BYD já testa novo Dolphin híbrido flex no Brasil mirando Chevrolet Onix e Volkswagen Polo
Totalmente diferente dos hatches já vendidos por aqui, novidade terá sistema plug-in e deve custar aproximadamente R$ 130 mil
Após nacionalizar o Dolphin Mini e lançar a linha SE no país, a BYD já se prepara para ampliar ainda mais a família de seu hatch por aqui. A próxima fase virá com o GT, versão híbrida que recém-chegou ao mercado europeu, e que tem grandes chances de virar nacional também no Brasil, já com sistema flex como no Song Pro e no Atto 2.
No flagra, postado pelo perfil @placaverde, o novo hatch híbrido aparece com a tradicional camuflagem da marca chinesa rodando por uma rodovia do Brasil, sem esconder tanto assim os detalhes de sua carroceria. A intenção da marca é que ele chegue ao mercado já no ano que vem, e terá como missão bater de frente no segmento de hatches compactos, principalmente os a combustão, como VW Polo, Chevrolet Onix, Hyundai i20, Honda City e companhia.
É outro Dolphin
Apesar do nome, o GT não é simplesmente um dos Dolphin elétricos já vendidos aqui só com a adição de um motor a combustão sob o capô. Trata-se de outro projeto, desenvolvido para mercados de fora da China e com carroceria própria, mais próxima dos hatches tradicionais e já flertando entre compacto e médio.
São cerca de 4.160 mm de comprimento, 1.825 mm de largura, 1.575 mm de altura e 2.610 mm de entre-eixos. Comparado ao Dolphin elétrico vendido no Brasil, o híbrido é 35 mm mais comprido, 55 mm mais largo e apenas 5 mm mais alto, mas perde 90 mm na distância entre os eixos.
A mudança nas proporções também permitiu aumentar consideravelmente o porta-malas. A capacidade passa dos 250 litros do elétrico para 425 litros, ganho de 175 litros ou 70%. Desse total, 380 litros ficam no compartimento principal e outros 45 litros sob o piso, enquanto o volume com os bancos rebatidos chega a 1.225 litros.
Potência de esportivo
No mercado europeu, o Dolphin G DM-i combina um motor 1.5 aspirado a gasolina de 95 cv com outro elétrico dianteiro de 163 cv. A versão de entrada utiliza uma bateria Blade de 7,42 kWh e entrega 176 cv, enquanto as demais recebem um pacote de 18,3 kWh e chegam a 212 cv.
Com a bateria menor, o hatch percorre 40 km apenas com eletricidade e até 1.020 km combinando a carga com os 42 litros do tanque. Nas configurações mais caras, a autonomia elétrica sobe para 105 km e o alcance total chega a 1.040 km, sempre pelo ciclo europeu WLTP.
As versões com a bateria maior ainda aceitam recarga em corrente contínua de até 39 kW, passando de 10% a 80% em 26 minutos. Em corrente alternada, a potência máxima é de 6,6 kW, enquanto a função V2L permite utilizar a energia armazenada para alimentar aparelhos externos.
No Brasil, o mais lógico é que ele use o powertrain que já está disponível no Song Pro e no Atto 2. No SUV compacto, são 177 cv na versão GL e 197 cv na GS, ambas com 30,6 kgfm. O modelo médio entrega 218 cv na GL e 219 cv na GS, repetindo os 30,6 kgfm. Para o hatch, a certeza nesse momento é que o motor 1.5 já chegará preparado para receber gasolina ou etanol.
Chega no início de 2027
Segundo o colunista Jorge Moraes, da CNN, a BYD já definiu fevereiro de 2027 para iniciar as vendas do novo hatch no Brasil. Também partiria da marca a decisão de trocar o nome Dolphin G DM-i, utilizado na Europa, por Dolphin GT, diferenciando o híbrido dos elétricos já oferecidos por aqui.
As primeiras unidades deverão vir importadas diretamente da China, mas o modelo está na fila para ser produzido em Camaçari (BA). A fábrica baiana, aliás, já se prepara para iniciar uma nova fase de produção nacional, começando etapas de testes de soldagem e pintura na planta. O novo hatch, portanto, já deve ser nacionalizado após essa nova fase.
A expectativa é de que o Dolphin GT custe aproximadamente R$ 130 mil. Caso a previsão se confirme, ficará quase R$ 20 mil abaixo do Atto 2 GL, tabelado em R$ 149.990, e entrará no território das versões mais equipadas de Polo, Onix, i20 e City Hatchback, mas tendo como argumento a mecânica híbrida plug-in que nenhum deles tem.
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