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Geely EX5 EM-i ou BYD Song Pro: qual o melhor SUV híbrido por R$ 190 mil?

Com o mesmo preço, novidade da Geely aposta em mais potência e autonomia para desbancar BYD; confira o compara de ficha técnica

Geely EX5 EM-i (2026) - lançamento
Foto de: Geely

Primeiro plug-in híbrido da Geely no país, o EX5 EM-i estreou no mercado mais barato que seu equivalente elétrico, mas abrangendo um gap maior de versões do que o modelo só a bateria. Com isso, a marca busca atingir uma faixa maior de preços dos SUVs médios, que talvez ainda não visse no modelo oferecido até então uma opção.

Partindo de R$ 189.990 e chegando aos R$ 234.990, o SUV acaba pegando versões intermediárias de modelos mais tradicionais, como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, bem como os principais players também feitos por marcas chinesas.

Um, em especial, parece ser o foco da versão de entrada: o Song Pro. SUV híbrido mais barato da BYD, o modelo virou queridinho do mercado, emplacando 7.294 unidades durante o primeiro trimestre de 2026. Mas como ele se compara quando colocado a lado da novidade da Geely? 

Geely EX5 EM-i (2026) - lançamento
Foto de: Geely
Comparativo: BYD Song Pro PHEV vs. Toyota Corolla Cross HEV
Foto de: Motor1.com

Dimensões 

Ao menos no papel, ambos os modelos ocupam praticamente o mesmo espaço na garagem, com uma diferença de apenas 2 mm no comprimento em favor da Geely. No entanto, o EX5 EM-i é mais largo (1.905 mm contra 1.860 mm) e possui uma distância entre-eixos superior, com 2.755 mm frente aos 2.712 mm do Song Pro - uma vantagem de 43 mm no conforto das pernas para quem viaja atrás.

O BYD dá o troco com um porta-malas maior, oferecendo 520 litros de capacidade contra os 428 litros do Geely. Vale dizer, no entanto, que as medições divulgadas para os dois são diferentes, com o BYD utilizando um cálculo próprio de altura, largura e profundidade que dá a volumetragem máxima, mesmo em cantos não utilizáveis.

No Geely, por outro lado, a marca divulga o sistema de metragem mais comum, o VDA, e que representa melhor a utilização prática da área. O EX5 se destaca também na altura livre do solo de 172 mm, sendo 16 mm mais alto que o Song Pro, o que ajuda - ao menos na teoria - a evitar raspadas em valetas e lombadas.

  Geely EX5 EM-I PRO BYD Song Pro GL
Comprimento 4.740 mm 4.738 mm
Largura 1.905 mm 1.860 mm
Altura 1.685 mm 1.710 mm
Entre-eixos 2.755 mm 2.712 mm
Porta-malas 428 litros 520 litros
Peso 1.746 kg 1.700 kg
Geely EX5 EM-i (2026) - lançamento
Foto de: Geely
BYD Song Pro GS 2026
Foto de: Motor1 Brasil

Motor e câmbio

Na parte mecânica, ambos contam com motor 1.5 transversal, aspirado, tração dianteira e sistema híbrido do tipo plug-in, mas o Geely EX5 EM-i Pro leva vantagem na potência combinada, entregando 262 cv contra os 223 cv do Song Pro, uma diferença de 39 cv que se traduz em um 0 a 100 km/h mais rápido (7,8 s contra 8,3 s). O BYD, porém, leva a melhor no torque combinado, com 40,8 kgfm frente aos 38,7 kgfm da novidade da Geely.

Quanto à eficiência elétrica, a Geely traz uma bateria maior, de 18,4 kWh, garantindo uma autonomia 100% elétrica de 65 km (ciclo PBEV), enquanto o Song Pro para nos 49 km com sua bateria de 12,9 kWh. Em termos de alcance total, o tanque de 60 litros do Geely permite uma autonomia rodoviária de 798 km, superando por larga margem os 572 km do BYD, que tem tanque de 52 litros.

  Geely EX5 EM-I PRO BYD Song Pro GL
Motor a combustão 100 cv / 12,7 kgfm 98 cv / 12,4 kgfm
Motor elétrico 218 cv / 26,7 kgfm 197 cv / 30,6 kgfm
Potência combinada  262 cv 223 cv
Torque combinado  38,7 kgfm 40,8 kgfm
Bateria 18,4 kWh 12,9 kWh
0 a 100 km/h 7,8 segundos 8,3 segundos
Autonomia 100% elétrico 65 km 49 km

O EX5 também sai na frente ao trazer sistema de carregamento rápido (DC) de até 30 kW nas versões Pro e Max, o que permite recargas muito mais ágeis em eletropostos. Enquanto isso, o BYD ainda conta apenas com carregamento em corrente alternada (AC) de até 6,6 kW, o que pode mudar apenas na reestilização.

Geely EX5 EM-i (2026) - lançamento
Foto de: Geely
BYD Song Pro GS 2026
Foto de: Motor1 Brasil

Equipamentos

Em conceito, os dois SUVs também são bem parecidos. O interior é minimalista, com foco em telas grandes ao centro para a maioria dos comandos, incluindo a ventilação e outras funções importantes. No Geely, desde a versão de entrada, a multimídia é sempre de 15,4", enquanto o painel de instrumentos é de 10,4''.

O BYD traz a tela multimídia giratória - já em desuso e que deve ser trocada na reestilização - de 12,8'' e tela digital de 8,8''. O interior também mostra sua idade ao mesclar tons claros com costura laranja, típicos dos primeiros anos da marca no país. Os dois, no entanto, servem bem seus usuários na faixa dos R$ 189.990.

No quesito segurança ativa, o Geely EX5 EM-i Pro toma a dianteira com o pacote ADAS completo que chegou na linha 2026. O conjunto é composto por piloto automático adaptativo, alerta de colisão com frenagem automática, alerta de mudança de faixas, assistente de faixa, detector de ponto-cego, alerta de abertura de portas, alerta de tráfego traseiro e reconhecimento de placas. O modelo ainda traz o diferencial do airbag central dianteiro, totalizando sete bolsas de proteção.

Já o Song Pro GL mostra sinais de idade em sua parte tecnológica. A multimídia - ainda giratória - não recebeu as atualizações de Google nativo e a visualização de GPS do Waze e do Maps no painel de instrumentos, como já aconteceu com o Yuan Plus, o Dolphin Special Edition e o Song Plus 2027.

BYD Song Pro GS 2026
Foto de: Motor1 Brasil

Por outro lado, o BYD foca em conveniências como câmeras de visão 360 graus, tampa traseira motorizada e ar-condicionado de duas zonas, enquanto o Geely responde com um infoentretenimento mais moderno e roteador Wi-Fi próprio.

Geely EX5 EM-i (2026) - lançamento
Foto de: Geely
Comparativo: BYD Song Pro PHEV vs. Toyota Corolla Cross HEV
Foto de: Motor1.com

No fim..


O que você pensa sobre isso?

Com propostas muito equilibradas, Geely EX5 e BYD Song Pro mostram como os SUVs médios vem ganhando em tecnologia e principalmente em powertrain após a chegada dos modelos chineses. Até então, a faixa era dominada por modelos tradicionais com motores turbo de baixa cilindrada, pouco econômicos graças ao seu peso e porte.

O Geely, por ser novidade, já resolve algumas questões que o BYD só resolverá quando sua prometida reestilização enfim começar a ser feita em Camaçari (BA), trazendo as mudanças técnicas já vistas nos lançamentos mais recentes da marca. Até lá, no entanto, continua um negócio interessante pela sua faixa de preço atual.

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