Nova Ford Ranger já começou a ser criada e deve chegar no final da década
Sucessora também dará origem ao próximo Everest, enquanto geração atual ainda terá novidades importantes, inclusive com versão PHEV
A atual geração da Ford Ranger ainda tem alguns bons anos pela frente, mas sua sucessora já começou a tomar forma. Segundo a publicação australiana Drive, a Ford confirmou que trabalha na próxima geração da picape e também do SUV Everest, com desenvolvimento já iniciado na engenharia da marca em Melbourne, na Austrália.
Ainda não há uma data oficial de lançamento, mas fala-se em algo para a virada da década, seguindo o ciclo mais longo comum entre picapes médias. Repetido o intervalo da geração atual, a estreia brasileira poderia acontecer um ou dois anos depois. A picape vendida no Brasil, vale dizer, vem da fábrica argentina de General Pacheco e, antes da mudança, ainda ganhará novas versões feitas por lá, caso da híbrida PHEV e também da aventureira Tremor.
O que já sabemos da próxima Ranger
A confirmação veio de Fadi Mawal, presidente e CEO da Ford Austrália. Em entrevista ao Drive, o executivo revelou que a equipe local, formada por cerca de 1.500 engenheiros, já trabalha na futura Ranger e também no Everest, SUV que compartilha boa parte da base e dos componentes com a picape.
“Nosso plano é continuar liderando o desenvolvimento da Ranger e do Everest no futuro. Estamos trabalhando nisso agora e continuaremos até que alguém diga o contrário”, afirmou Mawal.
Apesar de não fabricar mais carros da marca norte-americana, a Ford da Austrália sempre teve papel importante no desenvolvimento da picape média da marca. Tanto a geração atual quanto sua antecessora tiveram desenvolvimento liderado por equipes locais com ajuda de equipes de vários lugares do mundo, inclusive do Brasil, ficando responsáveis por adaptar o projeto para diferentes mercados e tipos de uso.
Picape deve apostar mais nos híbridos
Diferente de sua principal rival, a Toyota Hilux, a abordagem da Ford quando o assunto é motorização deve ser um pouco diferente na nova picape. Ela terá motores a combustão, diesel e eletrificados, mas não deverá ter versões 100% a bateria.
Essa função, diga-se, fica para a inédita Fathom, que a matriz vem tocando na América do Norte com estreia já para 2027. Sua importância por lá é tamanha que vem sendo comparada pela marca com o Ford T, e certamente uma Ranger EV, com nome bem mais tradicional e construção de carroceria sob chassi, acabaria ofuscando a novidade. Ela também será o primeiro modelo sobre a nova Plataforma Universal de Veículos Elétricos da Ford, que deve gerar uma família completa de modelos, inclusive com alguns SUVs.
Antes da nova geração, chegam versões Tremor e PHEV
Até a sucessora ficar pronta, a atual Ranger ainda terá novidades importantes no Brasil. A principal delas chega em 2027, quando a fábrica de General Pacheco começará a produzir a versão híbrida plug-in, que também será vendida por aqui e marcará o retorno da Ford aos motores flex no país desde o fim da produção nacional de Ka e EcoSport, em 2021.
A configuração brasileira ainda terá detalhes revelados mais perto do lançamento, mas a Ranger PHEV já vendida em outros mercados combina o motor 2.3 EcoBoost turbo a um elétrico integrado ao câmbio automático de dez marchas. O conjunto entrega 279 cv e 71,1 kgfm, maior torque já oferecido por uma Ranger de produção.
Protótipo da Ford Ranger PHEV ao lado do CEO da Ford, Jim Farley
A bateria tem 11,8 kWh de capacidade útil e permite rodar entre 43 e 49 km sem acionar o motor a combustão pelo ciclo WLTP. Mesmo com o sistema híbrido, a picape mantém tração 4x4 com reduzida, bloqueio do diferencial traseiro e capacidade de reboque de até 3.500 kg. Outro recurso é o Pro Power Onboard, que permite usar a bateria de tração para alimentar ferramentas e outros equipamentos externos.
Outra novidade confirmada é a Ranger Tremor, também produzida na Argentina a partir de 2027. A versão, tal como já ocorre na Maverick e na F-150, terá proposta mais voltada ao uso fora de estrada, posicionada abaixo da extrema Raptor, e usará o mesmo motor 2.3 EcoBoost, mas sem assistência elétrica.
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