Sem nova geração, Renault Kwid pode usar truque do elétrico para sobreviver
Carro mais barato da marca deve ganhar mudanças inspiradas na versão E-Tech até 2027
Não parece, mas o subcompacto Kwid já tem 8 anos de idade. Desde seu lançamento, o pequeno Renault recebeu algumas melhorias substanciais e até uma versão elétrica. Ainda sim, não mudou sua essência franciscana para continuar barato - ou menos caro - , sempre disputando o título de 0km mais barato do mercado com o Fiat Mobi.
Mas com as mudanças de perfil de consumidor e do próprio mercado, o futuro do Kwid é incerto. A Renault já falou em outras ocasiões que sua meta era refinar a linha de produtos que oferece globalmente e, em especial, no Brasil.
Com essa mudança, a família Sandero deu adeus, sendo substituída numa tacada só pelo Kardian. Entre os produtos mais refinados, o Megane fez seu retorno, agora como um SUV elétrico, e em breve a marca terá ainda um modelo médio com porte entre Jeep Compass e Commander, papel que caberá ao Boreal.
E como fica o Kwid nesse filão? Ao que tudo indica, o modelo passará por mais uma reestilização profunda, agora inspirada no visual da versão elétrica. Essa configuração ainda não estreou no mercado brasileiro, mas já foi flagrada em testes. A informação foi confirmada pela publicação indiana Autocar.
Renault Kiger, o equivalente indiano do Kardian
Resposta vem da Índia
Assim como acontece por aqui, a Renault indiana vem atualizando seus principais produtos, quase todos derivados da mesma plataforma do Kwid. É o caso do Triber, uma minivan de sete lugares com menos de 4 metros de comprimento, feita sob medida para atender à legislação local, e também do Kiger, que cumpre na região o mesmo papel do nosso Kardian.
Em entrevista à Autocar Professional, Venkatram Mamillapalle, diretor-geral da Renault Índia, afirmou: “O novo Triber é o primeiro produto dentro da estratégia Renault Rethink, e ele será seguido por mais três lançamentos nos próximos dois anos.”
Reestilização deu à traseira mesmas lanternas do SUV brasileiro
O segundo lançamento foi a reestilização do Kiger, e o terceiro será um SUV médio de cinco lugares derivado do Duster, previsto para o próximo ano, mirando rivais como Hyundai Creta e Maruti Grand Vitara. Na sequência, está programada ainda uma versão de sete lugares desse mesmo utilitário, que terá como concorrentes modelos como Hyundai Alcazar e Jeep Commander, chamado de Meridian na Índia.
Mamillapalle não citou diretamente o Kwid, mas antecipou que a linha pode receber atualizações técnicas, incluindo a oferta de seis airbags, além de retoques visuais. “Vamos cobrir todos os segmentos, começando pelo de entrada, que é o Kwid. Depois temos o de compactos, com Triber e Kiger, e por fim ampliaremos para o segmento médio, de SUVs maiores”, completou.
Flagra: Renault Kwid E-Tech 2025
E no Brasil?
Caso essas mudanças realmente sejam aplicadas na Índia, a tendência é que também se repitam no Brasil, a menos que a Renault reveja sua estratégia e passe a oferecer apenas a versão elétrica por aqui. Hoje, mais de 90% das vendas do Kwid no país estão concentradas no canal de vendas diretas, que costuma ser menos lucrativo do que a comercialização para o consumidor final.
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