Empresas tentam conseguir dinheiro o suficiente para custear operações enquanto as fábricas estão fechadas

As fabricantes de carros ao redor do mundo estão explorando várias opções para manter suas operações funcionando durante a pandemia de coronavírus. Com os governos pedindo para que todos os trabalhadores de serviços não-essenciais que fiquem em casa, isso levou a várias empresas a parar a produção. E a consequência disso é muito séria, a ponte de Fiat-Chrysler, Daimler e Toyota estarem estudando a possibilidade de fazer empréstimos de bilhões de dólares, segundo diversas fontes de notícias.

A Toyota está tentando conseguir 1 trilhão de ienes (R$ 47,5 bilhões), como revela o Automotive News, citando fontes "familiares com o assunto". A marca japonesa já paralisou diversas fábricas ao redor do mundo, como nos Estados Unidos, França, Índia, Brasil, Filipinas e mais, em resposta à crise. As quatro fábricas brasileiras, em São Bernardo do Campo (SP), Indaiatuba (SP), Sorocaba (SP) e Porto Feliz (SP) pararam no dia 24 de março e a previsão inicial era de um retorno no dia 6 de abril, que pode ser adiado.

A agência Bloomberg reporta que a Daimler está em uma situação semelhante, negociando para conseguir uma linha de crédito. Fontes revelam que a alemã estaria tentando conseguir 10 bilhões de euros (R$ 56,7 bilhões). Assim como as demais, a Daimler parou praticamente todas as suas fábricas ao redor do mundo.

Já a agência Reuters falou sobre a Fiat-Chrysler buscar uma linha de crédito adicional de 3,5 bilhões de euros (R$ 19,8 bilhões), vinda de dois bancos, que seriam usados para manter os pagamentos da fabricante. No caso da FCA, ela já conta com uma linha de crédito de 7,7 bilhões de euros (R$ 43,7 bilhões) recebida anteriormente.

Esta corrida para garantir dinheiro o suficiente para aguentar a crise passar vem em um momento que o mundo todo espera pelo fim da quarentena em diversos países. Além de não conseguir gerar dinheiro com as concessionárias fechadas, as empresas ainda têm gastos com salários e alguns serviços essenciais de manutenção das fábricas. Um exemplo é a Volkswagen, que está perdendo US$ 2,2 bilhões por semana com esta situação. Alguns países já sinalizam uma forma de ajudar a indústria a não ter que demitir, mas nada foi anunciado até o momento.