Marca já considera fazer demissões para reduzir os gastos

A pandemia de coronavírus tem afetado bastante as fabricantes de carros, forçando muitas delas a pararem praticamente toda sua produção global. O Grupo Volkswagen foi um deles, anunciando na semana passada que paralisou a operação em diversos lugares, como Europa e Brasil. Porém, de acordo com uma reportagem do Automotive News Europe, a empresa alemã ainda está gastando US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 11,2 bilhões) por semana em custos fixos, algo que nenhuma companhia pode fazer indefinidamente.

A Volkswagen, assim como Ford, Fiat-Chrysler e Toyota, está tentando reiniciar a produção de algumas de suas fábricas assim que possível. Isso significa deixar os trabalhadores voltarem ao serviço, mantendo uma distância segura um do outro enquanto continua a desinfetar os prédios. Herbert Diess, CEO da VW, comentou em uma entrevista que a fabricante voltou a produzir na China, mas ainda não está operando 100% no país.

A montadora ainda está estudando todas as opções enquanto enfrenta as mesmas incertezas que muitas outras empresas e pessoas estão encarando. Cortes de empregos podem acontecer, embora a fabricante não tenha dado nenhum detalhe; porém, Diess disse que a empresa só vai superar essa crise sem demissões se houver uma "intervenção forte."

Outra medida que a VW está explorando é a possibilidade de vender notas provisórias para conseguir cobrir as despesas. A fabricante alemã ainda não procurou as linhas de créditos bancários. Segundo a publicação, a empresa já teria acesso a um crédito de mais de US$ 20 bilhões. Vale destacar que a Ford usou esse recurso na semana passada.

Nos últimos dias, várias fabricantes anunciaram planos de voltar a produzir no exterior em algum momento do mês que vem. A Ford irá retomar a operação de uma fábrica no México no dia 6 de abril, enquanto as linhas de montagem nos EUA só voltarão no dia 14. A Fiat-Chrysler também planeja um retorno no dia 14 em alguns lugares do mundo. Já a VW anunciou recentemente que manterá todas suas fábricas fechadas até o final de abril, inclusive no Brasil.