GWM Haval H9 e Toyota Hilux SW4: ponto a ponto, como se comparam?
Analisamos novidade da chinesa com o modelo mais tradicional da categoria
Após o lançamento bem-sucedido dos SUVs H6, mais urbano, e do Tank 300, híbrido com porte mais aventureiro, a GWM aposta agora no grandalhão H9, olhando diretamente para alguns modelos derivados de picapes disponíveis no mercado. Mas será suficiente para conseguir encarar o líder nessa faixa, o Toyota Hilux SW4?
Aqui, comparamos as fichas técnicas de ambos, analisamos todos os detalhes do modelo recém-chegado e também do mais conhecido da categoria para saber se ele consegue encarar o SUV nipônico que é o mais vendido de seu segmetno.
Logo de início, já se observa que a GWM apostará forte no custo-benefício, atuando com preço bem mais baixo do que outros SUVs com carroceria sobre chassi. Oferecido em versão única, o novo integrante da família Haval chega ao mercado por R$ 309.000, ou cerca de R$ 110.090 a menos do que o Toyota SW4 mais simples com opção de sete lugares. Sei preço, porém, aumenta para R$ 319 mil após o dia 20 de setembro.
GWM Haval H9
Toyota SW4
Motor e câmbio
Ao contrário dos outros SUVs vendidos pela GWM, que sempre contam com algum tipo de eletrificação, o Haval H9 chega apostando em um propulsor mais tradicional nesta categoria, no caso, um motor 2.4 turbodiesel GW4D24 de 184 cv e 48,9 kgfm de torque, associado a câmbio automático de nove marchas. Entre os dados de desempenho, o SUV vai de 0 a 100 km/h em 12 segundos e atinge 165 km/h de velocidade máxima, com consumo homologado de 9,1 km/l em ciclo urbano e 10,4 km/l no rodoviário.
No SW4, a Toyota utiliza o conhecido 2.8 turbodiesel 1GD-FTV, que foi atualizado neste ano para as novas regras do Proconve L8. Em números, segue com 204 cv de potência e 50,9 kgfm de torque. Todas as versões receberam ainda novo filtro de partículas diesel (DPF) capaz de reter e tratar resíduos gasosos e tanque de ureia (Arla 32) para reduzir as emissões de poluentes, itens também presentes no GWM. No desempenho, vai de 0 a 100 km/h em 11,8 segundos e atinge 180 km/h de velocidade máxima, com consumo homologado de 9,3 km/l em ciclo
| Característica | GWM Haval H9 | Toyota Hilux SW4 |
| Motor | 2.4 turbodiesel | 2.8 turbodiesel |
| Potência | 184 cv | 204 cv |
| Torque | 48,9 kgfm | 50,9 kgfm |
| Câmbio | Automático, 9 marchas | Automático, 6 marchas |
| 0 a 100 km/h | 12 s | 11,8 s |
| Velocidade Máx. | 165 km/h | 180 km/h |
| Consumo Urbano | 9,1 km/l | 9,3 km/l |
| Consumo Rodoviário | 10,4 km/l | 10,5 km/l |
Tamanho e proporções
No Haval H6, são 4,95 m de comprimento, 1,97 m de largura, 1,93 m de altura e 2,85 m de entre-eixos, o maior da categoria. O porta-malas acomoda 88 litros com sete assentos em uso, 791 litros com a terceira fileira rebatida ou 1.580 litros com as duas fileiras baixadas.
O peso é de 2.525 kg, o tanque tem capacidade para 80 litros e a imersão máxima é de 800 mm. Assim como o Tank 300, a marca escolheu linhas mais retas, chegando até mesmo a lembrar alguns Land Rover. O que parece ser o estepe na traseira, porém, é um porta-bojetos.
As dimensões do Toyota SW4 são 4.795 mm de comprimento, 1.855 mm de largura, 1.835 mm de altura e 2.745 mm de entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 500 litros, mas reduz para 180 litros com a terceira fileira de assentos em uso, enquanto com os assentos rebaixados são 716 litros. Aqui vale pontuar que a GWM mede seu bagageiro com água, enquanto a Toyota divulga o número na medição tradicional. Na prática, os porta-malas são similares sem o uso da terceira fileira.
O peso do SW4 é de 2.175 kg, enquanto o tanque, por sua vez, tem capacidade para 80 litros. Na SW4, o design aposta em maior fluidez, diferenciando-se da picape que deriva tanto na frente quanto na traseira. Como ponto fraco, está o fato de ter mudado pouco desde o lançamento da atual geração, em fevereiro de 2016.
| Característica | GWM Haval H9 | Toyota Hilux SW4 |
| Comprimento | 4,95 m | 4,79 m |
| Largura | 1,97 m | 1,85 m |
| Altura | 1,93 m | 1,83 m |
| Entre-eixos | 2,85 m | 2,74 m |
| Porta-malas (3ª fileira em uso) | 88 litros (*medição com água) | 180 litros |
| Porta-malas (3ª fileira rebatida) | 791 litros (*medição com água) | 500 litros |
| Porta-malas (2ª e 3ª fileiras rebatidas) | 1.580 litros (*medição com água) | 716 litros |
GWM Haval H9 aposta em refinamento e tecnologia
Interior e equipamentos
No Haval H9, a lista de equipamentos inclui suspensão dianteira independente do tipo duplo A e traseira com eixo rígido five link, faróis matriciais Full LED, rodas de 19", teto solar panorâmico, estribo retrátil automático e rack de teto para até 75 kg. No interior, o modelo oferece bancos dianteiros com massagem, aquecimento, ventilação e memória, painel digital de 10,25”, multimídia de 14,6” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, carregador sem fio de 50W e sistema de som de 640 W.
Na segurança, o H9 traz seis airbags, pacote ADAS 2+, controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go, frenagem autônoma de emergência e monitoramento de tráfego cruzado traseiro. O SUV também se destaca pela garantia de 10 anos, considerada a mais abrangente do segmento no Brasil.
Toyota SW4 mudou pouco desde seu lançamento em 2016
A parte que mais entrega a idade do SW4 é justamente seu interior, quase intocado desde 2016. O painel é diferente do utilizado na sua irmã picape, mas traz elementos visuais da década passada, como o painel de instrumentos analógico, apenas com uma tela LCD no centro, um relógio digital na parte central e sistema de freio de emergência tradicional, por alavanca.
Ainda assim, é relativamente bem equipada, trazendo câmeras de 360º, sete airbags, sensor dianteiro e traseiro de estacionamento, sistema Toyota Sense (ADAS), ar-condicionado automático de duas zonas, retrovisores elétricos e rebatíveis, além de banco do motorista e do passageiro dianteiro com ajuste elétrico.
Ou seja...
Enquanto o Haval H9 aposta no efeito novidade e na tecnologia embarcada com preços atrativos, a Toyota Hilux SW4 segue confiando na sua reputação de confiabilidade e na força da marca, mesmo sem grandes mudanças no projeto.
A escolha entre os dois, portanto, acaba sendo menos sobre números e mais sobre perfil de consumidor: quem busca tradição e pós-venda consolidado tende a ficar com o SW4, enquanto quem valoriza custo-benefício e inovação pode se sentir atraído pelo H9.
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