Caso seja combinado com o teto em preto brilhante, o valor adicional sobe para R$ 3.500. Já na cor que testamos, o Cinza Sting com teto em preto brilhante, o acréscimo é de R$ 3.900.

No fim das contas, o Citroën Basalt Dark Edition 2026 se consolida como uma das alternativas mais interessantes no segmento de SUV cupê, trazendo um bom custo‑benefício, com um pacote visual com itens exclusivos desta versão, tanto externos quanto internos, além do já conhecido conjunto mecânico, que traz boa potência e consumo, e ainda conta com um bom espaço tanto para os ocupantes quanto para as bagagens, tudo isso em um visual diferenciado. Mas ser barato também mostra menos refinamento, lembre-se.

Fotos: Mario Villaescusa (para o Motor1.com)

Citroën Basalt 1.0T CVT

Motor dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12 válvulas, 999 cm3, duplo comando de válvulas com variador no escape e MultiAir na admissão, injeção direta, turbo, flex
Potência e torque 125/130 cv a 5.750 rpm; 20,4 kgfm a 1.750 rpm
Transmissão câmbio automático CVT com simulação de 7 marchas; tração dianteira
Suspensão McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira; liga leve aro 16" com pneus 205/60
Comprimento e entre-eixos 4.343 mm; 2.645 mm
Largura 1.741 mm
Altura 1.585 mm
Peso 1.191 kg em ordem de marcha
Capacidades porta-malas: 490 litros; tanque: 47 litros
Preço como testado R$ 126.990 (Dark Edition)
Aceleração 0 a 60 km/h: 3,9 s; 0 a 80 km/h: 6,4 s; 0 a 100 km/h: 9,2 s
Retomada 40 a 100 km/h (em S): 6,9 s; 80 a 120 km/h (em S): 7,2 s
Consumo de combustível cidade: 10,0 km/litro; estrada: 14,4 km/litro (gasolina)
Envie seu flagra! flagra@motor1.com