Crise econômica na Argentina faz com que exportações caiam 45% no acumulado do ano

Apesar da crise econômica na Argentina, a indústria automotiva nacional mostra resultado positivo em abril e no 1º quadrimestre do ano. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram produzidos 267,5 mil carros e comerciais leves no mês passado, um crescimento de 11,1% sobre março, enquanto os emplacamentos alcançaram as 231,9 mil unidades, 10,9% a mais do que no mês anterior.

Galeria: Honda - Fábrica em Itirapina (SP)

A produção teve um bom mês, com crescimento de 11,1% em relação a abril, alcançando as 267,5 mil unidades. Em relação ao mesmo período de 2018, o crescimento foi de modestos 0,5%, o que indica uma tímida retomada, impactada pela queda nas exportações. O Brasil enviou 34,9 mil carros para fora do país, 52,3% menos em relação ao mesmo mês de 2018. No acumulado de janeiro a abril, o buraco é de -45%, tudo como reflexo da crise da Argentina.

Em compensação, o mercado nacional segue bem. Os emplacamentos cresceram 6,7% em comparação à abril passado, com 231,9 mil veículos licenciados. Em março, foram 209,2 mil unidades, 10,9% menos. No acumulado do 1º quadrimestre, o resultado é positivo, com aumento de 10,1% nos licenciamentos, somando 839,5 mil unidades, contra 762,9 mil veículos do mesmo período de 2018.

Boa notícia é geração de emprego com a abertura de 200 vagas no mês passado, somando 130.154 trabalhadores em toda a indústria. Ainda assim, o setor ainda não chegou no mesmo patamar de 2018, quando havia 131.749 funcionários. Algumas fábricas estão encerrando os processos de layoff após investimentos, como é o caso da Volkswagen com a produção do T-Cross em São José dos Pinhais (PR).

Com informações de Fábio Trindade