GWM Tank 400 é jipão híbrido flex maior que SW4 e flerta com o luxo
Com quase cinco metros, SUV apostará no visual robusto, motor PHEV e capacidade off-road para se diferenciar
De Interlagos (SP) - Aproveitando o bom momento de vendas em que vive no país, a chinesa GWM apresentou em evento no Autódromo José Carlos Pace, na zona sul de São Paulo, seu novo SUV topo de linha da linha Tank, o modelo 400.
Disponível para visitação, o modelo ainda não foi lançado oficialmente - algo que deve ocorrer ainda neste ano - mas a marca já não esconde seu posicionamento mais premium quando comparado ao Tank 300. Ele fará dobradinha com o Wey 07 entre os modelos mais caros da marca, mas com maior posicionamento off-road tanto no visual quanto nas próprias capacidades fora de estrada.
Como é o Tank 400
No comprimento, traz 4,99 metros (o H9 tem 4,95 m) e é bem maior do que um Toyota SW4, de 4,79 metros. O mesmo vale para o entre-eixos de 2,85 m, a largura de 1,96 m e a altura de 1,90 m (no SW4 são 2,75 m, 1,85 m e 1,83 m, respectivamente).
A dianteira, que lembra vagamente um Toyota Land Cruiser, traz faróis em LED com luzes de rodagem diurna que parecem olhos, enquanto a dupla grade cromada e espessa ostenta o grande T do emblema. São linhas bem vincadas que se integram ao desenho do capô.
As laterais também são bem parrudas e se destacam pelas grandes proteções dos para-lamas com parafusos aparentes, porém totalmente pintadas na cor do veículo, além do desenho inclinado da coluna C, com uma terceira janela em formato geométrico.
O teto é pintado de preto, mas sem avançar pelas laterais da carroceria, e sustenta um brake light superior. O destaque final fica por conta da roda reserva acoplada à tampa do porta-malas, amparada por uma trava com a grande inscrição TANK.
Interior refinado
A aposta no luxo aparece principalmente no interior, que é bem mais próximo do Wey 07 nesse aspecto do que dos outros SUVs quadradões da chinesa. Há amplo uso de materiais emborrachados no painel e nos forros de porta. Na tecnologia, traz ar-condicionado com comandos individuais para os ocupantes da segunda fileira, central multimídia de 16,3", quadro de instrumentos de 12,3" e head-up display à frente do motorista.
No grande console central, há dois carregadores sem fio para celular e a alavanca de câmbio em estilo manche, cercada por acabamento em alumínio, que também está presente nos botões do freio de estacionamento eletrônico e do Auto Hold.
Ao lado, ficam os comandos para refrigeração e aquecimento dos bancos dianteiros. Embora tudo possa ser controlado pela tela gigante, há também botões físicos na região central do painel. Para completar, as luzes ambiente podem ser personalizadas, percorrendo quase toda a cabine.
Motor será híbrido plug-in flex
Na mecânica, o Tank 400 seguirá uma receita já conhecida no Brasil. O SUV utilizará o sistema híbrido plug-in Hi4-T, combinando um motor 2.0 turbo flex de quatro cilindros e injeção direta a um propulsor elétrico, sempre com câmbio automático de nove marchas e tração 4x4.
No Tank 400, porém, o conjunto será um pouco mais potente que o usado hoje pelo Tank 300. O motor a combustão entrega 251 cv e, trabalhando com o elétrico, leva a potência combinada a 421 cv, mantendo os 76,5 kgfm de torque. Segundo os dados divulgados, são 6,8 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h.
A bateria também será maior, com 37,5 kWh, e permite rodar até 105 km sem ligar o motor a combustão pelo ciclo chinês NEDC. Como ainda não há homologação brasileira, esse número não deve ser comparado diretamente aos 74 km de autonomia elétrica do Tank 300 pelo Inmetro. O sistema aceita ainda recarga rápida de até 103 kW.
Apesar da eletrificação, a proposta fora de estrada continua sendo parte importante do Tank 400. O modelo usa chassi sobre longarinas, compartilhando arquitetura com Tank 300, Haval H9 e Poer P30, além de manter tração integral para uso em terrenos mais exigentes.
Ainda não há data para a chegada do SUV nem definição de equipamentos ou preço, visto que a ideia inicial era que ele já tivesse sido lançado por volta de 2025. Como a GWM acabou vendo outros modelos ganharem destaque antes, focou na nacionalização do Haval H6 e já pensa em sua segunda fábrica no Espírito Santo, que produzirá o Ora 03.
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