Nova VW Tukan abrirá nova fase da marca no Brasil com mais picapes e SUVs híbridos
Novidade estreará sistema híbrido-leve entre nacionais e novos SUVs terão sistema pleno mais eficiente
A Volkswagen do Brasil aproveitou os momentos pré-convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 para revelar mais detalhes de sua primeira picape médio-compacta, a Tukan. Projeto importante para a empresa, abre também uma fase com diversos lançamentos e tecnologias eletrificadas para nosso mercado.
Na conferência realizada na manhã de 18 de maio, estiveram presentes alguns modelos que marcaram a história da Volkswagen, como o Gol. O compacto foi o protagonista de várias séries especiais durante seus mais de quarenta anos de mercado, presentes desde a primeira geração com o Copa, em 1982.
A VW também aproveitou a ocasião para revelar que, além da Tukan - ainda camuflada - mostrará mais algumas novidades, totalizando cinco novos produtos. Primeiro, mostrou um VW T-Cross Seleção, série especial lançada em maio, com a cor Amarelo Canário. Gostou da tonalidade? Ela só estará presente na unidade vista na apresentação. No restante do catálogo da marca, a cor chega em 2027, após o lançamento da Tukan.
Galeria: Novo T-Cross: Volkswagen acelera testes do sistema híbrido
A picape será produzida em São José dos Pinhais (PR) e estreará um novo conjunto MHEV, com motor 1.5 turbo e o sistema híbrido-leve ao menos nas versões mais caras, abrindo a eletrificação nos seus modelos nacionais. As demais podem receber até cabine simples e motor 1.6 aspirado para reduzir custos, mas podemos esperar inclusive o 1.0 turbo, dependendo da configuração. A Tukan terá a missão de substituir a Saveiro e, por isso, essa variedade de versões.
A produção no Paraná faz sentido, já que utilizará boa parte da estrutura MQB presente no T-Cross. Ou seja, não será com a Tukan a estreia da base MQB37, preparada para eletrificação mais sofisticada, como a que a marca mostrou recentemente na Europa com o T-Roc de segunda geração e que deve se estabelecer em São Bernardo do Campo (SP).
A eletrificação leve, no entanto, ajuda a explicar um pouco melhor o que esperar da marca daqui para frente. Os atuais SUVs da VW são todos feitos na MQB. Lembramos que a montadora anunciou um investimento de R$ 20 bilhões na América Latina até 2028 (sendo R$ 16 bi no Brasil), que gerará uma ofensiva de 21 modelos. Deste total, R$ 3 bilhões foram só para a Tukan.
Nessa, é possível que T-Cross, Nivus e até o Tera saiam ganhando com a chegada da picape, adotando o sistema MHEV em algum momento até o fim da década nos motores 1.0 e 1.5 TSI. O HEV (híbrido pleno), no entanto, ficará para os frutos do Projeto Saga.
Baseados no T-Roc, os SUVs já nascerão como modelos da MQB37 e serão mais refinados e tem potencial para substituir, no médio prazo, a atual geração do Taos. Ele prevê um modelo mais tradicional, tal qual o médio vendido hoje pela marca e que pode se inspirar visualmente no ID.Cross, e também de um SUV cupê, este com inspirações no T-Roc.
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