Híbrido ou elétrico? De São Paulo ao Rio de Janeiro com o Geely EX5 em dose dupla
Levamos as duas variantes do SUV em uma viagem de 450 km para ver onde cada uma se destaca
A diversidade de tipos de motorizações começa a criar dúvidas entre o consumidores. Uma das grandes polêmicas é sobre a capacidade de viajar com um carro elétrico em distâncias mais longas e a disponibilidade de pontos de recarga rápidos para atender uma frota que cresce de forma considerável. E aceitamos um desafio da Geely.
Para a viagem de 450 km entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), onde foi realizado o E-Days 2026, levamos o Geely EX5 em suas duas variações: o elétrico e o híbrido plug-in, EM-i, para ver onde cada um se destaca e se é possível viajar com as duas tecnologias sem afetar o roteiro da viagem com recargas ou alguma dificuldade que pode atrasar o roteiro.
Galeria: Geely EX5 EM-i Ultra 2026 (Motor1)
As diferenças e semelhanças
Apesar das diferenças visuais, os Geely EX5 EV e EM-i compartilham a mesma plataforma GEA, desenvolvida pela Geely justamente para esta variedade de propulsores. Pouco os separam em dimensões, mas lado a lado pouco se repara e isso é bom para quem decide a compra baseado em espaço interno e porta-malas, por exemplo.
| Geely EX5 EV | Geel EX5 EM-i | |
| Comprimento | 4.615 mm | 4.740 mm |
| Entre-eixos | 2.750 mm | 2.755 mm |
| Largura | 1.901 mm | 1.905 mm |
| Altura | 1.670 mm | 1.685 mm |
| Porta-malas | 461 litros | 428 litros |
A grande diferença aparece na propulsão. No EX5 EV, um motor elétrico dianteiro com 218 cv e 32,6 kgfm, alimentado pela bateria LFP de 60,2 kWh, com recarga AC de 11 kW e DC de até 100 kW. No EX5 EM-i, a tração segue dianteira, mas composta pelo conjunto de motor 1.5 aspirado e um motor elétrico, que juntos resultam em 262 cv e 38,7 kgfm, alimentado pela bateria LFP de 29,8 kWh com recarga AC de 6,6 kW e DC de 60 kW.
Bagagens, energia e gasolina
Antes de sair de São Paulo (SP), o EX5 EV foi recarregado até 100% e nos deu, em painel, 415 km de alcance. Enquanto isso, o EX5 EM-i marcou, recarregado e abastecido, 168 km em elétrico e 1.130 km em combustão, com gasolina, dando um total de 1.298 km. A viagem, mais uma vez, marcava 450 km do ponto de saída ao nosso ponto de chegada, próximo ao Aeroporto Santos Dumont.
Pneus calibrados conforme o manual, cada carro com duas pessoas e bagagens, modo Eco de condução com regeneração automática. Padronizado nos dois carros para a comparação mais justa, seguimos viagem no ritmo da estrada, com ultrapassagens e velocidade da via, ar-condicionado ligado, sem procurar motivos para alguma situação que não fosse a real de quem viaja.
Destaque para o conforto no Geely EX5 em suas duas configurações. Suspensão bem calibrada, interior espaçoso, bancos confortáveis, isolamento acústico bastante eficiente e um pacote tecnológico que colabora desde o espelhamentos de smartphones sem fios até os assistentes de condução que tornaram a viagem mais segura e confiante mesmo com mais tempo ao volante sem paradas.
Cerca de 350 km, uma parada programada para alimentação e ida ao banheiro. Neste tempo, o EX5 EV foi para um carregador de 60 kW com 37 km de alcance e 9% de bateria, enquanto o híbrido zerou o alcance da bateria e guardava ainda 802 km com combustível e não foi nem abastecido e nem recarregado nesta parada.
Cerca de 40 minutos, o tempo da refeição e ida ao banheiro, o elétrico guardava 280 km de alcance, o suficiente para seguir viagem sem medo de problemas e ainda ser usado no Rio de Janeiro sem a necessidade de procurar um ponto de recarga na cidade. O híbrido não viu posto ou recarga nem quando voltou a São Paulo (SP).
Dá para viajar de elétrico? Ou melhor ter um híbrido?
Se você optar pelo Geely EX5 elétrico, terá um bom alcance principalmente urbano, mas com a potência e autonomia para viajar em segurança a partir do momento em que você tiver o hábito de programar paradas em pontos com carregadores rápidos que se espalham pelo país em uma boa velocidade e tornam esse uso mais fácil e simples.
Mas é o híbrido que brilha neste cenário de viagem. Longo alcance, mas ainda a possibilidade de uso elétrico quando necessário, principalmente no dia a dia, com a segurança que muitos ainda buscam de não precisar de pontos de recarga em viagens mais longas. Viva a liberdade de escolha de qual tipo de energia você vai usar.
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