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BYD Shark aguenta fazer trilha? Fomos ao Chuí descobrir

Picape eletrificada encarou mais de 200 km de praia até a fronteira do Brasil com o Uruguai para provar que é capaz mesmo sem diesel

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi
Thomas Tironi Thomas Tironi

Há um ditado de que a vida é feita de primeiras vezes, mas desconfio que ninguém tenha estabelecido quantas delas podem acontecer em um único fim de semana. No meu caso, bastaram três dias no extremo sul do Rio Grande do Sul para acumular uma quantidade respeitável.

Veja só: primeira expedição, primeira vez com a BYD Shark longe de metrópoles como São Paulo e, de quebra, também a primeira vez desde que vos escreve cruzando uma fronteira internacional. Nada mal para quem havia saído de casa com a simples incumbência de dirigir uma picape.

Sem cardã e sem diesel

A coincidência é que nossa companheira de viagem também carrega um ineditismo no currículo. A Shark foi a primeira picape média híbrida plug-in com chassi de longarinas vendida no Brasil, e agora enfrentaríamos cerca de 210 quilômetros de praias e dunas, partindo da Praia do Cassino, em Rio Grande (RS), rumo ao Chuí, na fronteira com o Uruguai.

Nossa companheira era uma BYD Shark GS preta, identificada pelo número 9, que dividiria aquele sábado com mais de 20 exemplares da mesma picape. À primeira vista, ela não parece tão diferente de uma Toyota Hilux, Ford Ranger ou Chevrolet S10, com seus mais de cinco metros de comprimento, cabine dupla, caçamba e chassi de longarinas, mas as semelhanças diminuem bastante quando olhamos para a parte mecânica.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

No lugar do tradicional motor turbodiesel que você encontraria numa rival, a Shark utiliza um 1.5 turbo a gasolina combinado a dois propulsores elétricos, um em cada eixo, que entregam juntos 437 cv e 65 kgfm de torque. São números suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos, segundo a fabricante, mas sua primazia não está exatamente na capacidade de deixar muito carro esportivo para trás no semáforo.

Como as rodas traseiras são movimentadas por seu próprio motor elétrico, não há cardã fazendo a ligação mecânica entre os eixos, tampouco uma caixa de transferência com reduzida. O gerenciamento da tração é sempre controlado eletronicamente, enquanto uma bateria de 29,6 kWh fornece energia ao conjunto híbrido e permite rodar também sem utilizar gasolina, numa arquitetura que ainda inclui suspensão independente nas quatro rodas.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Tamanho ineditismo, porém, não se traduziu exatamente num sucesso comercial, já que, entre janeiro e setembro de 2026, a Shark acumulou apenas 502 emplacamentos no Brasil, enquanto a Toyota Hilux chegou a 33.517 unidades e a Ford Ranger, a outras 26.972. É uma diferença considerável, especialmente num segmento em que tradição e reputação costumam pesar bastante na decisão de compra. Ineditismos têm dessas coisas.

De qualquer maneira, a chinesa dificilmente continuará sozinha nessa proposta por muito tempo, já que a Ford confirmou uma Ranger híbrida plug-in para a América do Sul, com produção prevista para 2027, enquanto a próxima Volkswagen Amarok também deverá incorporar a eletrificação, aproveitando a parceria da marca alemã com a chinesa SAIC. No caso da VW, ainda não há confirmação de uma versão plug-in, mas caso siga os propulsores de sua parceria asiática, deve ser do tipo recarregavel.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

O BYD Adventure

Mas como um sistema tão diferente se comporta no habitat natural das picapes, longe do asfalto e das tomadas? Foi pensando nisso que a BYD criou o Adventure Shark, uma série de expedições organizadas pela fabricante para reunir proprietários e convidados em percursos fora de estrada, sempre com orientações de condução, guias e equipes de apoio.

Iniciado em 2026, o evento começou durante o Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), passando ainda por Goiânia (GO), Petrolina (PE), Sousa (PB) e Fortaleza (CE) antes de chegar ao litoral gaúcho, onde a sexta etapa recebeu o nome de Rota dos Faróis.

E nada de preparação especial para facilitar o serviço, já que nossa unidade, assim como as demais participantes, mantinha suspensão e componentes mecânicos originais, sem elevação de carroceria, snorkel ou adaptações para a expedição. Até os pneus eram os mesmos que você encontraria numa Shark à venda em qualquer concessionária, os Giti GitiXross HT71, na medida 265/65 R18, do tipo H/T, mais indicados para o asfalto do que para enfrentar dunas e areia fofa.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Dias de sol em meio às chuvas

O Rio Grande do Sul vinha enfrentando uma sequência de chuvas e temporais que, em determinados momentos, mais fazia o estado parecer empenhado em realizar um cosplay do dilúvio bíblico. Mas alguma divindade resolveu colaborar com nossa expedição e, no segundo dia, fez-se o sol.

E não foi qualquer sol, já que o sábado amanheceu com céu azul, poucas nuvens e uma luminosidade que se refletia na areia úmida da Praia do Cassino, formando uma espécie de espelho natural que parecia se estender até o horizonte. Depois de sair de São Paulo na sexta-feira e enfrentar longas filas em aeroportos e traslados para chegar ao extremo sul gaúcho, não era exatamente o cenário que eu esperava encontrar.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Nossa base era o Hotel Atlântico, a poucas quadras da praia, numa Rio Grande que também se preparava para as comemorações farroupilhas, incluindo um acampamento tradicionalista e um desfile em homenagem à Revolução Farroupilha, conflito iniciado em 1835 e encerrado dez anos depois, cuja memória continua bastante presente na cultura local.

Mesmo com o cansaço de uma semana corrida de redação e das viagens de avião e carro até chegar lá, bastou assumir o volante da Shark preta de número 9, colocar alguma música decente na boa central multimídia de 12,8'' e começar a conversar com as duas colegas que dividiam a cabine comigo para esquecer boa parte da indisposição.

BYD Shark PHEV (BR)
BYD Shark PHEV (BR)
BYD Shark PHEV (BR)
Fotos de: Motor1.com
Fotos de: Motor1.com

Também não faltavam razões para estarmos confortáveis dentro da picape. O ambiente é muito mais próximo de um carro de passeio do que o comum em uma picape. Quer um exemplo? logo ao entrar na cabine, os bancos dianteiros, de ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, se posicionam como poltronas.

Passou friou ou calor? O ar-condicionado de duas zonas resolve a situação para os dois passageiros dianteiros. Precisou de segurança? Há seis airbags e assistências à condução de nível 2, embora recursos como o piloto automático adaptativo não tivessem muita utilidade naquele terreno.

BYD Shark PHEV (BR)
Foto de: Motor1.com

Destaque ainda para o console central, que reserva algo relativamente raro entre os carros chineses atuais: uma quantidade generosa de botões físicos. Outro acerto está nos porta-objetos, especialmente aqueles das portas, suficiente para acomodar uma garrafa térmica de 800 ml, uma jaqueta bomber dobrada e uma nécessaire com carregador, repelente e outras miudezas, sem precisar espalhar tudo pelo console ou disputar espaço com as mochilas e os demais equipamentos que levávamos.

Com três pessoas, celulares e câmeras a bordo, também havia uma demanda razoável por carregadores. O sistema por indução de 50 W deu conta do meu aparelho, enquanto as demais ocupantes utilizaram as quatro entradas USB, duas do tipo A e duas do tipo C, além das tomadas de 12 V e 220 V oferecidas pela picape.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Picape híbrida e areia dão match?

Antes de partirmos, a organização reuniu os participantes no hotel em que estávamos para um briefing rápido sobre o percurso e os cuidados necessários com a picape e com quem iria participar. Todos os carros também estavam equipados com rádios comunicadores, uma precaução bastante razoável para um trajeto em que aproximadamente 90% da extensão não tinha cobertura de telefonia celular.

Era curioso pensar que estávamos cercados por caminhonetes híbridas plug-in, repletas de eletrônica embarcada, mas que, para conversar entre um carro e outro, era necessário usar dos os bons e velhos rádios, equipamento indispensável para manter o comboio em contato naquele isolamento.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Outro detalhe importante dizia respeito à carga das baterias, já que as Sharks disponibilizadas pela organização haviam vindo de uma concessionária em Pelotas (RS) com os tanques de gasolina cheios, mas muitas apresentavam apenas metade da carga elétrica ou mesmo algo próximo dos 25%. Não parecia exatamente a melhor maneira de começar uma expedição destinada a demonstrar as capacidades de uma picape eletrificada, mas seguimos.

Com o comboio finalmente na praia, passei a maior parte do percurso no modo Normal, deixando o Sport para as ocasiões em que precisávamos acelerar com mais intensidade. Nos trechos de areia mais firme, a caminhonete ganhava velocidade com facilidade, chegando na casa dos 130 km/h em alguns momentos, embora as mudanças de consistência do terreno e a presença de animais exigissem atenção constante e certa malemolência.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

O conjunto híbrido brilha especialmente pela entrega imediata de torque dos motores elétricos, mas a areia fofa não costuma se impressionar muito com números de potência. Perto das dunas, encontramos alguns dos trechos mais trabalhosos da expedição, onde duas Sharks acabaram atoladas, uma delas com a roda traseira profundamente enterrada na areia.

Não seria justo atribuir os incidentes exclusivamente aos pneus, já que o embalo, a escolha da trajetória e as condições do terreno também fazem diferença, mas os Giti de vocação rodoviária certamente não estavam em seu ambiente favorito. Parte dos participantes ainda enfrentou dificuldades por não seguir as orientações do briefing, insistindo no modo exclusivamente elétrico ou deixando de selecionar a configuração apropriada para areia, o Sand Land Mode.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Fotos de: Thomas Tironi
BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Fotos de: Thomas Tironi

Havia também outra variável: a carga da bateria. Quando o indicador se aproximava dos 25%, a Shark começava a reduzir parte dessa disposição para vencer os trechos mais difíceis, especialmente quando precisávamos recuperar o embalo sobre areia fofa, situação em que o sistema híbrido parecia priorizar a recuperação de energia em vez de disponibilizar toda a força para a condução.

Na nossa unidade, tentei aproveitar melhor as desacelerações mantendo a regeneração no nível mais alto durante praticamente toda a travessia, escolha que não atrapalhou a condução nem trouxe perda perceptível de desempenho. Também não fez milagres, já que a bateria passou boa parte do percurso próxima dos 25% e, nos melhores momentos, chegou a apenas 31%.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Quando outra motorista, menos familiarizada com veículos eletrificados, assumiu o volante, a carga chegou a cair para 19%, embora não seja possível, é claro, atribuir só a ela a diferença, já que o terreno também influencia o consumo de energia. Ficou claro, porém, que administrar a bateria é mais uma preocupação para quem pretende utilizar uma picape desse tipo fora de estrada, especialmente durante horas de esforço contínuo.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

À moda gaúcha

Depois de algumas horas ao volante, paramos para almoçar no Acampamento Bagual, montado em meio à vegetação do litoral, onde a paisagem de praia dava lugar a um ambiente mais próximo do imaginário tradicional gaúcho, com música típica, carne preparada no fogo e uma generosa panela de entrevero, particularmente convidativa depois de uma manhã inteira sacolejando na areia.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

A comida era farta, o clima ajudava e a parada permitia descansar um pouco das picapes, embora a estrutura improvisada tivesse suas particularidades. A mais peculiar delas, sem dúvida, era o banheiro, instalado dentro de duas pequenas barracas verdes que escondiam uma caixa plástica posicionada no chão.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Não se tratava de usar a caixa diretamente, mas de sacos biodegradáveis próprios para receber os dejetos, que, conforme nos explicaram, seriam posteriormente descartados na natureza. A adequação ambiental dessa destinação não ficou esclarecida, mas a dificuldade mais imediata era encontrar uma posição minimamente funcional dentro daquele espaço. Todos sobreviveram, entrentato.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

A natureza continua

Quem está acostumado às praias mais movimentadas do Sudeste talvez tenha dificuldade para imaginar o que encontramos durante boa parte da Rota dos Faróis. Havia extensões enormes sem nada. Esqueça prédios, quiosques ou qualquer outra estrutura turística. Por lá, via-se durante quilômetros e mais quilômetros apenas areia, mar, vegetação rasteira e dunas que se repetiam até desaparecer no horizonte.

Em determinados trechos, a água acumulada sobre a areia refletia o céu com tanta nitidez que parecia difícil distinguir onde terminava a praia e começava o horizonte. Em outros, pequenas elevações e áreas muito fofas exigiam cuidado para não transformar uma parada para fotografias em mais um resgate.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Fotos de: Thomas Tironi
BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Fotos de: Thomas Tironi

No caminho, passamos ainda pelo naufrágio do Altair, cujos restos enferrujados continuam expostos na Praia do Cassino, e pelos faróis que deram nome à expedição, entre eles os das regiões do Sarita e do Albardão, construções que surgiam praticamente isoladas em meio à areia e à vegetação.

Entre as dunas, encontramos as ruínas do Hotel El Aduar, inaugurado nos anos 1950, quando a própria praia ainda servia como estrada entre Rio Grande e o Chuí. A abertura da BR-471, na década seguinte, desviou boa parte desse movimento para o asfalto e contribuiu para o abandono do hotel ainda nos anos 1960, deixando para trás paredes e pedaços de uma construção que a areia vem engolindo desde então.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Fotos de: Thomas Tironi
Fotos de: Thomas Tironi

A antiga estrada, porém, já não pode ser percorrida livremente, uma vez que a região passou a ter proteção ambiental e a circulação de veículos, especialmente no trecho ao sul do naufrágio do Altair, depende de autorização da Prefeitura de Rio Grande, além de estar sujeita à fiscalização. Os faróis também têm suas restrições, já que pertencem à Marinha do Brasil e não podem ser visitados internamente sem autorização prévia.

A fauna local também participou da viagem, com dois lobos-marinhos vivos que encontramos pela praia, descansando próximos ao mar. Outros dois encontros foram bem menos agradáveis: vimos duas baleias mortas na areia, mas o cheiro que vinha das carcaças era suficiente para desencorajar qualquer aproximação. A curiosidade jornalística tem seus limites, e aparentemente descobri um dos meus.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Curiosamente, a falta de cobertura de telefonia celular acabou sendo uma das boas surpresas da viagem. Afinal, sem notificações, mensagens e redes sociais disputando nossa atenção, sobrava mais tempo para conversar com quem dividia a cabine, observar a paisagem e aproveitar as paradas com os demais participantes.

E, como ninguém conseguia ficar muito tempo entretido com o próprio celular, todo mundo acabava entrando no clima da expedição, numa experiência de desconexão que dificilmente teria acontecido de maneira tão espontânea. É claro que a ausência de sinal não deixa de ser um problema de segurança, mas foi interessante perceber como a falta de alguns estímulos também mudou a maneira de aproveitar a viagem.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

A fronteira

Depois de mais de seis horas de expedição, começamos a nos aproximar da região do Chuí, onde a chegada significava concluir o percurso previsto para aquele sábado e, no meu caso, acrescentar mais uma primeira vez à lista: atravessar uma fronteira internacional.

Nossa Shark preta de número 9 já carregava uma quantidade considerável de areia e as marcas visíveis da travessia, mas havia chegado ao destino sem precisar de quaisquer preparação especial ou intervenção mecânica, apesar das dificuldades encontradas por outras duas picapes dirigidas por colegas da imprensa ao longo do caminho.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Dormimos no Chuí e, na manhã de domingo, começamos o retorno com apenas duas Sharks transportando nosso grupo de jornalistas e influenciadores até Pelotas, de onde seguimos em traslado para Porto Alegre, encerrando alí uma viagem de três dias que havia começado muito antes de colocarmos as rodas na areia.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Foto de: Thomas Tironi

Não foi perfeita, mas deu conta do recado

Depois de percorrer as praias e dunas do litoral gaúcho, a resposta para a pergunta que motivou a viagem é relativamente simples: sim, a BYD Shark consegue enfrentar uma expedição fora de estrada. Isso não significa, porém, que sua mecânica eletrificada esteja livre de limitações, já que os dois atolamentos mostraram que potência não resolve a falta de aderência na areia fofa, principalmente quando a bateria está baixa.

Ainda assim, a picape demonstrou que a ausência de uma ligação mecânica convencional entre os eixos não impede o uso fora de estrada, enquanto a entrega de torque dos motores elétricos ajudou bastante em boa parte das situações. Também foi confortável durante as muitas horas de viagem, acomodando bem três pessoas e toda a bagagem, além de oferecer uma praticidade a bordo que nem sempre recebe a devida atenção em picapes.

BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Fotos de: Thomas Tironi
BYD Adventure Shark: Rota dos Faróis
Fotos de: Thomas Tironi
O que você pensa sobre isso?

Hoje, a comunidade em torno da Shark ainda é pequena, mas a fabricante tem procurado se aproximar desse público entusiasta. Durante a expedição, não faltaram participantes que, mesmo sem serem proprietários de uma, saíram impressionados e vieram perguntar a mim e aos colegas da imprensa o que havíamos achado da picape, principalmente depois das dificuldades que encontramos na areia.

Também não faltaram olhares quando passamos pelas ruas e avenidas que dividem o Brasil do Uruguai, onde um comboio de caminhonetes chinesas híbridas não é exatamente uma cena corriqueira. Se tanta curiosidade vai se transformar em vendas, é outra história, mas, numa categoria em que a confiança costuma valer mais do que muita ficha técnica, talvez não seja má ideia deixar a Shark mostrar do que é capaz.

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