Chevrolet Silverado e Equinox serão feitos nos EUA e preço no Brasil pode subir
Produção sairá do México por causa das tarifas de Trump; mudança pode elevar valores no mercado brasileiro
A General Motors anunciou que parte da produção de seus veículos atualmente fabricados no México será transferida para os Estados Unidos a partir de 2027. A medida inclui modelos como a picape Chevrolet Silverado e o SUV de luxo Cadillac Escalade, sendo uma resposta direta às políticas tarifárias promovidas pela atual gestão do presidente Donald Trump, que prevê a aplicação de até 30% de imposto sobre veículos e componentes importados aos EUA.
De acordo com o Automotive News, que teve acesso ao plano detalhado da montadora, a mudança busca evitar os custos adicionais provocados pelo tarifaço, que tornaria inviável manter a produção no México para atender o mercado estadunidense. Para contornar o impacto, a GM decidiu nacionalizar parte de sua linha de veículos.
Chevrolet Silverado High Country (BR)
O cronograma inclui a transferência da produção de Chevrolet Silverado, GMC Sierra e Cadillac Escalade para a planta de Orion Assembly, em Michigan (EUA). Já o SUV Equinox passará a ser produzido na fábrica de Fairfax, no Kansas (EUA), enquanto o Blazer será deslocado para Spring Hill, no Tennessee (EUA). O movimento faz parte de um pacote de investimentos de US$ 4 bilhões para ampliar a capacidade produtiva da GM em seu país de origem.
Embora a decisão tenha como foco o mercado dos Estados Unidos, os reflexos poderão ser sentidos no Brasil. Hoje, Silverado e Equinox são importados do México, onde são fabricados nas plantas de Silao e San Luis Potosí, respectivamente. Essa origem garante isenção de imposto de importação via acordo comercial bilateral. Com a possível mudança de nacionalidade, a isenção deixaria de valer. Consequentemente, os preços subiriam.
Chevrolet Equinox Activ 2025
Atualmente, a Silverado custa R$ 573.590 no mercado brasileiro. Já o Equinox, que desembarcou em nova geração em 2024, parte de R$ 285.490 nas versões a combustão RS e Premier. Caso venham dos Estados Unidos, os modelos passarão a ser taxados como qualquer veículo importado de fora do Mercosul, elevando substancialmente seus preços finais.
Ainda não está claro se a GM encerrará completamente a produção mexicana desses modelos, mas a nacionalização parcial já coloca em risco o atual fornecimento ao Brasil. A Chevrolet ainda não se manifestou sobre como a medida afetará mercados fora dos EUA, mas já abre o sinal de alerta para possíveis reajustes no futuro.
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